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Preview do GP da Itália – Ferrari em busca de uma recuperação em casa; Fique por dentro da prova

Enquanto a Ferrari busca um bom resultado em casa, depois de um abandono duplo na Holanda, o duelo travado pela dupla da McLaren precisa ser administrado

A Fórmula 1 desembarca neste fim de semana em Monza, no Circuito amado por muitos pilotos e considerado um templo da velocidade. O GP da Itália faz parte da história da categoria e muitos ficam ansiosos por esse evento, pois ele é a casa de fãs apaixonados, não apenas pela Fórmula 1, mas principalmente pela Ferrari.

A batalha pelo campeonato continua neste fim de semana, Oscar Piastri permanece como o líder, após vencer a corrida na Holanda e somar 309 pontos, mas a situação do australiano está ainda melhor para a reta final da temporada, pois ele abriu 34 pontos de vantagem para Lando Norris.

O abandono do piloto britânico na Holanda por um problema em seu carro chamou a atenção e atrapalhou o duelo pelo título. Ao longo da maior parte da prova em Zanvoort, Norris tentou se aproximar de Piastri ou se aproveitar da ação do Safety Car para derrotar o companheiro de equipe, mas o abandono custou um novo pódio, uma dobradinha para a equipe e também dificultou a luta do britânico.

A McLaren ainda acredita em uma recuperação de Norris e que essa desvantagem trará ainda mais garra ao competidor, mas a equipe sabe que se nada acontecer com Piastri, a competição para Norris será mais dura. O time liberou que os dois boxes lutem de forma independente pelo título, desde que isso não leve para um abandono ou batida entre os competidores.

Piastri tem conseguido fazer um campeonato mais consistente, além de ter uma sorte de campeão pairando ao entorno dele.

Max Verstappen ainda luta por uma recuperação no campeonato, enquanto busca extrair mais performance com o equipamento da Red Bull. O piloto neerlandês foi o segundo colocado no GP de casa, se beneficiando do abandono de Norris.

George Russell soma 184 pontos e tenta ajudar a Mercedes no duelo do Mundial de Construtores para superar a Ferrari.

Charles Leclerc é o quinto colocado com 151 pontos, contra 109 de Lewis Hamilton. A posição dos pilotos nem é a mais importante no campeonato, chegando na Itália, na casa da Ferrari, a equipe italiana busca um bom resultado, após um abandono duplo na Holanda. O time também persegue a chance de conquistar ao menos uma vitória antes que o campeonato acabe.

No meio do pelotão o duelo segue intenso, Williams, Aston Martin e Racing Bulls estão batalhando freneticamente pelo top-10. Os dois times britânicos desejam obter mais pontos, o time de Grove especialmente, já que o início do seu campeonato foi muito mais proveitoso com relação aos resultados. Porém, a Aston Martin, por sua vez, tem conseguido mostrar uns pontos de recuperação após algumas atualizações.

Já a Racing Bulls, com o pódio de Isack Hadjar em Zadvoort melhorou a sua situação; embora resultados como esse sejam raros, é possível almejar mais alguns pontos nos próximos eventos.

O Circuito de Monza

Neste fim de semana a categoria corre no Circuito icônico de Monza, conhecido como “Templo da Velocidade” por conta das suas longas retas e curvas de alta velocidade. A pista recebeu mais provas que qualquer outra nesses 75 anos de Fórmula 1, presente no calendário desde 1950. Na temporada de 1980, apesar da disputa de uma prova no país, foi Ímola que recebeu a categoria, no lugar de Monza.

Dois gigantes da Fórmula 1, Michael Schumacher e Lewis Hamilton, dividem não apenas o topo da tabela de títulos mundiais, mas também a coroa de reis de Monza. Cada um soma cinco vitórias no tradicional circuito italiano, além de oito pódios conquistados. Hamilton ainda leva vantagem nas classificações, com o recorde de sete poles.

Entre as equipes, a Ferrari reina absoluta em casa: são 20 vitórias no GP da Itália — quase um terço de todas as edições disputadas. A equipe italiana também domina em poles (23) e pódios (72). A McLaren aparece como principal rival nas estatísticas, com 11 vitórias, 12 poles e 31 pódios.

Quando falamos de uma pista que carrega muita velocidade, as marcas ao longo do fim de semana podem superar os 350 km/h.

A pista carrega recordes históricos: em 2003, Michael Schumacher venceu a prova mais rápida da Fórmula 1 até hoje, com média impressionante de 247,586 km/h. A corrida também entrou para a história como a mais curta já disputada sem bandeira vermelha, concluída em apenas 1h14min.

No ano passado, a pole ficou com Lando Norris, a média foi de 263 km/h. O recorde de classificação mais rápida, com média de 264,362 km/h foi obtido por Lewis Hamilton em 2020 com a Mercedes.

Com suas longas retas, Monza exige pouco do câmbio: apenas 29 trocas por volta, uma das menores do calendário. O traçado também é o que mais demanda potência dos motores, já que os pilotos passam 76% do tempo de volta em aceleração máxima, o que corresponde a 82% da distância total percorrida.

A disputa até a primeira curva é um dos momentos mais críticos da corrida. Da pole até a zona de frenagem são 476 metros, uma das maiores distâncias do ano — superada apenas por Espanha, Silverstone e México.

Além da velocidade, o clima pode ser outro desafio. Monza costuma figurar entre as etapas mais quentes da temporada, com médias de 28,2 °C e picos que podem chegar a 31,3 °C.

Com apenas 11 curvas (quatro para a esquerda e sete para a direita), o circuito italiano tem o segundo menor número de curvas do campeonato, atrás apenas do Red Bull Ring, na Áustria, que conta com 10. Cerca de 80% da volta no traçado de 5.793 km é feita com o pé embaixo, com os carros utilizando o nível mais baixo de downforce da temporada, para reduzir ao máximo o arrasto.

Circuito do GP da Itália – Foto: reprodução F1

Os times apostam em configurações de baixo downforce para os seus carros, mas é necessário trabalhar a traseira deles. Os implementam novas asas traseiras para a realização dessa prova. O papel do vácuo se mostra extremamente importante, principalmente durante a classificação. Falando em configuração, o equilíbrio do carro é incrivelmente importante nesta pista, justamente por conta das altas velocidades atingidas.

Fazer uma boa classificação em Monza, já colabora muito com as estratégias das equipes para o domingo. Ultrapassar neste circuito é difícil, principalmente devido à menor eficiência do DRS, já que os carros vão para o circuito com níveis mínimos de carga aerodinâmica.

Os Pneus da etapa de 2025

Para o GP da Itália, em Monza, a Pirelli manteve a mesma escolha de compostos utilizada no ano passado: C3 como duro, C4 como médio e C5 como macio. Em 2024, a pista havia acabado de ser recapeada, e agora, com a superfície mais consolidada após um ano de uso, a expectativa é de um comportamento ainda mais estável dos pneus.

Seleção de pneus para o GP da Itália de 2025 – Foto: Ale Ranieri / Boletim do Paddock

A tendência é que a maioria das equipes aposte nos compostos duro e médio durante a corrida. O risco de granulação deve ser menor em relação à edição passada, favorecendo stints mais longos. Isso é especialmente importante em Monza, onde o pit-lane está entre os mais demorados do calendário — um fator que naturalmente incentiva estratégias de apenas uma parada.

Apesar disso, o cenário não é tão previsível. O traçado italiano dificulta ultrapassagens, em parte devido à baixa eficiência do DRS nas longas retas, o que reforça a preferência por estratégias conservadoras. Mas as altas temperaturas típicas de setembro na Lombardia podem mudar esse quadro, acelerando a degradação dos pneus e tornando o plano de duas paradas uma alternativa viável.

Programação – GP da Itália de 2025 – Foto: Ale Ranieri / Boletim do Paddock

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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