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Hamilton celebra progresso com a Ferrari após sexta-feira em Baku; Leclerc mantém cautela sobre McLaren

Ferrari fecha sexta-feira em alta no Azerbaijão, com Hamilton celebrando progresso

Lewis Hamilton deixou os treinos livres desta sexta-feira (19) em Baku com um sorriso no rosto. O heptacampeão acredita que ele e a Ferrari estão finalmente colhendo sinais concretos de evolução em uma temporada marcada por altos e baixos.

Depois de um início complicado no TL1, em que bateu nas barreiras e terminou apenas em 13º, Hamilton reagiu com autoridade no TL2, liderando a sessão com o tempo de 1m41s293. O resultado garantiu uma dobradinha da Ferrari, com Charles Leclerc em segundo.

“Realmente tem sido – graças a Deus!”, disse Hamilton, aliviado com o desempenho. “Não foi tão positivo [no início]… Eu diria que [o Treino Livre 1] foi um pouco caótico. Este é um circuito onde você precisa ter muita confiança nos freios, e eu tive alguns problemas com eles. Além disso, cada pista que visito é a primeira vez que piloto uma Ferrari naquele circuito, então me acostumar com isso não é fácil.”

Hamilton ao longo do ano tem relatado a dificuldade encontrada para lidar com os freios usados pela Ferrari, dessa forma, está sendo comum ver o piloto cometer erros, que antes não atingiam ele.

“Fizemos algumas mudanças antes do [TL2] e os freios finalmente funcionaram perfeitamente. Consegui realmente obter grandes vantagens em termos de ganho de potência nos freios.”

“Estou muito feliz em ver o progresso e isso só mostra a direção que estamos seguindo como equipe. Sou muito, muito grato pela paciência de todos e por todos se esforçarem tanto, porque estamos realmente começando a ver o progresso aparecer.”

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Apesar do otimismo, o britânico fez questão de manter os pés no chão: “É só dia de treino. Eu diria para não exagerarmos. Só quero dizer que sou muito grato a todos que continuam se esforçando, ao apoio que tenho recebido de todos na fábrica, de todos aqui, à paciência, ao apoio, a cada fim de semana me incentivando… aos caras dos boxes, a toda a nossa equipe de marketing, eles realmente estão fazendo uma grande diferença.”

“Então, os Tifosi, nós estamos radiantes com a energia dos Tifosi na última corrida [em Monza] – espero levar essa energia que eles nos deram durante todo o resto da temporada.”

Foram completadas 73 voltas pelos pilotos, 34 de Hamilton e 39 por Charles Leclerc. Ao longo do dia a Ferrari optou por dar uma atenção maior aos pneus macios e médios disponíveis neste evento, enquanto experimentava diversas configurações aerodinâmicas, para encontrar o melhor acerto para o fim de semana.

Próximo ao final da sessão, os dois carros ganharam uma carga maior de combustível para fazer a simulação de corrida.

Do outro lado da garagem, Leclerc reconheceu o bom ritmo da Ferrari, mas alertou que a McLaren ainda não mostrou todo o seu potencial.

“Foi bom”, disse Leclerc sobre seu dia. “Acho que há muito mais potencial, principalmente vindo de mim – não fiz um ótimo trabalho hoje. No geral, parecemos estar bem fortes, então está bom.”

“Mas, e há um grande, porém, parece que a McLaren está em outro mundo, literalmente. Acho que as pessoas ficarão muito surpresas amanhã porque Lando [Norris] não terminou algumas voltas que foram muito, muito impressionantes. Duvido que estejamos brigando com eles, mas comparado aos outros, parece que estamos em uma boa posição.”

Como mencionado por Leclerc, Norris enfrentou um problema no TL2 e abandonou a sessão mais cedo, pois danificou a suspensão traseira em uma batida nas barreiras de contenção da curva 2. Oscar Piastri também perdeu parte do TL1, pois a equipe precisou verificar a unidade de potência – mas o dano foi menor em decorrência dos reparos no circuito.

Com Piastri responsável por fazer o programa da McLaren no TL2, a equipe sumiu na tabela de tempos, explorando os setores da pista de forma individual.

O monegasco ainda foi convidado para falar sobre a possibilidade de sonhar com uma vitória neste fim de semana, mas ele comentou: “Não acho que haja uma batalha pela vitória por enquanto, mas nunca diga nunca. Acho que em 2021 e em muitas classificatórias aqui, senti que não era possível, e no final, meio que conseguimos. Vou manter minhas esperanças altas, mas parece improvável.”

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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