Fórmula 1 abre temporada 2026 e consolida nova era de crescimento global
A temporada 2026 da Fórmula 1 teve início oficialmente na madrugada de sexta-feira (6), quando os motores voltaram a ecoar no circuito de Albert Park Circuit, em Melbourne, palco do primeiro treino livre do Grande Prêmio da Austrália. O início do campeonato inaugura não apenas mais um calendário de disputas, mas também uma fase de transformações profundas na forma como o esporte é consumido e percebido pelo público mundial.
Nos últimos anos, a categoria acelerou sua expansão para além das pistas, consolidando-se como uma plataforma global que combina esporte, entretenimento e lifestyle. Esse movimento tem sido acompanhado por um crescimento consistente de audiência e engajamento em diversos mercados.
Parte significativa desse salto de popularidade foi impulsionada pela série documental Formula 1: Drive to Survive, produzida pela Netflix em parceria com a própria categoria. Ao revelar os bastidores do paddock e a dimensão humana da competição, a produção aproximou o campeonato de novos públicos — especialmente jovens e mulheres — ampliando o alcance cultural da Fórmula 1.
Dados divulgados pela categoria indicam que a temporada de 2025 registrou audiência acumulada superior a 1,5 bilhão de telespectadores em todo o mundo, enquanto a base global de fãs já ultrapassa 750 milhões de pessoas.
Esse crescimento também elevou o valor de mercado da marca Fórmula 1, hoje estimado em mais de US$ 20 bilhões dentro do grupo controlador Liberty Media. O resultado é uma categoria cada vez mais atrativa para empresas dos setores de tecnologia, finanças, luxo e entretenimento.
Montadoras ampliam presença e grid volta a ter 11 equipes
A temporada 2026 também representa uma mudança estrutural importante no grid. Após uma década com 10 equipes, o campeonato volta a contar com 11 times.
A principal novidade é a estreia da equipe Cadillac, vinculada à General Motors. O novo projeto chega à Fórmula 1 com uma base inicial de nove patrocinadores e terá como pilotos o finlandês Valtteri Bottas e o mexicano Sergio Pérez.
Outra mudança relevante é a entrada oficial da Audi na categoria. A montadora alemã assume a estrutura da antiga Sauber e inicia sua trajetória com a dupla formada pelo brasileiro Gabriel Bortoleto e pelo experiente alemão Nico Hülkenberg.
Com a infraestrutura herdada da Sauber, a nova equipe alemã inicia a temporada sustentada por uma base sólida de parceiros comerciais, entre eles Revolut, Visit Qatar, BP, Castrol e Adidas.
Fórmula 1 muda transmissão no Brasil
Para o público brasileiro, a temporada também marca uma alteração significativa na forma de acompanhar as corridas.
Após cinco anos de transmissões pela Band, os direitos de exibição retornam ao Grupo Globo.
Na nova configuração, a TV Globo exibirá 15 das 24 corridas previstas no calendário em televisão aberta, além de nove programas com os melhores momentos das demais provas.
Já o SporTV será responsável pela cobertura integral da temporada, transmitindo as 24 corridas, todas as provas sprint, os treinos classificatórios e cerca de 60 sessões de treinos livres.
No ambiente digital, o Globoplay disponibilizará gratuitamente a programação da TV Globo, enquanto o conteúdo do SporTV poderá ser acessado mediante assinatura.
Estrutura comercial bilionária
O campeonato de 2026 começa com uma das estruturas comerciais mais robustas da história da Fórmula 1.
Ao todo, a categoria mantém cerca de 32 acordos entre patrocinadores globais, parceiros estratégicos e fornecedores oficiais.
Entre as novidades da temporada estão empresas como Standard Chartered, KitKat e a casa de apostas Betway, que firmou acordo para atuar como operadora oficial de apostas da categoria em mercados da Europa, Oriente Médio, África, além de Canadá e México.
A lista de parceiros globais inclui ainda gigantes corporativos como Aramco, Amazon Web Services, DHL, Heineken, Lenovo, MSC Cruzeiros, Pirelli, Qatar Airways e Salesforce.
Outro destaque é o acordo global firmado com o conglomerado de luxo LVMH, que levou para a Fórmula 1 diferentes marcas do grupo, entre elas Louis Vuitton, TAG Heuer e Moët Hennessy.
Entre os parceiros regionais aparecem empresas como McDonald’s, responsável por ações na América Latina e Caribe, e a operadora T-Mobile, associada ao Grande Prêmio de Las Vegas.
De acordo com projeções da consultoria Ampere Analysis, o volume de investimentos em patrocínios ligados à Fórmula 1 pode ultrapassar US$ 3 bilhões em 2026.
Novos patrocinadores nas equipes
O crescimento econômico da categoria também se reflete nos acordos comerciais firmados diretamente pelas escuderias.
A Mastercard tornou-se patrocinadora máster da McLaren, enquanto a Visa ampliou sua parceria com a Red Bull Racing e com a equipe Racing Bulls.
Entre as novas associações de destaque está também a entrada do Nubank como patrocinador da Mercedes-AMG Petronas Formula One Team, que igualmente incorporou a Microsoft ao seu portfólio de parceiros.
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