O calendário da Fórmula 1 pode sofrer novas mudanças com o andamento do ano. A categoria está observando o desenvolvimento da guerra no Oriente Médio e a possibilidade de novos cancelamentos.
A categoria iniciou a temporada de 2026 planejando a realização de 24 etapas, mas com os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, tem afetado o Oriente Médio e sua população.
Antes do Fórmula 1 iniciar o campeonato, as equipes conseguiram realizar duas semanas de testes de pré-temporada no Circuito do Bahrein, em fevereiro, mas não foi possível retornar ao traçado em abril.
As equipes trabalham agora com a disputa de 22 corridas, já que não conseguiram substituir os eventos no Bahrein e Arábia Saudita com corridas em Ímola e Portugal. Porém, a Fórmula 1 não pode descartar a possibilidade de novos cancelamentos.
Especialistas apontam na possibilidade da guerra no Oriente Médio expandir ainda mais, pois um acordo não parece perto de ser estabelecido. Além disso, acreditasse que o conflito pode entrar em uma etapa mais dura, com o uso da ofensiva terrestre norte-americana. O Irã também tem tomado o posicionamento de buscar uma resolução, que não dê brecha para um novo ataque futuro dos Estados Unidos.
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A possibilidade de reincluir Bahrein e Arábia Saudita no calendário já é considerada bastante remota, e até mesmo a manutenção das atuais 22 etapas se mostra incerta. De acordo com a revista Autosprint, cresce a chance de a temporada terminar com menos de 20 corridas.
O cenário depende diretamente da evolução das tensões no Oriente Médio. Caso o conflito persista, provas como Catar e Abu Dhabi podem se tornar inviáveis, enquanto o GP do Azerbaijão também entra no radar de risco após episódios recentes envolvendo o país. Diante desse contexto, a Fórmula 1 adota uma postura de cautela, aguardando os desdobramentos antes de qualquer decisão.
A etapa de Madri de 2026, também é vista como uma dúvida, por conta do desenvolvimento das obras. No entanto, para o evento que deve acontecer entre os dias 11 e 13 de setembro, a Fórmula 1 tinha um plano de ação, podendo usar Ímola para substituir a etapa, se o segundo evento na Espanha enfrentar alguma dificuldade.
A redução do calendário para menos de 20 GPs, foi algo experienciado durante a pandemia de coronavírus, quando foi necessário realizar dois eventos em um mesmo traçado, para que mais provas formassem o calendário.
Com algumas lacunas para os próximos meses, a F1 ainda pode pensar em algumas soluções, diferente do que aconteceu com abril – quando eles tinham uma janela muito apertada para buscar a substituição dos eventos no Bahrein e Arábia Saudita.
A Fórmula 1 deve adiar ao máximo qualquer confirmação oficial sobre o calendário, sobretudo por razões financeiras. Manter ao menos 20 etapas é considerado essencial não apenas pelo retorno direto das corridas, mas também para preservar acordos comerciais — especialmente com emissoras de TV, que poderiam rever pagamentos caso haja uma redução significativa no número de provas.
Diante das incertezas, um plano alternativo não está descartado. Assim como ocorreu em 2020, circuitos europeus podem voltar ao radar como solução emergencial. Pistas como Ímola e Portimão já foram avaliadas anteriormente como possíveis substitutas, mas as negociações não avançaram por limitações de tempo na organização dos eventos.
Ainda assim, encaixar novas etapas no calendário atual não é tarefa simples. O cronograma é apertado, com poucas datas disponíveis entre rodadas consecutivas. Uma alternativa mais viável, do ponto de vista logístico, seria utilizar espaços após a pausa de verão, quando há maior flexibilidade no calendário europeu.
Apesar das especulações, a categoria mantém cautela. Em contato com a imprensa, a Fórmula 1 indicou que o tema de novos cancelamentos ainda não está em discussão formal, apoiando-se no fato de que há tempo até as etapas mais afetadas e na expectativa de estabilização do cenário geopolítico nos próximos meses.
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