A Fórmula 1 disputará o GP de Singapura neste fim de semana – antes do início do evento, as equipes foram notificadas sobre o risco de calor e umidade alta, dentro da regra Heat Hazard (risco de calor).
A regra foi implementada pela FIA, para lidar com episódios de calor extremo – como os que aconteceram no Catar em 2023. A prova em Singapura é conhecida como uma das duras corridas do calendário, com os competidores perdendo cerca de 3 kg apenas na corrida.
Os pilotos também enfrentam no cockpit a sensação de estar dentro de uma sauna, ultrapassando os 50 °C, por conta das condições climáticas do país e o fato de correr em um circuito de rua. Mesmo correndo a noite, as condições são severas.
Essa é a 1ª vez que a medida Heat Hazard (risco de calor) é acionada, a fim de lidar com as condições de calor extremo, principalmente para o sábado e o domingo. Quando ela é acionada pelo diretor de prova, os carros obrigatoriamente precisam contar com os sistemas de resfriamento para os pilotos.
“De acordo com o Artigo 26.19 do Regulamento Esportivo, tendo recebido uma previsão do Serviço Meteorológico Oficial indicando que a temperatura será superior a 31,0 °C em algum momento durante a corrida deste evento, declara-se um Risco de Calor”, afirma comunicado emitido pela FIA.
Para aliviar as condições, os pilotos podem contar com coletes de refrigeração, que circulam um líquido gelado em tubos para regular a temperatura corporal.
A previsão é que as temperaturas no ambiente entre sábado e domingo orbitem na casa dos 31°C – sendo o limite para que a FIA faça essa ativação. O diretor de prova, Rui Marques, realizou a notificação para as equipes nesta quinta-feira, dessa forma, mesmo que os pilotos não desejem a utilização do sistema de refrigeração, os carros precisam compensar esse peso com lastro.
Os pilotos devem usar os coletes de resfriamento obrigatórios ou os carros ainda contaram com o peso extra: 0,5 kg adicional no cockpit, valor incluído no peso total do carro, como determina o regulamento.
Depois do GP do Catar de 2023, quando vários pilotos relataram episódios de tontura, além de precisarem de atendimento médico para outros problemas decorrentes do calor, a FIA pensou em algum sistema para ajudar os competidores. A medida de utilizar os coletes foi avaliada, mas alguns pilotos relataram certo desconforto em sua utilização, além de ficarem com o espaço no cockpit mais limitado.
Dessa forma, a FIA então deu a opção de usar ou não o sistema, desde que aqueles que não quiserem o colete, adicionem lastro ao carro.
George Russell foi um dos primeiros pilotos que usou os coletes de resfriamento na F1, avaliados no GP do Bahrein deste ano. O competidor gostou do conforto que foi adicionado para a sua corrida, embora saiba que ainda existe espaço para melhorias.
Conheça nossa página na Amazon com produtos de automobilismo!
O Boletim do Paddock é um projeto totalmente independente. É por isso que precisamos do seu apoio para continuar com as nossas publicações em todas as mídias que estamos presentes!
Conheça a nossa campanha de financiamento coletivo do Apoia.se, você pode começar a contribuir com apenas R$ 1, ajude o projeto. Faça a diferença para podermos manter as nossas publicações. Conheça também programa de membros no nosso canal do Youtube.
Descubra mais sobre Boletim do Paddock
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.