A situação crítica enfrentada pela Aston Martin neste início de campeonato fica cada vez mais evidente, conforme novos capítulos são adicionados à narrativa. Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (06) em Melbourne, o chefe de equipe Adrian Newey falou abertamente sobre não saber a situação da Honda, quando fecharam o acordo com a fornecedora de motores.
A Honda conseguiu encaixar uma sequência de vitórias e títulos com a Red Bull, resultando em um destaque muito positivo para fabricante de motores. No entanto, neste mesmo tempo que equipava os carros da empresa austríaca, também anunciaram a sua saída da Fórmula 1 no fim de 2021.
Neste período de 2022 a 2025, a Honda continuou equipando os carros da Red Bull e da equipe irmã, mas em um momento que o nível de desenvolvimento dos motores era mínimo, exigindo principalmente a manutenção, pois estavam sobre um momento de congelamento das unidades de potência.
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Quando a F1 apresentou os novos regulamentos de motores para 2026, a empresa japonesa se interessou pela exigência dos combustíveis sustentáveis, além do maior foco na energia elétrica dos motores. Com a Red Bull estabelecendo uma parceria com a Ford para desenvolver a sua divisão de motores, a Honda foi atrás de uma nova parceira no grid e conseguiu fechar um acordo com a Aston Martin em 2023.
Esse momento de saída da Honda da Fórmula 1, bem como o seu retorno, foi a origem dos problemas que a empresa enfrenta atualmente neste início de novo regulamento. Mesmo com a unidade de potência que equipava os carros da Red Bull e Racing Bulls apresentassem o nome da Honda, a fabricante estava passando por um processo de desmonte e reconstrução do departamento de motores.
A Honda que a Aston Martin acreditou que estava fechando o acordo, era com a empresa que contava com os funcionários na época da Red Bull. Porém, em viagem de Lawrence Stroll e Adrian Newey para Sakura em novembro do ano passado, eles se depararam com uma realidade completamente diferente, pois os funcionários já não eram os mesmos e não tinham se quer a experiência adquirida pelos anteriores.
“Quando eles se reorganizaram, muitos membros do grupo original, como agora descobrimos, se dissolveram e foram trabalhar com painéis solares ou algo do tipo. Então, muitos dos integrantes do grupo, são novatos na Fórmula 1. Eles não trouxeram a experiência que tinham anteriormente.”
“Além disso, quando eles voltaram em 2023, aquele foi o primeiro ano da introdução do teto orçamentário para motores. Então, todos os seus rivais já estavam desenvolvendo seus motores ao longo de 2021 e 2022 com continuidade, com suas equipes existentes e livres do teto orçamentário.”
“Eles reentraram na liga com, eu calculo, 30% do time original, e agora em uma era de teto orçamentário. Então, começaram em grande desvantagem. E, infelizmente, eles têm tido dificuldades para recuperar o atraso.”
O fim de semana na Austrália é mais um reflexo da pré-temporada desastrosa da equipe. Fernando Alonso se quer andou no TL1, enquanto a participação de Lance Stroll também foi breve. A limitação de baterias para o evento – de uma para cada carro – também tem tornado a vida da Aston Martin mais complicada, pois um problema nela, pode resultar no time estar fora do grid muito antes da largada do GP da Austrália.
O time está em Melbourne apenas cumprindo tabela. Embora os mecânicos tenham trabalhado constantemente para conseguir colocar o carro em pista, Adrian Newey relatou o desanimo geral, pois neste momento eles estão operando dois carros que se quer sabem quando vão conseguir colocar na pista.
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As vibrações geradas pela bateria, além do problema de comunicação da parte elétrica com o motor a combustão, têm limitado não apenas a vida útil do equipamento, mas os pilotos. Alonso e Stroll não conseguem ficar por muitas voltas na sequência no carro, por afetar as suas condições físicas.
Apesar de todas as mudanças na Honda, além dos comentários da fabricante no último ano relatando problemas com o desenvolvimento da unidade de potência, Newey afirma que eles só tomaram conhecimento da real situação no fim do ano passado.
“Lawrence [Stroll], Andy Cowell e eu fomos a Tóquio para discutir rumores que começavam a sugerir que a meta de potência original que eles tinham para a primeira corrida não seria alcançada”, disse Newey.
“E disso surgiu o fato de que menos pessoas… que muitos dos funcionários originais haviam retornado quando as atividades foram retomadas.”
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