Fórmula E estuda a adoção de um formato ‘mais simples’ para as corridas na era Gen3

A Fórmula E está pensando nos novos telespectadores que estão familiarizados com o formato das corridas que são definidas pelo número de voltas

A Fórmula E segue o seu processo de evolução e a categoria está atenta aos detalhes, principalmente com a chegada do Gen3. O novo carro que será usado pela FE consiste em um modelo mais potente que o seu antecessor. A categoria elétrica então está avaliando a possibilidade para mudar o formato das suas corridas.

Segundo o The Race, as corridas com o Gen3 podem passar a ser realizadas usando a contagem do número de voltas, seguindo o padrão que já é utilizado por outras categorias. Atualmente as provas da Fórmula E são disputadas por tempo (45 minutos de corrida, mais uma volta).

A FIA está conduzindo algumas conversas com a Fórmula E e as equipes que estão inscritas para correr durante a era Gen3. O próximo campeonato já será disputado com os carros da nova geração e os novos equipamentos estão em fase de teste.

Os fabricantes do próximo ano começaram a testar o novo hardware, algo que faz parte desta fase de desenvolvimento. Esse processo está ajudando a visualizar de forma mais clara novas possibilidades para a categoria.

O diretor esportivo da FIA na Fórmula E, Frédéric Bertrand comentou com o The Race exatamente esse processo natural de evolução da principal categoria de carros elétricos.

Com a chegada dos novos carros a Fórmula E está pensando em determinar a duração da prova pelo número de voltas e não pelo tempo – Foto: reprodução Fórmula E
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“Gostaríamos de mudar um pouco a mensagem. Quando você pega todos esses elementos e leva em consideração aquele princípio, esse é claramente o pedido que todos nós temos, ‘tornar as coisas simples, o mais simples possível’, intuitivas para que qualquer pessoa que ligue a TV ou veja nas redes sociais entenda o que está acontecendo.”

“As voltas são provavelmente a opção mais simples que temos à nossa disposição, porque todos entendem. O tempo mais uma volta não é necessariamente um pensamento direto de alguém que assiste e não tem experiência com a Fórmula E”, seguiu.

Atualmente o público que assiste uma corrida da Fórmula E se depara com o tempo em regressiva, essa mecânica foi adotada por conta da autonomia das baterias.

Quem acompanha a categoria fica muito concentrado no encerramento/diminuição da energia do carro, mas ainda é possível provocar essa mudança nesta forma de enxergar a Fórmula E. A geração de novos carros poderá concentrar os seus esforços para chamar a atenção atenção principalmente para desempenho e performance dessa tecnologia que já avançou muito desde o início da Fórmula E. O Gen3 será o primeiro carro de Fórmula com motores dianteiros e traseiros – o trem de força dianteiro terá 250kW, com 350kW.

A era Gen3 pode possibilitar uma nova abordagem para a Fórmula E, mas ainda mantendo o nível de competitividade da categoria – Foto: reprodução

“Temos potencial com os novos carros, o alto nível de regeneração que será fundamental para o desempenho, de mudar o tipo de mensagem e ter mais uma discussão sobre os melhores pilotos, as melhores tecnologias e os melhores carros, são bem mais desenvolvidos, como eles são capazes de otimizar esse sistema de regeneração para oferecer desempenho”, disse Bertrand.

A categoria também está estudando para a próxima temporada uma forma de retomar os pit-stops e combinar eles com o sistema de modo ataque. Tudo que está sendo avaliado para a próxima temporada, tem por objetivo manter o nível de competitividade da categoria.

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A FIA deve manter esse formato de classificação mata-mata adotado para a temporada 2022, pois os duelos contribuíram para as disputas, os pilotos e equipes também gostaram muito mais desse tipo de classificação, pois não penaliza mais aqueles que estão melhor classificados no campeonato.

A apresentação de uma ‘nova versão’ da Fórmula E dever ser apresentada até setembro, para ser discutida na reunião do Conselho Mundial de Automobilismo.

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