Preview do GP da França de Fórmula 1 da Temporada 2019

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O Grande Prêmio da França foi realizado desde os primórdios da Fórmula 1, quando no ano de 1950, a competição passou a ser oficial. No entanto a França, já tinha competições automobilísticas que eram realizadas desde 1906. Em 2008, após sediar 86 corridas, a disputa foi alvo das finanças e dos locais que não eram tão favoráveis para a sua realização e foi retirada do calendário.

Mesmo uma disputa com tamanha longevidade, o GP da França teve um total de 16 casas ao longo da sua história. O país também foi importante junto com Bélgica, Itália e Espanha nos campeonatos que foram disputados pelos fabricantes nos anos 20.

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A França já teve todo tipo de competição, como provas que uma volta no circuito chegava a durar uma hora e a corrida 12 horas. As competições passaram por Le Mans, Dieppe, Amiens, Lyon, Estrasburgo e Tours, onde as disputas buscavam ser realizadas cada ano em um lugar diferente.

O país foi um dos que mais sofreu com a primeira Guerra Mundial, também foi obrigado a dar uma pausa nas competições que sessaram em 1915 e retornaram apenas em 1921, mas somente em 1925 eles ganharam um circuito permanente o Autódromo de Linas-Montlhéry, localizado a 32 quilômetros ao sul do centro da capital francesa. Sua estrutura contava com bancos de concreto, instalações modernas além dos boxes. A estrada que dava acesso era asfaltada. A sua construção se deu depois da construção do autódromo Brooklands na Inglaterra, onde vários outros países se sentiram pressionados para ter os seus próprios circuitos.

Miramas também fez parte dos circuitos permanentes, inaugurado em 1926, dividiu a sua história com o Circuit de la Sarthe ou Le Mans como é mais conhecido e Pau Grand Prix de 1930, assim como outros autódromos que fizeram parte das competições europeias na época.

lll Reims-Gueux

O Grande Prêmio da França como sede da Fórmula 1, passou a ser realizado no circuito de Reims-Gueux, localizado ao leste de Paris, uma das suas características era possuir grande retas e era praticamente uma figura geométrica. O evento francês dividiu a sua casa com outro circuito de Rouen-Les-Essarts, sua marca era a alta velocidade. A competição foi alternada entre eles até o ano de 1968, com a chegada de Charade em 1969, circuito esse que era tão longo quanto o de Nürburgring na Alemanha e possuía curvas acentuadas e poucas retas, sendo vítima da reclamação dos pilotos que se sentiam enjoados por guiar em seu asfalto e com isso corriam com o capacete aberto.

lll Paul Ricard e Dijon-Prenois

Quando o circuito de Paul Ricard foi introduzido ao calendário do GP da França, automaticamente Reims foi retirado de utilização para essas provas e logo depois Dijon-Prenois passou a dividir espaço com ele à medida que os anos e as competições foram acontecendo, até 1985, quando Paul Ricard passou a ser “fixo”. Dijon era utilizado nos ímpares, com exceção apenas de 1983.

A escolha por esses dois era que Dijon por ser pequeno proporcionava voltas na faixa de um minuto, enquanto Ricard servia de testes para a Fórmula 1 na época, permanecendo assim até 1990, quando tivemos a entrada de um novo circuito para a disputa.

O circuito de Paul Ricard teve 14 corridas disputadas e na época da sua estreia era um autódromo com grandes áreas de escape e uma sequência desafiadora de curvas.

lll Magny-Cours

O Grande Prêmio da França ao se mudar de casa em 1991 para Magny-Cours, acabou permanecendo por lá, por 17 anos. Foi responsável por estimular a economia da área onde foi construindo.

Nos anos de 2004 e 2005, após ter sido palco de grandes disputas e vitórias como as de Prost e Michael Schumacher, sua permanência passou a ser questionada, principalmente pelo âmbito financeiro e a adição de novas corridas no calendário da Fórmula 1. Mas foi apenas em 2008 que a disputa foi colocada na geladeira, por tempo indeterminado para retornar, sendo a última corrida realizada no país pela F1.

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lll O Retorno

A França passou um longo tempo tentado arrumar uma forma de voltar ao calendário e pensando em novas ideias de circuitos para que a competição pudesse ser realizada, o Grande Prêmio da França volta a ser realizado em Paul Ricard, por conta da sua versatilidade, estrutura e o recebimento de outras categorias e dentre todas as outras opções ela era a com a melhor organização.

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lll Pista e Pneus

O circuito de Paul Ricard, teve algumas partes recapeadas no ano passado, recebendo asfalto novo, o que permite que a volta seja consistente. Com isso a degradação dos compostos diminui. O clima quente do sul da França nesta época do ano, deve influenciar no aquecimento dos compostos.

Paul Ricard está atrelado as forças, mais do que tração e frenagem. A curva 13 é que demanda mais energia.

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Para este final de semana, os compostos utilizados são C2 (faixa branca), C3 (faixa amarela) e C4 (faixa vermelha), sendo o primeiro mais duro e os outros mais macios, respectivamente.

lll Corrida 2018

O GP da França, iniciava uma sequência de três finais de semana com corrida consecutiva, além disso estava dividindo espaço com o futebol, a Copa do Mundo na Rússia.

Lewis Hamilton foi o vencedor do GP da França e o 65ª da sua carreira, depois de dez anos sem a disputa da Fórmula 1 ser realizada no país. O inglês teve um final se semana redondo, liderando a primeira e a segunda sessão de treinos livres e conquistando a pole-position no sábado. Hamilton esteve praticamente o tempo todo na ponta, já que Kimi Raikkonen assumiu a primeira posição apenas na rodada de box de Lewis, pois o finlandês não havia parado. Após está rodada, Lewis voltava a assumir a liderança do campeonato, com 145 pontos, contra 131 de Sebastian Vettel.

Atrás do primeiro colocado tivemos Max Verstappen, que largou da quarta posição e aproveitou a batida de Sebastian Vettel e Valtteri Bottas para garantir o segundo lugar. Vale destacar que o holandês não cometeu erros nessa prova e se alguém ficou preocupado com os momentos em que Daniel Ricciardo estava atrás, nada mais poderia ter ocorrido da melhor forma.

Kimi Raikkonen, que largou em sexto, foi mais um dos pilotos beneficiados pela batida que ocorreu à sua frente, mas o finlandês teve a chance de mostrar o bom desempenho do seu carro e, após realizar a sua parada nos boxes, começou a imprimir um ritmo mais forte e mesmo voltando atrás de Sebastian Vettel não fez cerimonia para ultrapassar o alemão e partir para a caça de Daniel Ricciardo. O finlandês conseguiu se aproximar do australiano que fez grande parte da prova em terceiro. Passou Ricciardo e conseguiu terminar a prova na terceira posição, seguido pelo piloto da Red Bull.

Para fechar o top-5, era possível ver Sebastian Vettel, que realizou uma prova de recuperação, após causar a colisão com Bottas no início da prova. O piloto da Ferrari perdeu o ponto de frenagem e acertou a traseira do finlandês das flechas de prata; com isso os dois rodaram e perderam várias posições na pista. Vettel precisou se encaminhar para os boxes por conta da asa dianteira que havia quebrado e Bottas teve que concluir a volta com um pneu furado. O alemão foi punido com cinco segundos. Os dois foram escalando o grid, Vettel mostrava mais facilidade que o finlandês e com isso Bottas terminou na sétima posição. O piloto da Ferrari ainda foi considerado o melhor do dia, provavelmente por conta da sua recuperação.

Vettel precisou investir em duas paradas no grid, até seria possível ter utilizado apenas os macios – compostos mais duros do final de semana- para ir até o fim, mas com a demanda de ultrapassagens o composto chegou ao fim.

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Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele espertou em mim o interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Fiz da RBR minha casa e meu carro favorito é a Kinky Kylie.