A pré-temporada da Fórmula 1 não se desenvolveu da melhor forma para a Aston Martin. Após enfrentar problemas de confiabilidade nos testes realizados no Bahrein, a equipe britânica reconheceu que o desempenho operacional ficou abaixo do planejado antes da abertura do campeonato.
O AMR26, equipado com a nova unidade de potência da Honda, já havia estreado com atraso no shakedown em Barcelona. No Bahrein, novas falhas comprometeram o cronograma da equipe. A esperança era que, com o desenvolvimento das sessões no Sakhir, fosse possível superar as dificuldades iniciais, lidar com os problemas, superando-os, mas foi o completo oposto.
Embaixador da Aston Martin e ex-piloto de F1, Pedro de la Rosa foi direto ao avaliar o cenário da equipe. Segundo o espanhol, o time de Silverstone ainda está distante do nível ideal de preparação, especialmente no que diz respeito à quilometragem acumulada.
O episódio mais recente ocorreu quando Fernando Alonso precisou encerrar sua participação antecipadamente após a identificação de um problema relacionado à bateria. A montadora japonesa iniciou análises em bancada no Japão para compreender a origem da falha, o que impactou diretamente o planejamento do último dia de atividades.
“Ontem tivemos alguns problemas com a bateria do carro do Fernando, e por isso a Honda está realizando simulações de teste no dinamômetro em Sakura”, falou De la Rosa em conversa com a F1TV.
“Devido a esse fato, e também à escassez de peças, faremos um número muito limitado de testes hoje. Serão testes curtos, separados por no mínimo meia hora, para podermos analisar os dados com calma e testar alguns aspectos nesses poucos testes. Com certeza, não faremos testes longos hoje.”
A Aston Martin tinha peças de reposição, mas as quebras na sequência deixaram o time sem reação para o último dia de testes. Na última semana, Lance Stroll deixou claro que a situação da equipe é bem complicada, os problemas são multifatoriais, além disso, eles precisam “tirar” quatro segundos para o restante do pelotão.
Embora os testes de pré-temporada não definam a ordem do grid, quando vários problemas atingem um mesmo time, é o indicativo para um começo de campeonato difícil. Sabendo das limitações, tanto pelo teto orçamentário, quanto pela quantidade de motores liberados para o campeonato, esse pode ser um ano muito complicado para a Aston Martin.

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BAHRAIN, BAHRAIN – FEBRUARY 19: Pedro de la Rosa, Team Ambassador of Aston Martin F1 Team looks on in the garage during day two of F1 Testing at Bahrain International Circuit on February 19, 2026 in Bahrain, Bahrain. (Photo by Guido De Bortoli/LAT Images)
“Definitivamente, não estamos onde gostaríamos de estar. Fomos a equipe com o menor número de voltas durante os testes de pré-temporada. Teríamos preferido dar muito mais voltas. Mas, apesar de não termos dado muitas voltas, temos uma quantidade enorme de dados para analisar e nos preparar para a Austrália.”
“É um novo conjunto de regulamentos, tudo é novo, temos um novo parceiro, a Honda, uma nova caixa de câmbio, uma nova suspensão traseira. Há muitas coisas que já entendemos bem e sabemos exatamente em que áreas do carro precisamos nos concentrar.”
De la Rosa admitiu que a equipe foi a que menos completou voltas durante os testes coletivos no Bahrein — um cenário longe do ideal em um ano de mudanças profundas no regulamento técnico.
Além da nova parceria com a Honda, o carro conta com caixa de câmbio inédita e suspensão traseira redesenhada. Segundo o dirigente, o volume reduzido de quilometragem não impediu a obtenção de dados relevantes, mas dificulta naturalmente a preparação para a etapa de abertura na Austrália.
“Não é onde queríamos estar, preferíamos ter dado muito mais voltas, mas as voltas que demos estão nos mostrando uma direção para o futuro. Ainda há muito trabalho a ser feito nos bastidores.”
Como já ressaltado pelos pilotos, a parte aerodinâmica também precisará de ajustes. No Bahrein, durante as saídas de Fernando Alonso e Lance Stroll, era possível observar erros em múltiplas curvas do circuito, rodas travadas, saídas de pista, sem falar o problema na curva 10.
“Claro que será complicado. Quando você começa em desvantagem, é sempre mais difícil. Temos ótimos parceiros, temos a Honda, temos um campus fantástico e pessoas trabalhando incansavelmente para chegarmos ao melhor acordo possível para a Austrália.”
“Só temos que trabalhar duro com base no que já aprendemos nesta pré-temporada, que é muita coisa, e começar a partir daí. É uma longa jornada, uma longa temporada também, mas ainda temos uma missão a cumprir.”
Antes do início de qualquer análise do carro, a Aston Martin estava no centro dos holofotes por conta da contratação de Adrian Newey, bem como todas as mudanças realizadas na fábrica e últimas contratações da equipe. Com as peças certas, acreditava-se que a equipe britânica poderia avançar no grid e travar melhores disputas em pista. A pré-temporada foi uma desilusão nessas expectativas.
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