Após ficar fora da pré-temporada em Barcelona, James Vowles demonstrou confiança no desempenho da equipe de Grove para a temporada 2026. O chefe de equipe acredita que o time não iniciará o novo campeonato em desvantagem e detalhou os processos adotados ao longo da última semana.
Em 2025, a Williams fechou o ano como a 5ª colocada no Mundial de Construtores, com Carlos Sainz conquistando dois pódios – no Azerbaijão e Catar. Embora disputar o 4° lugar no Mundial seja um passo muito grande, Vowles acredita que eles podem continuar realizando um trabalho forte, para progredir no grid da Fórmula 1.
“Não somos ingênuos quanto ao desafio que temos pela frente ou ao desafio que enfrentamos agora”, comentou. “A transição do quinto para o quarto lugar, na minha experiência, é exponencialmente mais difícil do que o que já conquistamos.”
“A única maneira de alcançar isso contra concorrentes que também estão se esforçando e progredindo é simplesmente ultrapassando os limites absolutos e sendo corajoso nas decisões que você toma.”
“Não esperamos estar na disputa pelo campeonato, mas esperamos que 2025 seja o nosso novo patamar inicial, e que continuemos crescendo ano após ano a partir desse ponto.”
“Nosso principal objetivo no momento é garantir que nos esforcemos ao máximo, recuperemos o atraso, cheguemos ao Bahrein de cabeça erguida e continuemos avançando.”
Os times ainda permanecem em dúvida sobre como a ordem do grid vai se estabelecer neste ano, embora a Mercedes tenha realizado um trabalho significativo no motor, assim como a Ferrari, o desenvolvimento aerodinâmico ainda segue progredindo.
Com as outras dez equipes do grid em Barcelona, a Williams realizou um teste virtual de pista com o FW48, se preparando para os próximos compromissos que incluem a pré-temporada no Bahrein. Como era esperado, nesta última quarta-feira (04) a equipe realizou o shakedown com o novo equipamento.
“Eu teria preferido muito mais estar em Barcelona. Esse era o objetivo, era o que pretendíamos fazer, e não conseguimos”, falou James, após o início de ano conturbado da Williams.
“No entanto, o que fizemos em termos de uma semana de VTT que foi bem-sucedida, e o que temos feito com Carlos [Sainz] e Alex [Albon] no simulador de piloto em conjunto, enquanto todos os outros estavam em Barcelona…
“Além disso, e temos a sorte de a Mercedes ter tido carros suficientes para testes, recebemos bastante informação sobre a câmbio e a unidade de potência, o que nos permite estar em vantagem quando chegarmos ao Bahrein. Isso significa que não acredito que, com seis dias de testes, estaremos em desvantagem.”
A Mercedes chamou a atenção da pré-temporada pela quilometragem adquirida, além disso, McLaren e a Alpine também participaram da coleta de dados com o novo motor da marca alemã, dessa forma a Williams que também utilizará o equipamento, fica um pouco mais segura para os próximos dias de atividade.
“Um pouco disso se deve à sorte, porque o motor e a unidade de potência são confiáveis, o câmbio é confiável, e os testes VTT revelaram muitos dos problemas que estavam escondidos no carro.”
Com os próximos dias de atividade programados, a Williams aguarda pelo momento mais valioso da pré-temporada, que envolve fazer a correlação dos dados da fábrica, com o trabalho que será observado em pista.
A equipe sabe que o momento é delicado, pois além da parte aerodinâmica que precisa ser checada, os pilotos precisam se acomodar com a necessidade de fazer a regeneração de energia.
“O que falta é muito conhecimento para que os pilotos aperfeiçoem instintivamente o que está acontecendo na pista. O que falta é uma correlação entre o estado real da nossa aerodinâmica e o estado real da dinâmica do nosso veículo – os dados da pista são a única maneira de estabelecer isso.”
“Portanto, houve um prejuízo, mas com seis dias de testes, com nosso simulador de condução interativa – no qual investimos, que é de última geração e do qual tenho muita confiança de que é a referência no setor – em funcionamento desde o final do ano passado, conseguimos mitigar grande parte desses prejuízos.”
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