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EXPLICADO: o que significa a declaração de “risco de calor” no GP de Singapura

Alta temperatura e umidade extrema fazem da prova em Marina Bay um dos maiores desafios físicos da Fórmula 1

A FIA declarou oficialmente “risco de calor” para o GP de Singapura 2025, uma medida que altera a preparação de pilotos e equipes para o desafiador circuito de rua de Marina Bay.

O que isso significa?

A medida foi criada após o GP do Catar de 2023, quando os pilotos enfrentaram condições extremas de calor e umidade. Agora, sempre que as previsões indicam temperaturas acima de 31ºC durante corridas ou Sprint, a FIA ativa o protocolo de ‘risco de calor’.

Por que Singapura?

O GP noturno já é considerado um dos mais desgastantes do calendário. Mesmo à noite, as temperaturas passam dos 30ºC e a umidade é altíssima, transformando o cockpit em uma verdadeira sauna.

Os pilotos costumam perder cerca de 3 kg apenas na corrida, tamanho o desgaste desta prova.

Sistema de Resfriamento do Piloto

O sistema tem por objetivo fornecer um pouco de conforto para o competidor, fornecendo um ponto de resfriamento adicional para o competidor. O GP de Singapura é uma corrida longa de cerca de 1h30, dependendo das intervenções do Safety Car ou pausa por bandeira vermelha.

Para este evento, os pilotos já fazem uma preparação especial, para lidar com as condições peculiares dessa pista, como banheira de gelo, treinos intensos tentando simular as condições climáticas, além de chegar um pouco antes em Singapura para se aclimatar com o local.

O sistema de resfriamento, consiste no uso de um colete com alguns canos que bombeiam um líquido frio e ao percorrer o corpo do piloto, ele consegue dar um alívio na temperatura. Ele precisa do auxílio de uma bomba para fazer esse fluxo, armazenamento término para preservar a temperatura baixa por um tempo, tudo isso acoplado em um colete que também é à prova de fogo.

Colete para resfriamento do corpo usado pelos pilotos – Foto: divulgação F1

Com o ‘risco de calor’ declarado, os componentes principais desse sistema precisam ser instalados nos carros. Atualmente, como os pilotos não entraram em um consenso sobre a sua utilização, os pilotos podem ou não fazer uso. O design e sua eficiência continuam sendo aprimorados, por isso alguns pilotos estão relutantes sobre o seu uso.

O equipamento extra aumenta o limite mínimo de peso do carro para 800 kg, mas existe uma diferença por sessão; 2 kg adicionais para os treinos, sessões de classificação e classificação sprint e 5 kg para as corridas sprint e GPs.

Os dois pesos distintos são pensados por conta das diferentes operações, já que nos treinos livres as equipes precisam realizar a simulação de corrida e classificação, com diferentes cargas de combustível. Além disso, os treinos e classificação são mais curtos do que a corrida.

“Qualquer piloto pode optar por não usar nenhum item de equipamento pessoal que faça parte do Sistema de Arrefecimento do Piloto”, diz o Artigo 26.19 do Regulamento Esportivo da FIA F1. “Nessa circunstância, todos os outros componentes, incluindo qualquer meio de arrefecimento, do Sistema de Arrefecimento do Piloto devem ser instalados.

“Além disso, a diferença de massa entre o equipamento pessoal do piloto normalmente utilizado e quaisquer itens do equipamento pessoal do piloto que façam parte do sistema deve ser compensada pela instalação de 0,5 kg de lastro na cabine.”

O colete foi usado em alguns momentos dessa temporada, em treinos livres, mas essa é a primeira vez que o sistema se torna obrigatório.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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