12 de Julho, e o hino australiano voltava à F1 – Dia 52 dos 365 dias mais importantes da história do automobilismo – Segunda Temporada.

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A Austrália nos deu bons pilotos. Se hoje torcemos por Daniel Ricciardo, que já foi até tema do BP Beats, no passado tivemos o tricampeão Jack Brabham, um dos maiores do mundo. Quem também ganhou um título foi Alan Jones, em 1980, porém houve um grande hiato de vitórias australianas desde sua derradeira, em Las Vegas, na última prova de 1981.

Isso mudaria em 2009 – não que alguém imaginasse tal coisa depois que a Brawn GP tomou de assalto o início do campeonato. Com sete vitórias nas primeiras oito corridas, a vida parecia fácil para a equipe de Jenson Button e Rubens Barrichello. Mas uma dobradinha da Red Bull na oitava prova (repetindo o que havia acontecido na terceira, na China) fez os pilotos da equipe austríaca saírem da Inglaterra acreditando ser possível quebrar o momentum da estreante.

A nona etapa do campeonato aconteceu em Nürburgring. Button ainda estava tranquilo à dianteira do campeonato, com 64 pontos, enquanto Rubens Barrichello tinha 41. Vettel, o responsável por levar os dois únicos troféus que não acabaram na sala do piloto inglês, estava nos calcanhares de Rubinho, com 39 pontos, e em seguida vinha Mark Webber, com 35,5 (o GP da Malásia foi interrompido antes de terem sido completadas 75% das voltas por conta de uma chuva torrencial e os pontos foram distribuídos com 50% de desconto).

Spoilers. Fonte: GP Expert.

A chuva que caiu no sábado esfriou o clima e todos sabiam que a Brawn se encolhia no frio. Mesmo assim, a briga pela pole ficou entre eles e os energéticos. Webber foi o primeiro a marcar seu tempo, 1:32.230; Vettel ficou dois décimos atrás e, mesmo deixando o alemão para trás, nem Barrichello nem Button conseguiram tirar a pole do australiano. Depois de mais de oito anos, ele finalmente iria largar na frente.

O Grande Prêmio da Alemanha aconteceu no dia 12 de julho de 2009. Com uma primeira fila Webber-Barrichello, a largada tinha que ser movimentada. Na primeira curva os dois se tocaram,e o brasileiro levou a melhor: ganhou a dianteira, enquanto Webber ganhou um drive-through pela manobra arriscada. Hamilton, que largava da quinta colocação, quase passou todo mundo, mas também tocou em Webber e teve um pneu furado, sendo obrigado a se arrastar aos pits e dar adeus à chance de pontuação.

Essa turminha do barulho estava prestes a aprontar altas confusões. Fonte: Pinterest

Barrichello foi aos boxes na volta 15 e a demora da Brawn na troca não só o fez perder a liderança como o manteve atrás de Webber mesmo quando este parou logo em seguida. Mais uns giros e o piloto da Red Bull voltou a passar pelo pit lane para cumprir a sua punição, retornando à prova em oitavo lugar, porém começou a fatiar o grid em busca da ponta perdida.

Massa, que partiu de uma modesta quarta fila com uma Ferrari não muito veloz, chegou a liderar, mas quando parou nos boxes, Barrichello voltou à frente, apenas para novamente perder a liderança para Webber na segunda rodada de pit stops. A Brawn também não foi páreo para Vettel.

Festa na Red Bull. Fonte: BBC News

E assim terminou: após 130 corridas, finalmente Mark Webber viu a quadriculada antes de todo mundo e comemorou no degrau mais alto do pódio. Vettel terminou nove segundos atrás, garantindo mais uma dobradinha e dando esperanças à Red Bull, que naquele ano contratou um piloto de testes chamado Daniel Ricciardo. O terceiro colocado, numa boa prova, foi Felipe Massa, que assim subiu ao pódio pela primeira e única vez nesse ano (a prova seguinte foi a da Hungria, onde aconteceu o acidente com a mola que o tirou do restante do campeonato). As Brawn tiveram que se contentar com um quinto lugar de Button e uma sexta colocação de um inconformado Barrichello, que saiu dando declarações de que a equipe tinha dado uma “aula de como perder uma corrida”, o que deixou sua relação com o chefe ainda mais estremecida.

Porém Webber não queria saber de nada disso. Após 27 anos e 8 meses o “Advance Australia Fair” era novamente ouvido na Fórmula 1.

lll FORA DAS PISTAS

Fazem aniversário em 12 de julho o poeta chileno Pablo Neruda, o cirurgião argentino René Favaloro, o primeiro a realizar uma cirurgia de revascularização miocárdica (também conhecia como “ponte de safena”), John Petrucci, guitarrista do Dream Theater e o piloto e dono de equipe Guy Ligier.

E, em 1980, Olivia Newton-John chegava ao topo das paradas britânicas com a música chiclete Xanadu. Tente não ficar com isso na cabeça.

Carlos Eduardo Valesi

Velho demais para ter a pretensão de ser levado a sério, Valesi segue a Fórmula 1 desde 1987, mas sabe que isso não significa p* nenhuma pois desde meados da década de 90 vê as corridas acompanhado pelo seu amigo Jack Daniels. Ferrarista fanático, jura (embora não acredite) que isto não influencia na sua opinião de que Schumacher foi o melhor de todos, o que obviamente já o colocou em confusão. Encontrado facilmente no Setor A de Interlagos e na sua conta no Tweeter @cevalesi, mas não vai aceitar sua solicitação nas outras redes sociais porque também não é assim tão fácil. Paga no máximo 40 mangos numa foto do Button cometendo um crime.

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