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James Vowles minimiza início conturbado da Williams e reforça confiança no futuro

Chefe de equipe admite dificuldades no começo da temporada, mas destaca união interna, investimentos de longo prazo e evolução do projeto em Grove

A Williams lidou com um início de temporada bem conturbado, mas James Vowles reitera que não tem preocupações em relação ao futuro e como se desenvolverá o campeonato.

O time de Grove não conseguiu colocar o FW48 em pista, durante os testes em Barcelona. A equipe trocou a viagem para o circuito espanhol, por um teste virtual de pista, depois que alguns processos do desenvolvimento do carro, atrasaram.

Na última semana, Carlos Sainz e Alexander Albon tiveram um breve contato com o equipamento, quando o carro foi apresentado em Silverstone, agora a equipe se prepara para o Bahrein, quando dividirá pista com as outras dez equipes.

A situação da Williams chama a atenção, principalmente ao acontecer com uma equipe que tem brigado para ganhar mais espaço no grid e brigar por melhores condições. Desde que Vowles ingressou na equipe, foram feitas várias mudanças internas, visando a chegada desde novo regulamento.

“Não tenho nenhuma preocupação em relação ao futuro a partir daqui”, falou James Vowles no Williams Experience Centre ao site da Fórmula 1.

Por mais estranho que pareça, nós, como organização, precisamos passar por esse tipo de situação. Gostaria que não fosse tão extrema, mas precisamos passar por isso para garantir que eliminemos completamente todas as partes do nosso negócio que simplesmente não estão no nível adequado e não cumprem seu propósito, e para aprendermos com isso rapidamente – e estamos aprendendo.

Mesmo diante dos problemas que marcaram esse novo ciclo regulamentar, para Vowles a equipe está mais unida.

“O que eu vi foi que os pilotos se uniram mais, a diretoria se uniu mais, a equipe se uniu durante esse período. Mesmo enquanto ainda estamos nos preparando para o Bahrein e para o futuro, houve uma análise contínua do que podemos fazer agora para garantir que façamos mudanças que nos levem na direção certa.”

Embora a Williams esteja engatinhando no grid, em busca de temporadas mais sólidas, eles têm nove títulos de construtores e sete de pilotos. O DNA vencedor faz parte da sua história, mas demanda tempo e aperfeiçoamento para retornar ao topo. Algumas tomadas de decisão anteriores e a dificuldade de acompanhar o desenvolvimento interno no mesmo o ritmo que outras equipes, atrasaram o crescimento da equipe.

James tem encabeçado uma reconstrução, iniciada ainda em 2023, quando o novo chefe de equipe se juntou ao time, após deixar a Mercedes. Com o comparativo direto do que a equipe alemã tinha e seus processos, ele pode moldar a Williams, para se encaixar no grid atual.

“Não estamos em nível de campeonato”, diz Vowles. “Não estamos em nível dos campeonatos em todas as áreas. Mas estamos direcionando tudo na direção certa e, para isso, sempre haverá investimento em nosso longo prazo – e não me canso de repetir isso.”

“É por isso que 2025 (com a Williams fechando o campeonato na 5ª colocação do Mundial) foi um sucesso. Foi o investimento feito em 2023. E é por isso que nosso futuro será um sucesso. São os investimentos feitos neste ano.”

“É isso que eu adoro no teto orçamentário. Ele te força a escolher: você quer se concentrar na próxima corrida ou em uma atualização? Ou quer se concentrar em melhorias que possam ser aplicadas fundamentalmente nos próximos três anos?”

Williams revela pintura do FW48 – Foto: divulgação

No ano passado a Williams se consolidou na 5ª colocação no Mundial de Construtores, com dois pódios conquistados por Carlos Sainz – Azerbaijão e Catar – além do trabalho fenomenal e regular realizado por Alexander Albon no começo do campeonato.

O momento de virada do time, foi contar com dois pilotos experientes, depois de receber pilotos pagantes para gerar a manutenção da equipe, enquanto também funcionou de berço para a preparação de jovens competidores, como acontecer com George Russell, que depois migrou para a Mercedes.

“Não é uma decisão tão fácil quanto pode parecer à primeira vista, mas, nesse sentido, o motivo para tomar a decisão sobre o Barcelona é proteger o que estamos fazendo em termos de estratégia de melhorias ao longo do ano.”

Apesar de não realizar os testes em Barcelona, a Williams conseguiu fazer um teste virtual com o FW48, embora não seja o mesmo trabalho que eles realizariam se estivessem no circuito, “elimina alguns problemas iniciais”.

Para o Bahrein, a Williams estará focada desde o primeiro dia nas áreas de correlação de dados, buscando equiparar os dados obtidos na produção do carro fornecido pela fábrica e no mundo virtual, com o real trabalho em pista.

Por fim, a Williams busca o topo do grid, embora esse seja o objetivo central, eles precisam continuar avançando aos poucos no pelotão. O 5° lugar do último ano é significativo, mas o caminho para ter um desempenho realmente competitivo ainda é longo aos olhos do time de Grove.

“Quero considerar o ano passado como um ponto de partida, a base a partir da qual operamos”, diz Vowles. “E queremos avançar a partir daí. Queremos impulsionar todas as áreas do negócio, incluindo capacidade de simulação, aerodinâmica, construção do carro, design do carro, o fluxo de atualizações, etc.”

“Isso realmente está ultrapassando os limites, e muitas dessas métricas são invisíveis. Algumas delas, no mundo real, se traduzem em desempenho na pista.”

“Mas é preciso garantir que o que fizemos no mês passado não seja aceitável para o que faremos no próximo mês. O que fizemos no ano passado é uma boa base. Precisamos avançar a partir daí.”

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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