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Kimi Antonelli vence no Japão após estratégia decisiva e Safety Car mudar rumo da corrida

Parada antecipada da McLaren e timing perfeito do Safety Car favorecem piloto da Mercedes em Suzuka

O GP do Japão foi palco para segunda vitória de Andrea Kimi Antonelli. O italiano se torna o líder mais jovem da história da Fórmula 1.

Saindo da pole, Antonelli não teve uma boa reação na largada e perdeu a liderança da corrida, enquanto George Russell também perdeu terreno. Nas voltas seguintes, a dupla da Mercedes iniciou o processo de buscar os adversários e tentar ultrapassagens para progredir no grid. No caso do italiano, ele tinha caído para a sexta colocação, enquanto Oscar Piastri da McLaren assumiu a liderança na primeira curva.

Apesar da largada ruim, que tinha comprometido parcialmente sua prova, a entrada do Safety Car provocada pela batida de Oliver Bearman – contribuiu para mudança de resultado da prova – e nessa equação entra a escolha da McLaren.

O time de Woking chamou o então líder da corrida aos boxes na volta 18, enquanto George Russell seguia na pista, tentando tirar a diferença para o australiano para quando retornasse ao traçado estivesse à frente do australiano. No entanto, apesar dos pneus duros não serem mais rápidos assim que os pilotos retornavam ao traçado, o ritmo de Piastri era muito bom.

A Mercedes aguardou até a volta 21 para chamar Russell aos boxes e cumprir com a parada obrigatória – ambos os pilotos parando dentro da janela que era esperada. No entanto, a tática da Mercedes não deu certo e o britânico foi devolvido atrás do rival. No giro seguinte o Safety Car surgiu na pista por conta do forte impacto sofrido pelo piloto da Haas.

Com a neutralização da corrida, aqueles que não tinham parado nas voltas anteriores, como foi o caso de Andrea Kimi Antonelli, Lewis Hamilton, Pierre Gasly, Max Verstappen, Liam Lawson, Gabriel Bortoleto e Alexander Albon – todos se lançaram aos boxes para cumprir a parada obrigatória.

Estratégias do GP do Japão – Foto: divulgação Pirelli

Na Mercedes, a parada de George Russell não serviu apenas como resposta ao movimento da McLaren, mas também foi definida por questões estratégicas internas: como estava na disputa direta pela vitória, o britânico teve prioridade sobre o companheiro de equipe na janela de pit-stops.

O time alemão não tinha como prever a entrada do Safety Car, mas ela aconteceu no momento mais favorável para Antonelli. O italiano era líder – depois da parada de Russell – e ganhou uma “troca grátis” podendo ir aos boxes tranquilamente, enquanto o fluxo na pista era contido pela neutralização da corrida.

O grid foi rearranjado, por Antonelli na ponta, seguido por Piastri, Russell e Lewis Hamilton (outro que também foi beneficiado pelo Safety Car). A relargada aconteceu na volta 28, onde o piloto de 19 anos fez um excelente trabalho e controlou a ponta evitando um ataque de Piastri e de Russell.

Por sua vez, George precisou enfrentar Hamilton – que conseguiu a ultrapassagem no rival na relargada. Nas voltas seguintes, Antonelli foi administrando uma certa distância para Piastri, enquanto deixava outras disputas no grid se desenvolverem.

Hamilton apesar de batalhar pelo pódio no Japão, não estava tão confortável com o carro neste fim de semana. O heptacampeão mundial foi ameaçado por Russell e depois por Charles Leclerc. Da volta 28 até a 42 eles estiveram participando do duelo de quem iria para o pódio.

Assim que o monegasco superou o companheiro de equipe, Russell encontrou uma brecha no giro seguinte para superar o piloto da Ferrari. Pouco depois foi a vez de Hamilton lidar com Lando Norris – que fazia uma corrida tranquila na sexta colocação, mas viu a chance de melhorar o resultado – e também superou o piloto da Ferrari.

De fato o Safety Car contribuiu principalmente com a prova de Antonelli, mas também foi o cenário perfeito para Gasly, Verstappen e Lawson terminassem na zona de pontuação. Gasly foi duramente atacado por Max Verstappen por uma boa fatia da corrida, mas resistiu bravamente as investidas do adversário para colocar a Alpine na sétima colocação.

Como os treinos livres mostraram e a própria corrida do ano passado deu pistas, a estratégia mais rápida e eficaz era composta pela combinação dos pneus médios e duros. O composto de faixa amarela foi um desafio para alguns competidores, por conta do graining.

Dos 22 pilotos, apenas Valtteri Bottas, piloto da Cadillac, começou a corrida usando pneus duros (C1) na largada, enquanto o restante do grid confirmava que começar com os pneus médios era a melhor opção.

Uso dos pneus do GP do Japão – Foto: divulgação Pirelli

Os pneus macios apareceram brevemente na corrida, com Alexander Albon, mas a corrida do piloto tailandês estava comprometida e foram necessária 3 trocas de pneus para terminar a prova.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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