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Preview do GP da Austrália – Um novo campeonato começa em Melbourne

A temporada 2026 começa no circuito de Albert Park, em Melbourne, com novos regulamentos técnicos, incertezas sobre a ordem do grid e a McLaren tentando defender os títulos conquistados em 2025

A Fórmula 1 retorna neste fim de semana, com um campeonato repleto de novidades. A categoria implementou novos regulamentos de motores e aerodinâmicos, com o objetivo de tornar a competição ainda mais acirrada.

A McLaren conquistou o título Mundial de Construtores no ano passado, com uma folga impressionante para o restante do pelotão. O time de Woking também conseguiu um título com Lando Norris, em uma luta travada até a última etapa, com Max Verstappen e Oscar Piastri.

Porém, em 2026, o time ainda não sabe se o carro que construiu será capaz de brigar mais uma vez pelas primeiras posições. Os testes de pré-temporada foram positivos, mas a ordem do pelotão ainda não está definida.

A categoria escolheu iniciar o campeonato no Circuito do Albert Park, em Melbourne. Esta será a 24ª vez que a abertura da temporada acontece na Austrália, tendo ocorrido pela primeira vez na estreia do circuito no calendário, em 1996, há trinta anos.

Antes da primeira corrida acontecer, a Fórmula 1 já tem pela frente alguns desafios, como o desenrolar do calendário. Por conta dos confrontos que têm acontecido no Oriente Médio, talvez as etapas do Bahrein e Arábia Saudita sejam canceladas. Os dois eventos acontecem em abril e são os únicos do mês. A FIA e a Fórmula 1 já estão trabalhando para encontrar um novo plano, caso essas etapas sejam realmente canceladas.

O campeonato começa passando pela Austrália, China e Bahrein, pois a categoria decidiu respeitar o Ramadã, um mês sagrado para todos os muçulmanos. Por conta das rezas e do jejum que se estende nesta época do ano, a Fórmula 1 realizou uma revisão em seu calendário, para não afetar as comunidades.

O GP da Austrália

A prova em Melbourne que acontece neste domingo será disputada em 58 voltas, em um traçado com 5.278 km. A última mudança significativa na pista ocorreu antes de 2023, quando a sequência de curvas à direita e à esquerda, nas curvas 9 e 10 no entorno do lado, foi removida, para dar vez a um trecho de alta velocidade mais longo em direção ao que se tornou a nova sequência de curvas 9 e 10.

O pit-lane tem 281 metros, sendo o mais curto do calendário da Fórmula 1. Esse é um circuito que cobra todos os erros dos pilotos, desta forma, o Safety Car pode aparecer em qualquer momento.

Pista – Melbourne – Foto: divulgação FIA

O clima também é um dos mais variados, durante o verão australiano, com as temperaturas ficando na casa de 25 °C e 30 °C. As pancadas de chuva podem acontecer no decorrer do evento, lavando a pista e levando todo o emborrachamento que foi construído.

Em três das últimas seis edições, a prova foi disputada sob chuva, sendo a maior parte da corrida da temporada passada. No entanto, não há previsão de chuva para a corrida deste domingo e as temperaturas apontam para um evento ameno.

Os Pneus

Para o GP da Austrália, a Pirelli optou novamente pela gama mais macia de pneus para pista seca, levando os compostos C3, C4 e C5 para o circuito de Albert Park. A escolha segue a mesma linha das duas últimas temporadas, já que o traçado de rua de Melbourne combina retas rápidas com curvas técnicas de baixa e média velocidade, o que favorece compostos mais macios para gerar aderência. Apesar de a Fórmula 1 manter as rodas de 18 polegadas, os pneus de 2026 tiveram o diâmetro reduzido, o que os torna mais leves e contribui para a redução do peso total dos carros.

Preview dos Pneus do GP da Austrália – Foto: divulgação Pirelli

Outro fator importante é o comportamento da pista ao longo do fim de semana. O asfalto de Albert Park costuma começar muito “verde”, com pouca aderência devido à sujeira acumulada, mas a situação evolui conforme as sessões avançam e a borracha é depositada na pista. Além disso, as condições climáticas em Melbourne podem mudar rapidamente, com variações de temperatura e possibilidade de chuva, o que aumenta o desgaste térmico e pode gerar granulação nos pneus. Esse cenário imprevisível torna difícil prever a estratégia ideal, embora a presença de Safety Car — comum em circuitos de rua — também possa influenciar diretamente o número de paradas nos boxes.

Maldição da corrida em Casa

Disputar uma corrida diante da sua torcida, pode ser um sonho e um pesadelo. Os pilotos sentem mais pressão correndo em casa, é o momento que os competidores querem que tudo saia perfeitamente, mas isso nem sempre é simples em um ambiente competitivo – ainda mais quando essa é a corrida de abertura do calendário.

Até o momento, nenhum piloto australiano jamais terminou entre os três primeiros colocados na sua corrida de casa, desde que o GP da Austrália entrou no calendário em 1985. É uma estatística que chama a atenção, considerando especialmente os talentos que fizeram parte da Fórmula 1.

Mesmo campeões mundiais, como Alan Jones (1980) e Jack Brabham (1959, 1960 e 1966) não conseguiram. Em 2002, Mark Webber conseguiu o feito de terminar a corrida na 5ª colocação com uma Minardi, mas não conseguiu nenhum pódio nos anos que se seguiram na Fórmula 1.

Daniel Ricciardo até celebrou um pódio no GP de 2014, fechando a corrida na segunda colocação, atrás de Nico Rosberg, mas o australiano foi desclassificado por violar as regras do consumo de combustível.

Agora é a vez de Oscar Piastri com a McLaren, buscar esse pódio e talvez uma vitória. No ano passado, o piloto começou o campeonato fazendo uma corrida de recuperação, após o caos com a chuva.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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