Os fabricantes de unidades de potência da Fórmula 1 votarão na próxima semana sobre a introdução, ainda nesta temporada, de um novo teste para medir a taxa de compressão dos motores. A medida busca encerrar a atual controvérsia técnica envolvendo a interpretação do regulamento.
Após semanas de conversas entre a FIA e as montadoras sobre uma possível brecha explorada pela Mercedes em relação ao limite máximo de 16:1, a entidade entende que uma solução definitiva está próxima.
A proposta da FIA prevê a realização de uma votação online entre os integrantes do Comitê Consultivo da Unidade de Potência (PUAC), visando revisar os procedimentos de verificação ligados à taxa de compressão e permitir que o novo método de teste seja implementado ainda em 2026.
“Ao longo das últimas semanas e meses, a FIA e os fabricantes de unidades de potência desenvolveram em conjunto uma metodologia para quantificar como a taxa de compressão varia das condições ambientais para as condições de operação”, diz o comunicado da FIA.
“Após a validação desta abordagem, foi submetida uma proposta segundo a qual, a partir de 1 de agosto de 2026, o cumprimento do limite da taxa de compressão deverá ser demonstrado não só em condições ambientais, mas também a uma temperatura operacional representativa de 130 °C.”
“A votação foi submetida aos fabricantes das unidades de potência, e o resultado é esperado nos próximos 10 dias e será comunicado oportunamente.”
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Para que os testes em condições de calor sejam implementados em agosto, será necessário obter mais da metade dos votos dos fabricantes de motores, tendo apoio de quatro, dos cinco, além da FIA e da FOM.
Nas últimas semanas, o assunto foi levantado, pelos vários questionamentos realizados pela Audi, assim como Ferrari e Honda. Após o início dos testes de pré-temporada, a Red Bull que estava neutra, também demonstrou interesse no assunto, questionando a eficiência da Mercedes.
O interesse maior das fabricantes, é esclarecer o que pode ou não fazer com relação à taxa de compressão. A medição sempre foi realizada em temperatura ambiente, sem levar em consideração a possibilidade de expansão do material utilizado sob o efeito do calor – quando os carros estão em pista. As outras fornecedoras de motores questionaram o trabalho da Mercedes, por acreditar que a sua unidade de potência tinha a possibilidade de operar em 18:1 (medição até o ano passado) e não nos atuais 16:1.
O embate antes do início da temporada, tem gerado preocupação, pois a Mercedes além de fabricar os seus motores, também atende McLaren, Williams e Alpine. A votação
A FIA tem demonstrado interesse em resolver o caso, evitando uma série de protestos no começo do campeonato.
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