Formula E, Lucas Di Grassi, carros híbridos, autônomos…quê?

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No dia 14 de novembro deste ano, eu estive na arena New Content do salão do Automóvel. Foram tratados temas como: sistemas novos para carros e máquinas híbridas, transporte coletivo, Formula E, Roborace e como tudo isso está ligado.

Entre inúmeros temas discutidos na palestra da Bosch tendo com uma das pautas a discussão sobre a eficiência de sistemas energéticos, sendo que nesta oportunidade eles apresentaram o eAxle.

O eAxle é um sistema para veículos elétricos, que possui em um equipamento só, um motor de até 300 kW de potência, um diferencial e uma marcha reduzida, específico para esportivos “pequenos” e veículos de carga leve.

A Bosch é pioneira em várias tecnologias, uma das mais conhecidas é a Common Rail (injeção de combustível direta), e claro, que eles não podiam ficar de fora do desenvolvimento do que deve ser nosso futuro, daqui uns 10 anos.

Como falamos de futuro, logo após a palestra da Bosch, veio a palestra da WEG, maior indústria brasileira de motores elétricos, hoje, uma multinacional. A WEG apresentou tudo que temos em questão de mobilidade urbana, e as pesquisas apoiadas por eles, na questão de eficiência energética para veículos híbridos. Sabe a EcoFrota aqui de SP? o motor é WEG! Este motor é acionado quando os ônibus estão em menor velocidade, controlando o torque.

Quando falamos de mobilidade, acabamos pensando não só em ônibus, mas em carros também e carros lembram carros de corrida, certo?

Errado!

O processo foi o oposto. No século 19, começaram a surgir as primeiras “carruagens com motores”, para substituir as carruagens que até então eram movidas a cavalo.
Porém, como toda transição, o carro não foi aceito de primeira, alguns até diziam que as carruagens movidas a cavalo nunca iriam acabar. Por algum motivo, as pessoas não confiavam nos carros, achavam que iam ficar pelo caminho, e outras teorias que inclusive parecem com nossa desconfiança com os carros elétricos.

A partir de 1894, começaram a ocorrer as primeiras corridas de carro, que aconteciam nas ruas. O berço das corridas foi a França. E aí vem a grande virada: como os carros completavam e venciam corridas, o público começou a confiar nos carros como meio de transporte, e a querer ter aquele bem.

Lucas Di Grassi contou esta história, para endossar sua afirmação: “O motorsport é a referência em confiabilidade para os automóveis.”

Foi com base nesse comportamento humano, que muitas inovações do esporte a motor chegaram aos nossos carros. Antigamente, a Fórmula 1 prestava este serviço, e hoje, é a Formula E quem está à frente destas inovações.

Carros movidos somente pela eletricidade, conservação de energia de frenagem para conversão em energia armazenada pela bateria (Lembra do MGU-K da Formula 1?) baterias capazes de durar kilometragens mais longas em condições de aceleração alta (oi, Gen 2 que não precisa trocar de carro durante a corrida)

O que deve vir nos próximos anos são os carros autônomos (existem 4 níveis de autonomia, sendo que o 4 é aquele que “dirige sozinho” mediante as condições de pista). Claro que para que tenhamos confiança nesses carros, teremos a Roborace, corrida de carros autônomos. Os testes para a Roborace são feitos com base na pilotagem de pilotos de corrida com alta performance. O objetivo é que o carro consiga ter o mesmo resultado que um piloto humano, em questão de reações a obstáculos e performance.

Após as palestras e perguntas, alguns de nós testamos um carro elétrico. Eu pude testar o zoe, carro 100% elétrico da Renault, e o carro é fantástico. Bonito, confortável, estável, silencioso e de fácil manobrabilidade. Se todos os elétricos forem assim, vale super a pena ter um.

Minha opinião pessoal é: Hoje, temos uma tendência maior no híbrido, que talvez dure pelos próximos 20 anos. Haverá sim uma eletrificação dos carros como um todo, mas acredito que a combustão não acabará de uma forma tão simples, pois hoje, as baterias tenham um processo produtivo agressivo ao meio ambiente (muito mais do que as emissões), e seus processos de descarte ainda são ineficientes para que substituam por completo um mercado com combustão. Enquanto isso, podemos ver os shows da Formula E e da RoboRace, e até usar o show para escolher nossos “futuros carros”.

Erika Prado

Erika Prado, Ericoke, São Paulo - SP Nascida e criada na zona Lost, tornou-se podcaster devido a Bruno Shinosaki, e colunista devido a Rubens GP Netto. Estudante de engenharia mecânica, e apaixonada por qualquer máquina que precise de um coração (motor). Além de fã de automobilismo, é cinéfila e ama música de quase todos os gêneros (principalmente as que dão pra fazer coreografia), gosta de escrever textos como se estivesse contando algo pra alguém ou defendendo alguém em uma conversa, com memes, desenhos e até gráficos. Também ama auto-conhecimento, saúde mental e principalmente: a causa feminista. E não sabe ser breve...