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Fase de adaptação e equipamento da Dragon fazem estreia de Giovinazzi na Fórmula E ser complicada

Trocar de categoria não é muito fácil, aquela famosa adaptação de faz presente. A temporada da Fórmula E teve início neste fim de semana, onde duas corridas foram disputadas em Diriyah, os estreantes da temporada guiaram os seus carros pela primeira vez, desde os testes de pré-temporada que ocorreram no início de dezembro de 2021.

Antonio Giovinazzi que deixou a Fórmula 1 ao final de 2021 depois de três temporadas com a Alfa Romeo, foi contratado pela Dragon Penske para competir a 8ª temporada da Fórmula E. O piloto italiano participou dos testes de pré-temporada, mas também esteve em contato com o simulador da equipe antes do início das atividades em Diriyah.

O piloto ainda se encontra em fase de adaptação, pois ainda que esteja guiando um carro de Fórmula, os carros elétricos são bem diferentes dos carros de F1. O gerenciamento das baterias, a forma com que se lida com os pneus, tudo é muito novo para quem está começando.

Além disso, quem viu Giovinazzi andando nas últimas posições do grid pode pensar que ele não é um bom piloto, entretanto, a Dragon Penske não tem o melhor carro do grid da Fórmula E. A categoria é competitiva fornece boas oportunidades, em alguns momentos Sérgio Sette Câmara até surpreendeu com o equipamento, mas a cada temporada que passa parece que a Dragon regride mais um pouco.

“Depois de três anos na F1, acho que existe uma grande diferença e preciso de um pouco de tempo para entender tudo e o que podemos melhorar”, disse Giovinazzi sobre o seu primeiro final de semana competindo na Fórmula E.

Outra questão que não auxiliou muito está no tempo dos treinos livres ofertados pela Fórmula E, na F1 os pilotos contam com cerca de uma hora, enquanto na categoria elétrica as sessões que eram de 45 minutos foram reduzidas para 30 minutos. Giovinazzi já tinha informado que levaria de 4 até 5 corridas para se adaptar à Fórmula E.

“Para ser honesto, foi quase um teste neste fim de semana, especialmente agora que eles têm 30 minutos apenas nos treinos livres. Eu estava apenas adquirindo quilometragem e tentando aprender com isso. Essa era a minha meta para o fim de semana, agora temos muitos pontos e dados para analisar e discutir durante a próxima semana para estarmos preparados para o México em duas semanas”, disse Giovinazzi ao The Race

Algo que também não tem ajudado o time, é este processo de reestruturação e mudanças internas que estão acontecendo. Os últimos meses que antecederam o início da temporada foram marcados pelas diversas mudanças de funcionários.

Giovinazzi faz estreia na Fórmula E, mas o começo é marcado por algumas dificuldades – Foto: reprodução Dragon

Na temporada passada a Dragon conquistou 47 pontos, foi mais efetiva no início do ano e conquistou alguns pontos contando com um pouco de sorte, justamente pelo antigo formato de classificação que favorecia as equipes menores, mas que também “punia” os times que estavam fazendo um campeonato melhor. O atual formato de classificação não vai ajudar as equipes menores, neste final ficou claro que para estar nas quartas de final, além de um bom equipamento, os pilotos mais experientes também conseguem realizar um trabalho melhor.

“Eu não me sinto confortável com o carro, para ser honesto com tudo e por isso é difícil ultrapassar o limite quando se está assim. Então, assim que eu começar a me sentir bem, posso começar a compreender o que podemos melhorar. Eu preciso apenas obter quilometragem e entender mais o carro”, seguiu o italiano.

Sette Câmara está mais habituado ao carro da Dragon pois está há mais tempo com o time, mas até mesmo para o piloto brasileiro não será tão fácil avançar no grid. Equipes menores vão precisar contar com algumas mudanças radicais durante a classificação para conseguir uma posição melhor para a largada. Fora que durante a corrida nem sempre é fácil segurar as posições quando se está duelando contra equipamentos mais competitivos. Sette Câmara lidou com um domingo muito mais complicado depois da punição, fora que a classificação do brasileiro não foi tão boa como a realizada na sexta-feira.

O primeiro ano de Giovinazzi com a Dragon pode ser uma temporada de preparação para os próximos anos na categoria elétrica, travando uma grande busca para conseguir vencer as metas pessoais que foram estabelecidas.

“Não será fácil, especialmente porque os pilotos aqui são muito bons e estão aqui já muito tempo. É difícil chegar aqui e superá-los. Eu sei disso e preciso de um pouco de tempo e vou tentar aprender e melhorar corrida após corrida”, acrescentou o italiano.

Neste momento a Dragon está competindo com a NIO 333, um time também de final de pelotão. Dan Ticktum que também é um estreante nesta temporada, superou o italiano e conseguiu andar um pouco melhor que o companheiro de equipe, Oliver Turvey. As próximas corridas de Ticktum também vão dizer como ele está no campeonato, mas vão revelar algo maior, a atual situação da NIO em relação a Dragon.

Apenas Nissan, Dragon e NIO 333 estão deixando a rodada de Diriyah sem pontos.

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Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele despertou o meu interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Hoje gosto de tirar fotos e escrever textos!

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