O GP da China foi o primeiro evento Sprint da temporada 2026 e com os novos regulamentos, tinha-se muito para observar. A Mercedes segue dando as cartas, George Russell venceu a prova Sprint, enquanto Andrea Kimi Antonelli faturou a sua primeira vitória na Fórmula 1.
Vamos aos detalhes da Sprint e o que marcou esse evento
Eram esperadas temperaturas amenas para o fim de semana do GP da China, desta forma a maior preocupação dos times estava em gerenciar os compostos e tentar evitar a degradação.
George Russell venceu a prova de 19 voltas, mas o competidor precisou lutar muito pela vitória. Essa não foi uma conquista fácil, pois Lewis Hamilton realizou uma excelente largada e travou uma batalha intensa pela liderança da corrida.
No entanto, com o desenvolver da corrida, o heptacampeão mundial ficou com os pneus comprometidos e foi superado não apenas por Russell, como por Charles Leclerc, caindo para terceira colocação.
Mesmo levando em consideração que essa é uma corrida sem paradas obrigatórias, a Red Bull arriscou com Isack Hadjar, liberando o competidor com pneus macios, enquanto Arvid Lindblad, Liam Lawson (Racing Bulls) e Fernando Alonso (Aston Martin) largaram com os pneus duros. O restante do grid apostou nos pneus médios, contando com um pouco mais de aderência no início da corrida, além de serem mais resistentes que os compostos C4.

A corrida conseguiu um cenário perfeito para uma troca de pneus gratuita, quando Nico Hülkenberg provocou a entrada do Safety Car na volta 16. A movimentação nos boxes ficou frenética, com vários competidores se lançando para a troca. Como a Ferrari apostou em uma troca dupla de pneus, Hamilton perdeu a posição para Norris nos boxes.
O ritmo normal da prova foi reestabelecido na décima oitava volta, com Hamilton podendo partir para cima do piloto da McLaren e recuperar a terceira colocação. No meio desse bolo alguns pilotos não pararam, como foi o caso de Liam Lawson que permaneceu na pista com os pneus duros, galgando posições para terminar em sétimo e faturar dois pontos. Logo atrás dele estava Oliver Bearman com os pneus médios – que também não fez uma parada nos boxes.
GP da China
Na segunda batalha do ano, tivemos um vencedor inédito. Andrea Kimi Antonelli cruzou a linha de chegada na primeira posição, convertendo a pole obtida no sábado em um grande resultado.
O italiano foi muito aguerrido no duelo travado com Lewis Hamilton. Apesar do heptacampeão mundial realizar uma largada meteórica, no segundo giro Antonelli já tinha recuperado a primeira colocação e não saiu mais da liderança da corrida.
Nem mesmo o Safey Car provocado pelo abandono de Lance Stroll, abalou a confiança do jovem competidor. Antonelli fez um bom trabalho para gerenciar a distância para George Russell e nem mesmo o erro no final da corrida, foi capaz de estragar a sua experiência de conquistar a primeira vitória na F1.
Em termos de estratégia da corrida, do primeiro ao sexto colocado, todos fizeram a mesma escolha: largando com os pneus médios e aproveitaram a entrada do Safety Car, se lançando aos boxes nesse momento para cumprir a parada obrigatória.
Inicialmente a Mercedes sofreu com o uso dos pneus duros, mas os competidores conseguiram permanecer em pista sem precisar de uma nova parada. A Ferrari imaginava que os adversários fossem recorrer a uma segunda troca, algo que poderia beneficiar as provas de Lewis Hamilton e Charles Leclerc, mas novamente a tática do GP da Austrália se repetiu.
A dupla da Ferrari também travou uma disputa particular, mas Hamilton levou a melhor em cima do seu companheiro de equipe, conseguindo celebrar o primeiro pódio com a equipe de Maranello, após um 2025 desastroso.

Valtteri Bottas e Max Verstappen também seguiram a mesma cartilha da largada, mas o piloto neerlandês enfrentou muita dificuldade com os pneus, lidando com o desgaste. A granulação dos compostos foi um ponto de atenção ao longo da corrida.
Embora Liam Lawson e Carlos Sainz também tenham realizado a estratégia de apenas uma parada, os competidores fizeram as suas trocas de pneus antes do Safety Car entrar em pista. Os múltiplos abandonos colaboraram para corrida do espanhol, enquanto a prova do neozelandês foi pautada pelos duelos constantes.
Antes esmo da corrida ser disputada, a Pirelli acreditava que a estratégia de apenas uma parada, seria a tática escolhida para o domingo – por ser mais rápida.
Os pneus macios quase não foram utilizados, apenas a dupla da Red Bull fez essa escolha para o início da corrida. Verstappen tinha parado junto com Lawson e Sainz e rumava para uma prova de apenas uma parada, mas o competidor acabou abandonando a prova. Do lado de Hadjar, o competidor fez a sua primeira parada logo depois da largada e depois precisou de dois stints com pneus duros para concluir a corrida e ser o oitavo colocado.
Sergio Pérez enfrentou mais uma corrida difícil com a Cadillac, terminando na última colocação. O mexicano seguiu o que o pelotão da frente estava fazendo, mas não conseguiu avançar na corrida.
Esteban Ocon precisou de duas paradas, largando com os pneus duros, fazendo um stint de médios da volta 29 até a 46 e instalando um jogo de pneus macios para ir assim até a bandeirada.
Os compostos duros também foram usados na largada por Franco Colapinto, Nico Hülkenberg, Arvid Lindblad e Esteban Ocon.
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