O GP do Azerbaijão deste ano será disputado como uma rodada simples, diferente do ano passado, que o evento em Baku marcou o começo de uma rodada tripla.
A Fórmula 1 mais uma vez correrá na cidade conhecida pelas “rajadas de vento”, o nome Baku tem esse significado em árabe. Anteriormente essa era uma prova disputada em meados de abril, mas em 2024 ela sofreu uma mudança no calendário, transferida para setembro.
A corrida está presente no calendário desde 2016, naquele primeiro ano foi incluída no calendário como GP da Europa, para apresentar o evento – embora o Azerbaijão esteja geograficamente localizado na Ásia. Apenas o evento de 2020 não pode ser incluído no calendário por conta da pandemia de Covid-19.
Existe uma novidade para o Grande Prêmio deste ano, a Pirelli optou por fornecer uma gama mais macia de pneus, contando com a seleção C4 (faixa branca – duro), C5 (médio – faixa amarela) e C6 (macio – faixa vermelha). A escolha é um passo mais macia do que aquela definida no último evento. Essa escolha não será mais repetida pelo restante do ano, mas foi usada Ímola, Mônaco e Montreal.

A alteração foi confirmada pela Pirelli quando a fornecedora de pneus divulgou as últimas seleções de pneus para o restante da temporada 2025, deixando os times preparados para as novidades.
Novamente, com essa escolha a Pirelli espera “aumentar o leque de estratégias” possíveis tornando a corrida mais dinâmica. Oscar Piastri venceu em 2024 com a realização de apenas uma parada, com a troca de pneus (mudança dos médios para os duros) na volta 15. Charles Leclerc e George Russell também cumpriram as suas paradas obrigatórias em um momento muito semelhante da prova.
A oscilação de temperatura ao longo do dia, tem impacto direto nos pneus e em sua operação. As equipes precisam ficar atentas para que os seus pilotos não danifiquem os compostos usados.
Por ser um circuito de rua, é necessário lembrar que a incidência de luz também muda conforme o dia avança, os espaços com sombras deixam o asfalto mais frio e tem impacto direto na aderência e temperatura do próprio composto. As retas longas, uma característica desse traçado, também age para provocar o resfriamento dos pneus. A luz tem outro ponto importante, pois muda a forma como o piloto vai responder ao traçado ao longo das voltas.
Conforme as sessões de treinos livres são realizadas, nota-se uma evolução do traçado, principalmente relacionada aos níveis de aderência. A Fórmula 1 contará com a presença da Fórmula 2 em pista, contribuindo para o emborrachamento do circuito. Porém, é importante lembrar, que assim como em Mônaco, quando as atividades são encerradas, o circuito é aberto para liberar o fluxo da cidade.
Os pneus são muito exigidos nesta pista, as altas velocidades obtidas na reta principal, colocam os pneus à prova; as altas velocidades alcançadas na longa reta principal aumentam a carga sobre eles, potencializada pela força descendente gerada pelos carros atuais. Diante de setores com características bem distintas, as equipes precisam encontrar o equilíbrio ideal no acerto e explorar ao máximo os pontos fortes de seus projetos.
A temperatura, além de influenciar na degradação dos pneus, também é um ponto de atenção para as equipes que querem evitar surpresas. Isso acaba impactando diretamente na escolha para o início da prova e o momento que a parada será realizada. O Safety Car pode aparecer ao longo da corrida, já que este é um traçado bem complicado- dada as proporções de uma corrida de rua.
É muito comum os pilotos perderem o controle dos carros por conta das rajadas de vento ou da mudança de direção delas, com isso, dependo do ponto onde o incidente acontece a melhor opção é a bandeira vermelha.
Até o ano passado, a estratégia de apenas uma parada era a melhor alternativa e a mais rápida.

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