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Fornecedoras de combustível na Fórmula 1 avançam na homologação

Homologação de biocombustíveis e e-fuels expõe desafios técnicos e regulatórios na transição da Fórmula 1 para motores mais sustentáveis a partir de 2026

Nesta última quarta-feira (19), foi divulgado que duas fornecedoras de combustível conseguiram realizar a homologação necessária para atender quatro equipes do grid. A Fórmula 1 está explorando, em 2026, o uso de combustíveis sustentáveis, neutros em carbono e derivados de fontes biológicas ou sintéticas, mas isso tem se tornado mais um desafio em meio à introdução dos novos regulamentos.

Com os novos motores da categoria, a Fórmula 1 sinalizou que estava se encaminhando para um lado mais “verde”. Desta forma, neste campeonato, os times precisam utilizar combustíveis de origem biológica ou sintéticos, abandonando a gasolina de origem fóssil.

O automobilismo se tornou laboratório para várias tendências do mercado, dessa forma, a FIA, por meio das suas competições, também abriu espaço neste desenvolvimento. A Fórmula 1, por muitos anos, viu a sua tecnologia ser aplicada nos carros de rua e é isso que eles querem por meio da introdução desses novos regulamentos de motores.

A cadeia para a produção dos combustíveis sustentáveis que serão usados neste ano na Fórmula 1 se mostrou complexa, além disso, também envolve uma análise minuciosa dos elementos para produção até o produto final. O controle da certificação agora é supervisionado pela entidade britânica Zemo. Antes, a certificação era realizada em um laboratório afiliado à FIA, com um processo que era relativamente rápido.

Na Fórmula 1, cada uma das fabricantes de motores tem liberdade para trabalhar com empresas de combustível de sua preferência. A Shell manteve a sua parceria com a Ferrari e também é responsável pelo abastecimento da Haas e Cadillac. Na Mercedes, fornecedora de motores na Fórmula 1, além de construir os seus próprios motores, também atende às equipes McLaren, Williams e Alpine. Por consequência, o combustível é produzido pela Petronas.

LEIA MAIS: Toto Wolff nega irregularidade em combustível da Mercedes e rebate novos rumores

A Red Bull Ford Powertrains faz motores para Red Bull e Racing Bulls, enquanto segue trabalhando com a ExxonMobil (Esso) para o abastecimento dos seus carros. Na Aston Martin, com os motores da Honda, o fornecedor de combustíveis é a Aramco. Por fim, a Audi, que ingressou na Fórmula 1 e optou por produzir os seus motores, tem o apoio da BP/Castrol para o desenvolvimento do combustível sustentável.

Após a publicação da AutoRacer.it, a Shell conseguiu a aprovação do seu biocombustível com apoio da empresa brasileira Raízen. As outras fornecedoras de combustível no grid fizeram suas apostas voltadas para o combustível sintético (gasolina sintética – e-fuel).

Por ser uma cadeia extensa de análise e envolve muitos detalhes, as homologações também demoraram para acontecer. Neste meio tempo, também surgiram rumores sobre problemas com a Petronas e a possibilidade de as equipes atendidas pela empresa correrem com um combustível “provisório”.

Max Verstappen apontou que “está tudo bem” e “resolvemos a tempo” as questões relacionadas ao combustível que será usado pela Red Bull.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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