GP do Brasil de F1 sinceramente está difícil – Dia 188 dos 365 dias mais importantes da história do automobilismo – Segunda Temporada.

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lll O texto abaixo foi publicado originalmente na blog pessoal da Sílvia Cristina, sendo o seu relato sobre o GP do Brasil de 2011, suas experiências e emoções vividas, do qual temos o prazer de reproduzir hoje no BP:

Nota do editor: nos primórdios do Facebook, eu (Rubens) e a autora deste post usávamos os cartazes dos GPs no lugar de nossas fotos nas rede sociais. Fonte: @F1

GP do Brasil de #F1

Sinceramente, está difícil decidir o rumo do último post sobre Fórmula 1 do ano. Digo, último narrando corrida.

Eu pensei em fazer um diário de viagem, inspirada pelo “O boto do Reno“, livro de Flávio Gomes que li durante o percurso Jundiaí x Interlagos.

Pensei em assistir o VT da corrida e manter uma linha de narração volta a volta.

Pensei em dizer as coisas que vi e vivenciei nestes 3 dias, principalmente hoje.

Mas, em meio a tanta indecisão, vou fazer um post salada.

Jundiaí é longe pra caramba de Interlagos. Claro, tudo depende do trajeto que você escolher. Ao meu alcance estava ir de trem, era recomendado pela organização e prático. Beleza.

Jundiaí – Francisco Morato – Palmeiras/Barra Funda – Presidente Altino – Autódromo. Rubi – Diamante – Esmeralda. Haja! E depois, quase meia hora de caminhada até o portão A, o meu.

A outra opção era o Expresso F1 (no sábado fui com ele), são milhões de voltas para ir e milhões para voltar. O bom foi ter trombado com o Troféu do vencedor da prova. Mas não evitava também o trem. Enfim. Cansa.

Como citei um livro no começo, vai aqui um trecho interessante, na verdade, o de abertura:

“As pessoas que viajam sozinhas têm um sexto sentido, uma espécie de facilidade ou capacidade de percepção muito superior àquelas que viajam acompanhadas e ficam o tempo todo falando como maritacas e nada percebem.” – Enrique Vila-Matas, em A Viagem Vertical, (Cosac & Naify, 2004).

Nelson Piquet a bordo da Brabham BT49C Ford Cosworth – Fonte: Carsten Horts

A programação indicava que a homenagem à Nelson Piquet ocorreria às 11h15 da manhã. Porém, devido a um acidente na Porsche Cup, a programação foi alterada e a homenagem ocorreria apenas depois do desfile dos pilotos.

Detalhe: o acidente foi feio, os pilotos tiveram ferimentos e foram levados ao hospital. O Safety Car entrou na pista, e a prova foi encerrada com ele após algumas voltas.

Pilotos no caminhão, desfile. É simplesmente demais ver esses heróis ali, tão perto. E depois eles vão entrar em seus carros e acelerar tudo aquilo. É sempre demais.

Após o desfile dos pilotos, entrou em cena Nelson Piquet, tricampeão mundial. Deu 3 voltas empolgantes com a sua Brabham de 1981. Fantástico. E, no finzinho da homenagem, empunhou uma bandeira do Vasco. O futebol presente.

Corrida. Boa largada de Vettel, logo abriu. Webber manteve-se em segundo lugar. Alonso foi para cima de Hamilton e conseguiu fazer a ultrapassagem. Mais tarde atacou Button e assim estaria na terceira posição.

Bruno Senna e Schumacher dividiram, houve o toque, um pneu furado para Schumacher e uma punição para Bruno. Disputavam a nona colocação.

O começo da prova parecia indicar que seria algo como uma procissão. Vettel abrindo, e depois todos atrás dele, em fila. Após as primeiras ultrapassagens da largada, realmente, ‘acalmou’. Isso até o toque entre Senna e Schumi citado acima.

Começaram as paradas de boxes. Começaram alguns problemas.

A Red Bull de Vettel estava com problemas no câmbio. Webber se aproximou e fez a ultrapassagem. Com a situação, ao ser informado do problema no carro, Vettel se lembrou de Senna, em sua mítica vitória de 1991. Mas, há quem diga que era tudo encenação, jogo de equipe, o novo “Fernando is faster than you”, para dar a vitória a Webber e quem sabe, o vice-campeonato.

Mas, especulações à parte, Button frustrou com o ‘plano’ da Red Bull. Ultrapassou Alonso e assumiu a terceira posição. De onde ninguém o tirou. E que lhe rendeu o vice-campeonato.

Hamilton não terminou a prova. De onde eu estava deu para ver ele começando a parar lá na Reta Oposta. Problemas com a caixa de câmbio. Isso depois de protagonizar mais um duelo com Massa. Mas, desta vez, a disputa foi limpa, sem toques. Talvez Hamilton não tivesse atacado com mais força justamente porque o carro já dava indício de problemas. Atacar com mais força, claro, não indica disputa desleal nem nada, foi jeito de expressar.

Rosberg e Sutil também se encararam. Foi uma boa disputa pela sexta colocação, curva a curva. Sutil foi para cima e realizou a ultrapassagem.

Enquanto isso, a chuva tão esperada, mostrava que iria mostrar sua cara em outras bandas. Olhei para o céu e pude reparar que, sobre o circuito, já não haviam nuvens, o céu estava azul. As nuvens estavam em volta, e a chuva caindo em bairros e cidades vizinhas.

Sem chuva, Barrichello, que largou mal demais, caindo de 12º para 20º, não teria muitas opções senão disputar ali com HRTs e Lotus e Virgins. Acabou ficando com a 14ª posição, e sim, o reconhecimento do público. Não escutei ninguém xingar o Rubinho dessa vez. Ao contrário. Ao passar, era um: Vai Rubinho!

Massa, outro que torcia por chuva, após se ver livre de Hamilton, levou sua Ferrari para a quinta posição. E era o melhor que poderia conseguir. Antes de recolher-se aos boxes ao final da prova, passou, acenou para a torcida, e fez alguns zerinhos. Bem legal. E finalizou com um ‘ainda bem que 2011 acabou’. Por aí.

Bruno Senna, após o início empolgante de prova, teve de se contentar com a 17ª posição, após toque com Schumi, punição, problemas com o carro e etc. Mas, é mais um que ao passar pela torcida, foi aplaudido, não xingado. Muito bom.

E fim de prova, vídeo da bandeirada:

Fim de 3 dias em Interlagos para o fim de semana de GP do Brasil.

Lá pela volta 49, pensei: nossa, parecia que não ia chegar, e já está acabando.

Pois é. Bandeirada, vitória de Webber. Vettel em segundo lugar, Button, vice-campeão, em terceiro.

Alonso em quarto e Massa em quinto. Que ano da Ferrari.

Sutil sexto, Rosberg sétimo, Di Resta oitavo (nova boa prova da Force India), Kobayashi (sempre mitando por aqui) em nono e Petrov em décimo.

Alguersuari em décimo primeiro (quase pontuou a STR!). Buemi em décimo segundo, Pérez em décimo terceiro, Barrichello em décimo quarto, Schumacher em décimo quinto, Kovalainen em décimo sexto, Bruno Senna em décimo sétimo, Trulli em décimo oitavo, d’Ambrosio em décimo nono e Ricciardo em vigésimo.

Estes foram os pilotos que concluíram o GP do Brasil.

Abandonaram: Glock, Hamilton, Maldonado e Liuzzi.

Dizer, o que posso mais dizer?

Final da temporada 2011 de Fórmula 1.

Palavras, fotos e vídeos (remédios para a abstinência que começa agora). Tudo registrado na memória. Estar in loco é outra coisa. É fantástico!

Resultado completo em:

Que venha a temporada 2012 de Fórmula 1! Em março começa!

Chega logo!!

lll Confira:

l GP do Brasil de F1: Treino Oficial

GP do Brasil de F1: Treino Livre 3

l GP do Brasil de F1: Treino Livre 2

l GP do Brasil de F1: Treino Livre 1

Sílvia Cristina

'tus acciones te definen'