Preview GP do México de 2018 – Vettel e Ferrari rezam por um milagre, Hamilton se benze!!!

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O primeiro Grande Prêmio do México não foi disputado pelo campeonato de Fórmula 1 e aconteceu em 7 de novembro de 1962, mas utilizou as mesmas regras da competição, o que acabou atraindo participantes e equipes da categoria para a disputa. A morte do mexicano prodígio Ricardo Rodríguez aconteceu neste evento e tempos depois o autódromo prestaria uma homenagem a ele e ao irmão Pedro que faleceu em 1971, sendo um dos grandes incentivadores de corrida no país, por isso foi intitulado como Autódromo Hermanos Rodriguez. Antes de receber o nome pelo qual conhecemos o autódromo hoje, era chamado de Magdalena Mixhuca.

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Era amado por ser considerado um desafio que não podia ser comparado a nenhum outro já experimentado: estava localizado a 7,390 pés acima do nível do mar. Sem falar que era um dos circuitos mais velozes. As provas só passaram a ser disputadas oficialmente pela Fórmula 1 de 1963 a 1970. Entre 1971 e 1985, não ocorreram corridas pelo campeonato de F1 no autódromo, mas as tentativas para que elas retornassem para o solo mexicano foram inúmeras.

Em 1980 e no ano seguinte, a IndyCars fez uma breve visita para a realização do Grande Prêmio de Tecate. Depois da tentativa de abranger outras competições, o autódromo que fora rebatizado, necessitou de algumas reformas para que pudesse ser palco de novas provas. O layout foi ligeiramente encurtado e algumas melhorias em relação à segurança foram realizadas. As atividades retornaram em 1986, para o calendário da Fórmula 1, contando com uma vitória de Gerhard Berger em sua Benetton B186. Em 1988 foi movida para outubro, para ficar mais próxima dos Grandes Prêmios dos Estados Unidos e do Canadá.

lll Retorno ao Calendário

O autódromo não ficou sem atividade, mas as corridas que realizadas lá não faziam parte da Fórmula 1. O retorno se deu apenas em 2015, embora as negociações ocorressem desde 2011. No final de 2013 existia um burburinho sobre a sua entrada no calendário do ano seguinte, mas quando foi divulgado, o GP do México não estava entre as etapas. A Fórmula 1 acabou avisando que a falta de tempo para a reorganização das datas das corridas não permitiu o encaixe da prova, mas que ela estava confirmada para 2015, com contrato de 5 anos firmado por Bernie Ecclestone.

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lll Características da Pista e Pneus

O Autódromo Hermanos Rodriguez foi construído em 1959 e ainda é muito comparado aos circuitos de Monza e Baku, sendo um dos mais rápidos da temporada. Possui a segunda maior reta da temporada e curvas muito lentas ao longo do seu percurso fazem os engenheiros quebrar a cabeça com os acertos do carro e com o equilíbrio da pressão aerodinâmica e do arrasto que são extremamente importantes. Algumas modificações foram feitas desde 1992, mas não deixam a desejar, algumas obras foram finalizadas em 2015, mas a FIA ainda pediu que o layout de algumas curvas também fossem alteradas, para a corrida que aconteceu ano passado, as coisas já estavam de acordo com o que a Federação Internacional de Automobilismo desejava.

A unidade de potência também é modificada para esta prova e isso está ligado à localização do autódromo e sua altitude em relação ao nível do mar, com isso as equipes e os pilotos, contam com apenas 78% da capacidade do oxigênio, para trabalhar a performance do carro e suas condições físicas. O turbo precisa girar mais rápido e os carros contam com menos pressão aerodinâmica, além dos possíveis problemas com o resfriamento dos freios que acabam ocorrendo.

Para o seu retorno, a pista foi recapeada e os pontos onde havia ondulações foram excluídos. O asfalto está menos escorregadio do que nos últimos anos, pois ao longo do ano ele recebe outros campeonatos. Os compostos a serem usados nesta prova são: Supermacios (faixa vermelha) os Ultramacios (faixa roxa) e pela primeira vez os Hypermacios (faixa rosa).

A parada é muito importante e precisa ser bem calculada, já que a área do pit-lane é a maior que os carros percorrem durante o ano o que torna o momento de troca de compostos mais longo, então todos os milésimos para a parada contam. A estratégia vencedora do ano passado contou com apenas uma parada nos boxes, mas o Safety Car entrou por duas vezes na pista.

lll Corrida 2017

Mas uma vez nesta temporada de 2018 é possível que a disputa pelo título se encerre no Grande Prêmio do México, onde mais uma vez Vettel chega sem ser o favorito e com uma grande desvantagem para Lewis Hamilton.

Durante a temporada passada, Hamilton se tornou tetracampeão sem vencer a prova mexicana já que enfrentava problemas com o motor desde a volta de apresentação, quando passou a reclamar dele.

Na largada, acabou encontrando Vettel e Verstappen e ficou com um pneu furado, depois de um toque ocasionado pelo alemão e com isso teve que se dirigir para os boxes lentamente para executar a troca dos pneus. Vettel também necessitou realizar uma parada, que foi bem lenta, já que o bico do seu carro estava danificado. Começava ali disputa para ver se o alemão da Ferrari conseguiria adiar a conquista do título do inglês, levando-a para o Brasil.

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O alemão da Ferrari se deu melhor no começo da prova, mas tinha que igualmente remar o pelotão para tentar acompanhar os ponteiros. Mas o pior era ”tirar” a distância que cada um dos seus adversários tinha na pista. Brigou com Felipe Massa pela décima quinta posição, que custou 6 voltas para ser executada, o brasileiro chegou a colocar Vettel para fora da pista, não querendo entregar a posição facilmente.

Assim como Vettel, Hamilton também fazia a sua escalada, mas levou um pouco mais de tempo para conquistar as primeiras posições, pois quando conseguia realizar a aproximação em Sainz, sofria com o sobreaquecimento do motor. Ele também disputou espaço na pista, mas foi com Fernando Alonso e realizou uma das suas mais belas ultrapassagens, onde o espanhol também não deixou barato e a experiência dos dois era notada a cada movimento.

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Volta à volta eles eram alertados sobre a posição do outro na pista e quando Vettel chegou em quarto lugar, percebeu que lhe faltaria tempo para chegar em Raikkonen e Hamilton já era o nono colocado. Um campeonato brilhante disputado, ponto a ponto e na sua reta final os segundos foram decisivos.

Hamilton chegou ao quarto título colocando o seu nome ao lado de Sebastian Vettel e Alain Prost e agora só fica atrás de Michael Schumacher com 7 e Juan Manuel Fangio com 5. Quebrando recordes ao longo de toda a temporada – no Canadá empatou com Senna o número de poles, no Azerbaijão se tornava o piloto com mais poles em circuitos diferentes e em Austin era o piloto a largar mais vezes na primeira fila – definitivamente o inglês já havia se tornado um dos maiores da Fórmula 1.

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Verstappen conquistou a sua terceira vitória e, depois de se livrar da confusão da largada, foi embora, não sendo ameaçado em nenhum momento pelo segundo colocado, que era nada mais nada menos que o companheiro de Lewis Hamilton, Valtteri Bottas. Raikkonen fechou o pódio com a terceira colocação. Os três na mesma corrida, mas fazendo provas particulares, com os seus desempenhos elevados e uma diferença enorme.

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Vettel no final da prova ainda foi declarado o piloto do dia, com a votação que é sempre realizada pelo site oficial da Fórmula 1.

Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele espertou em mim o interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Fiz da RBR minha casa e meu carro favorito é a Kinky Kylie.