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FIA prepara controle mais rigoroso para limitar velocidade nos carros de 2026

Com o avanço da parte elétrica do carro, combinado ao motor de combustão, FIA se preocupa com os níveis de segurança em alguns circuitos, por carros se tornarrem mais velozes

A Fórmula 1 entrará em uma nova era em 2026 com a chegada do regulamento que promete transformar completamente os carros. O grande desafio está no aumento da participação elétrica nos motores híbridos, o que exige da FIA um controle muito mais rigoroso para garantir segurança, equilíbrio e competitividade.

Os novos motores que serão usados pela categoria, prometem ultrapassar 1000 cv de potência, somando a força do motor a combustão e da parte elétrica por conta da bateria. Mas, para evitar excessos, a Federação de Automobilismo implementará limites detalhados de uso de energia em cada pista do calendário, visando a segurança dos competidores.

De acordo com o diretor de automobilismo da FIA, Nikolas Tombazis, a gestão da energia será tão importante quanto a potência máxima: “À medida que o componente elétrico da potência aumenta em relação ao motor de combustão e as baterias têm capacidades limitadas de carga e descarga, a gestão de energia se tornará um grande desafio. Isso trará algumas inovações no lado elétrico do trem de força”, disse ao Auto Motor uns Sport.

A preocupação acontece por conta do grande salto dos carros atuais para os novos equipamentos, dessa forma as equipes não terão total liberdade para gerenciar o consumo de energia.

Existe uma tabela para o gerenciamento de energia, sendo um parâmetro do que pode ser esperado para o próximo ano, mas que ainda sofrerá alterações, por conta de novas conversas com as equipes e os seus fabricantes de motores.

Para efeitos de comparação, segundo o Auto Motor und Sport que teve acesso ao documento, revela que em lugares como Mônaco e Singapura, por exemplo, será aplicado um modo de potência reduzida, chamado ‘Rev1 Mode – sendo um moto de potência reduzida para evitar velocidades extremas.

Além disso, a quantidade de energia que pode ser recuperada por volta através da MGU-K terá limites variáveis: em algumas pistas e também durante as sessões de treinos livres, classificação e corrida, o máximo será de 9,0 megajoules (TLs e classificação), e de 8,5 MJ em corrida. Enquanto em outros circuitos, como Monza, a classificação terá restrição de apenas 6,0 MJ/volta.

Outra mudança importante é que a redução de potência será feita de forma gradual, para impedir que os carros desacelerem bruscamente nas retas — algo que poderia gerar riscos de acidente e se tornar um grande problema. Em pistas rápidas como Melborne, Jeddah, Silverstone, Spa, Monza, Baku e Las Vegas, o limite é de apenas 50 kW/s ao em vez dos 100 kW.

O conhecido DRS será abolido. A partir de 2026, a asa traseira se ajustará automaticamente para reduzir o arrasto, e as ultrapassagens contarão com um novo recurso: um impulso extra do motor, acionado em pontos específicos da pista. O funcionamento será semelhante ao atual sistema, podendo ser usado apenas quando a diferença entre dois carros for de menos de um segundo.

O regulamento de 2026 ainda está passando por alguns ajustes, conforme eles se deparam com algumas questões que vão afetar diretamente a competição. O próximo campeonato se torna ainda mais complexo já que os equipamentos vão passar por uma mudança no motor e também da aerodinâmica do carro.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

Um Comentário

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