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Fórmula 1 volta ao centro do debate com presença de marcas de nicotina no grid

Parcerias de Ferrari e McLaren com gigantes do tabaco reacendem críticas de organizações de saúde que pedem o fim da promoção de sachês de nicotina na categoria

Fórmula 1 volta ao centro do debate com presença de marcas de nicotina no grid

A presença de marcas associadas à indústria do tabaco voltou a lançar sombras sobre o paddock da Fórmula 1. Um grupo composto por 162 organizações antitabagistas e entidades da área da saúde encaminhou cartas à detentora dos direitos comerciais da categoria pedindo o encerramento de acordos com empresas que promovem sachês de nicotina — produtos que, segundo os signatários, podem funcionar como porta de entrada para o consumo entre jovens.

O foco das críticas recai sobretudo sobre duas das escuderias mais tradicionais do grid: a Scuderia Ferrari e a McLaren. Ambas mantêm vínculos comerciais com gigantes do setor do tabaco: a Philip Morris International e a British American Tobacco, responsáveis pela promoção das marcas de sachês de nicotina Zyn e Velo, respectivamente.

Charles Leclerc comanda manhã de testes em Barcelona – Foto: divulgação Ferrari

De acordo com as organizações que assinam o manifesto, a estratégia de exposição dessas marcas colide com os esforços recentes da Fórmula 1 para ampliar e rejuvenescer sua base global de fãs — movimento impulsionado pela expansão digital da categoria, pela presença intensa nas redes sociais e por produções audiovisuais direcionadas às novas gerações. Para os grupos de saúde, associar equipes históricas a produtos que contêm nicotina contribui para uma perigosa normalização do consumo.

A controvérsia ganhou novo fôlego após o anúncio, em dezembro, da ampliação do acordo entre a marca Zyn e a Ferrari. A parceria passou a abranger mais etapas do calendário e inclui a exibição direta da marca na pintura dos carros da equipe italiana. Enquanto isso, a Velo — ligada à BAT — mantém presença frequente em eventos da categoria, estampando macacões de pilotos, carros e diversas ativações promocionais.

Em nota oficial, a Fórmula 1 afirmou que todas as parcerias comerciais firmadas pelas equipes respeitam integralmente a legislação vigente nos países que recebem etapas do campeonato. A McLaren acrescentou que suas iniciativas digitais relacionadas à BAT são restritas a públicos maiores de idade. Já a Ferrari não se pronunciou oficialmente sobre o tema.

As empresas envolvidas também reagiram às críticas. Tanto a Philip Morris International quanto a British American Tobacco sustentam que suas campanhas são direcionadas exclusivamente ao público adulto. Um porta-voz da PMI classificou as reclamações das organizações como repetitivas e carentes de fundamentação consistente.


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Rubens Gomes Passos Netto

Editor chefe do Boletim do Paddock, me interessei por automobilismo cedo e ao criar este site meu compromisso foi abordar diversas categorias, resgatando a visão nerd que tanto gosto. Como amante de podcasts e audiolivros, passei a comandar o BPCast desde 2017, dando uma visão diferente e não ficando na superfície dos acontecimentos no mundo da velocidade. Nas horas vagas gosto de assistir a filmes e séries de ação, ficção científica e comédia. Atuando como advogado, também gosto de fazer análises e me aprofundar na parte técnica.

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