A parceria entre Aston Martin e a Honda voltou ao centro das atenções após declarações que levantaram dúvidas sobre a estrutura do projeto conjunto para a Fórmula 1. No entanto, o presidente da Honda, Koji Watanabe, tratou de minimizar a situação, classificando o episódio como um “mal-entendido”.
A questão veio à tona após Adrian Newey afirmar que a Aston Martin só teria sido informada, no fim de 2025, sobre mudanças importantes na equipe técnica da Honda — especialmente envolvendo profissionais que haviam trabalhado anteriormente com a Red Bull e a AlphaTauri. A declaração gerou dúvidas sobre o alinhamento entre as duas partes no início da nova parceria.
Segundo Watanabe, no entanto, a situação está ligada à política interna da fabricante japonesa, que adota uma rotação frequente de engenheiros entre diferentes áreas. Desde sua saída oficial da Fórmula 1 em 2021, a Honda passou a direcionar parte de seus profissionais para projetos ligados a tecnologias sustentáveis e outros setores avançados, como aviação e mobilidade.
O executivo reconheceu que o processo de reorganização da estrutura pode ter causado ruídos na comunicação com a Aston Martin, especialmente durante a fase inicial do novo acordo. Ainda assim, garantiu que a montadora já conta com uma base sólida de profissionais para sustentar o projeto atual.
“Sim, basicamente acho que foi um mal-entendido”, disse Watanabe à imprensa, incluindo.
“Basicamente, nossa política é rotacionar regularmente os engenheiros do automobilismo para a produção em massa ou para tecnologias mais avançadas, como jatos, eVTOL, hidrologia, entre outros.”
“Então, continuamos fazendo essas mudanças desde o início. Provavelmente, minha explicação não é suficiente. Além disso, como eu disse, reconstruir a organização levou um tempo, então acho que essa era a preocupação dele. Mas agora temos organização e talento suficientes”
Apesar do início complicado — marcado por problemas técnicos, como vibrações na unidade de potência que impactaram o desempenho de Fernando Alonso e Lance Stroll, a Honda demonstra confiança na evolução da parceria.
Internamente, o trabalho segue de forma integrada entre os responsáveis técnicos das duas estruturas. Do lado da Honda, o projeto da unidade de potência é liderado por Tetsushi Kakuda, enquanto a Aston Martin conta com Enrico Cardile na coordenação técnica. A colaboração entre as equipes é apontada como próxima e constante.
Além disso, Watanabe destacou que o relacionamento entre as lideranças também é positivo, envolvendo nomes como Lawrence Stroll e o próprio Adrian Newey. Para o dirigente, não há preocupação quanto ao futuro da parceria, que segue sendo tratada como estratégica para ambas as partes na nova era da Fórmula 1.
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