A Fórmula 1 disputará neste fim de semana a 3ª etapa do campeonato. A corrida no Circuito de Suzuka será palco de mais um embate, um traçado importante para coleta de dados das equipes antes de um período forçado – sem corrida.
Com o cancelamento das corridas no Bahrein e Arábia Saudita, os times terão pela frente pouco mais de um mês sem corrida, retornando apenas em 3 de maio para disputa do GP de Miami. O confronto no Oriente Médio impediu a realização das duas provas, se tornando inseguro realizar o deslocamento por conta dos ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã.
Desta forma, os times terão um tempo para analisar os dados obtidos diante de duas corridas e um evento Sprint. Até o momento, a Mercedes tem dado as cartas, foram donos das poles e das vitórias. A performance do time também tem sido superior em corrida, mesmo com alguns problemas pontuais com os pneus.
George Russell venceu a corrida principal na Austrália e a prova Sprint da China, enquanto Andrea Kimi Antonelli conseguiu converter a pole obtida no circuito de Xangai em uma vitória consistente. O britânico soma 51 pontos, contra 47 do italiano, 34 de Charles Leclerc e 33 Lewis Hamilton.
A dupla da Ferrari tem se destacado nas largadas, mas o time ainda não conseguiu encontrar uma performance consistente para brigar por vitórias, no entanto, até o momento os competidores têm participado dos pódios.
O Circuito de Suzuka
A pista japonesa de propriedade da Honda é uma das mais tradicionais do calendário. O evento antes era disputado no final da temporada, mas com algumas modificações regionais que foram organizadas pela categoria, o evento foi movido para abril. No entanto, em 2026, essa será a primeira vez que a prova em Suzuka acontece em março.
O traçado que recebe a prova japonesa é um dos mais desafiadores do calendário, por conta das suas mudanças de direção, já que possuí o formato de “8”, onde ele se cruza. Contando com 18 curvas, ele é extremamente técnico, com 5,8 km. Uma das curvas mais famosas é a 130R – de alta velocidade para esquerda perto do final da volta, com cargas laterais acima dos 3,5 G.

A volta em Suzuka é comparada com andar em uma montanha-russa, por conta de todos os trechos sinuosos.
A primeira prova disputada neste traçado aconteceu em 1987. Essa é a única pista licenciada com o Grau 1 da FIA que tem essa peculiaridade, depois que Fiorano (a pista da Ferrari) foi rebaixada há alguns anos.
Anteriormente, ainda nos desenhos originais era esperado que os cruzamentos acontecessem em três momentos durante uma única volta, o que tornaria a pista ainda mais difícil para os engenheiros
A pista foi projetada por John Hugenholz, que também projetou Zandvoort e Jarama, e a Fórmula E acabou de visitar o circuito de Madrid no último fim de semana.
Os Pneus do GP do Japão
Os pneus devem assumir papel decisivo no GP do Japão deste fim de semana, especialmente diante das características exigentes do circuito de Suzuka. O traçado, conhecido pelas rápidas mudanças de direção e trechos de alta velocidade, impõe uma das maiores cargas do calendário sobre os compostos, o que levou a Pirelli a optar pela gama mais dura da temporada: C1, C2 e C3.
A introdução do C1 pela primeira vez no ano já indica uma preocupação com a durabilidade, mas o cenário vai além disso. O recapeamento completo do circuito deve trazer um asfalto mais liso e, inicialmente, com menor aderência, o que pode favorecer o surgimento de granulação — um fator que já impactou o desempenho dos pneus em etapas recentes.
A Mercedes foi uma das equipes afetada com a granulação durante o GP da China. O time também reclamou da performance que eles tiveram logo após a instalação dos pneus duros. O problema pode se repetir na corrida deste fim de semana, de acordo com as expectativas da Pirelli.
Com isso, equipes e pilotos devem enfrentar um equilíbrio delicado entre desempenho e conservação, principalmente nas primeiras voltas de cada stint. O comportamento dos compostos pode influenciar diretamente as estratégias, abrindo margem tanto para corridas de uma parada quanto para alternativas mais agressivas com duas visitas aos boxes.
Outro ponto de atenção será o desempenho do pneu duro, que tende a ser peça-chave na prova. Além de permitir stints mais longos, ele pode definir o ritmo na segunda metade da corrida — como já aconteceu em 2025, quando foi determinante para os pilotos que subiram ao pódio.
As condições climáticas também entram na equação. Com a corrida sendo disputada em um período ligeiramente diferente do calendário anterior, as temperaturas podem variar e impactar diretamente o aquecimento e a degradação dos compostos.
Diante desse cenário, Suzuka deve mais uma vez transformar a gestão de pneus em um dos fatores centrais da corrida, com potencial para influenciar não apenas o resultado final, mas também o nível de imprevisibilidade ao longo do fim de semana.

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