O dia de Sorte de Dario Franchitti – 2x campeão da Indy 500 | Boletim do Paddock

O dia de Sorte de Dario Franchitti – 2x campeão da Indy 500 – Dia 06 de 365 dias dos mais importantes da história do automobilismo – Segunda Temporada

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Todos nós sabemos que o ultimo final de semana de maio sempre nos reserva duas corridas clássicas: O GP de Mônaco e a Indy 500.

Conforme prometido no tweet abaixo, eu vou deixar Mônaco para meus colegas, e falar da Indy 500 hoje:

No dia 27 de maio, Dario Franchitti venceu, não uma, mas DUAS corridas Indianápolis 500, que faz parte da tríplice coroa do automobilismo.

Em 2007, acontecia a 91ª corrida em indianápolis. Neste ano, estavamos sob domínio da penske, mas a Andretti era uma ótima equipe, viva alguns dos seus melhores anos.

A pole position foi conquistada pelo brasileiro Helio Castro Neves, seguido de Tony Kanaan e Dario Franchitti (Uma penske e duas Andretti).

O dia da corrida estava nublado e com chuva, porém a chuva parou antes dos portões para a corrida se abrirem.

A corrida começou com Helio não conseguindo ligar seu carro. Quando a bandeira verde foi dada, começou a correr, porém foi ultrapassado por Tony Kanaan.

Houveram duas bandeiras amarelas, por dois acidentes, sendo que entre elas, Franchitti Kanaan, e Castro Neves competiam os primeiros lugares da prova.

Como muitos sabem, durante as bandeiras amarelas na indy, as voltas são contadas normalmente como na F1, então, na volta 74 foi a primeira vez que o escocês chegou a liderança da corrida, e mantendo até entrar no pit stop na volta 89.

Os fiscais de prova começaram a ver chuva se aproximando novamente, Kanaan e Marco Andretti estavam competindo pela liderança, enquanto varios pilotos faziam suas paradas. Na volta 99, houve um acidente dando a liderança a Jeff Simmons, porém, como ele parou na volta seguinte, Marco Andretti ficou com a liderança. Com Tony Kanaan em sua cola, a corrida seguiu, e o brasileiro acabou conquistando a primeira posição.

A chuva chegou e trouxe com ela uma bandeira vermelha, na volta 113. Para que a corrida fosse válida, o mínimo de voltas seria 113, o vencedor seria Tony Kanaan, seguido por Marco Andretti e a diva da minha vida, Danica Patrick em terceiro.
Depois de 3 horas, a chuva parou e a corrida voltou.

No recomeço da corrida, Kanaan voltou na liderança, e Danica ultrapassou Andretti, assumindo o segundo lugar.
Na volta 151, houve um acidente com Marty Roth, que ocasionou uma bandeira amarela. A chuva se aproximou novamente, e a corrida teria que acabar.

5 voltas depois, Kanaan se envolveu em um acidente com Jacques Lazier,que custou uma bandeira amarela, embora curta. Na bandeira verde, Franchitti assumiu a liderança, seguido por Andretti e Dan Wheldon, e a manteve até que veio a segunda chuva, que finalizou a corrida antes do previsto, e o fez campeão naquele dia.

Fonte: Divulgação

Em 2012, 5 anos depois, Franchitti estava de volta a indianápolis. O ano em que nosso querido Barrichello estava lá.

Franchitti largou na sexta posição, porém ele não era mais da Andretti, estava correndo agora pela Chip Ganassi. Uma corrida em Indianápolis começa com três filas de carros, Franchitti era então o sexto da primeira fila (a fila “de dentro” do grid), nesta primeira fila também estavam os brasileiros Ruben Barrichello e Bia Figueiredo, em quarto e quinto lugar, a frente do escocês.

Não houveram acidentes na largada, e a prova seguiu normalmente, com Newgarden e Briscoe brigando pela ponta.

Na volta de numero 11, alguns pilotos começaram a fazer sua primeira parada, neste momento, Simona de Silvestro e Jean alesi tiveram bandeira preta (desclassificados) pois estavam 105 mais lentos do que o primeiro colocado (na Indy o bagulho é louco).

Os pegas foram se intensificando, na volta 32, estavam lutando pela ponta Marco Andretti, James Hinchcliff, e Ryan Briscoe. Na volta 37, o vencedor da Indy 500 2017, Takuma Sato, começou a fazer várias voltas mais rápidas, uma atrás da outra.

Na volta 46, o pt foi aberto para reabastecimento e troca de pneus, onde entraram os meninos da Penske James Hinchcliff e Castroneves. Helio teve uma parada mais lenta devido a um problema com sua roda. Franchitti entrou na volta seguinte, e ao final dos pits, Andretti estava liderando a corrida.

Na Indy acontecem muitas coisas devido ao pit stop. Na volta 75, na terceira parada dos pilotos, Quem saiu liderando foi Dixon, com Franchitti em sua cola, ou seja, nada perto do que estava acontecendo antes.

Na volta 88, Bia Figueiredo bateu e ficou no meio da pista depois de sua colisão, o que fez os carros pararem por precaução. Ficar no meio da pista em um oval é o pior tipo de acidente que pode ocorrer. a pista é curta e um safety car para chegar e guiar os pilotos até que o carro seja retirado, leva tempo.

Durante as próximas paradas, lideraram Dixon, Sato, e Barrichello tiveram voltas como lider, e Franchitti sempre entre os primeiros flertando com a vitória. O Escocês assumiu a liderança na volta 153, foi ultrapassado por Dixon na volta 161, e reassumiu a ponta na mesma volta. A briga protagonizada por eles foi intensa.

Fonte: Divulgação

A corrida teve um Safety Car na volta 163, e a maioria dos carros foi para mais uma parada, por segurança. Kanaan chegou a liderar a corrida também, porém quando a bandeira verde foi liberada, Franchitti pegou a ponta novamente, seguido por Dixon e Sato, e o brasileiro foi para quarto lugar.

Até o Final, Franchitti defendeu sua posição contra Sato e Dixon, até que Sato encontrou o muro na volta 199, e a vitória ficou com o Escocês, seguido por Dixon e Tony Kanaan.

No dia 27 de maio de 2012, pela terceira vez (Venceu também em 2010), Dario Franchitti vencia as 500 milhas de indianápolis.

Fonte: Divulgação

Erika Prado

Erika Prado, Ericoke, São Paulo - SP Nascida e criada na zona Lost, tornou-se podcaster devido a Bruno Shinosaki, e colunista devido a Rubens GP Netto. Estudante de engenharia mecânica, e apaixonada por qualquer máquina que precise de um coração (motor). Além de fã de automobilismo, é cinéfila e ama música de quase todos os gêneros (principalmente as que dão pra fazer coreografia), gosta de escrever textos como se estivesse contando algo pra alguém ou defendendo alguém em uma conversa, com memes, desenhos e até gráficos. Também ama auto-conhecimento, saúde mental e principalmente: a causa feminista. E não sabe ser breve...