O GP da Austrália contou com vitória de George Russell, o britânico comandou uma dobradinha da Mercedes na primeira corrida da temporada 2026.
O duelo do fim de semana começou com a classificação, a dupla da Mercedes demonstrou superioridade para o restante do pelotão. Os testes de pré-temporada apontavam uma desempenho muito forte da equipe alemã e isso de fato aconteceu em pista. Até o ano passado, a definição do grid era muito apertada e muitas vezes decidida no detalhe.
Isack Hadjar que tinha encaixado o carro na terceira colocação estava em uma distância de 8 décimos para o pole, uma diferença que era inimaginável em 2025.
Na largada, tivemos também uma outra confirmação, a Ferrari conseguiu trabalhar de uma melhor forma essa questão e engoliu os carros que estavam à sua frente. Começando a corrida da 4ª colocação, Charles Leclerc chegou na primeira curva do circuito de Melbourne tão carregado, que tomou a dianteira e iniciou uma batalhar intensa com George Russell pela liderança.
Todos os novos sistemas que foram implementados para 2026, como o Modo Reta e o Boost, contribuíram para um início de prova movimentado. Se antes o piloto que ultrapassava, distanciava rapidamente do adversário, isso não aconteceu em Melbourne. O gasto energético da bateria, também foi algo que pautou a primeira corrida do ano.
Em 2025 foram 45 ultrapassagens no GP de Melbourne, enquanto em 2026, foram 120. Então os mecanismos funcionaram para um evento mais agitado, embora os embates principalmente tenham acontecido em sua maioria no início da corrida.
O GP da Austrália foi pautado na estratégia de apenas uma parada. Quando a corrida começou no circuito do Albert Park, alguns times acreditavam que seria necessário fazer uma segunda troca de pneus, mas com a evolução da prova, eles conseguiram se limitar em uma troca.

A dobradinha da Mercedes ficou amparada no primeiro período de Virtual Safety Car – provocado pelo abandono de Hadjar. Depois do duelo travado entre Russell e Leclerc, no momento que a corrida foi neutralizada, a Mercedes chamou seus dois pilotos para trocarem os pneus na volta 12.
A Ferrari optou por não parar os seus competidores, dando algumas voltas na liderança para Leclerc, enquanto o time aguardava o momento de fazer a sua troca obrigatória e até acreditava que os adversários fariam duas paradas, enquanto eles poderiam partir para apenas uma troca de pneus.
O segundo Virtual Safety Car ocorreu com o abandono de Valtteri Bottas, mas essa neutralização também não beneficiou o time italiano. O finlandês ficou parado na entrada do pit-lane, o momento que o regime de VSC foi instaurado quando os pilotos da Ferrari já tinham passado pela entrada.
Nesta movimentação, apenas Max Verstappen, Oliver Bearman, Arvid Lindblad e Gabriel Bortoleto conseguiram aproveitar a oportunidade para fazer as suas substituições obrigatórias de pneus. No giro seguinte que a Ferrari poderia até realizar a troca, a entrada do pit-lane foi fechada para o resgate do carro de Bottas.
Enquanto outros pilotos pararam com a corrida em Virtual Safety Car, conseguindo o benefício dos carros andando em uma velocidade reduzida em pista, a troca da Ferrari ocorreu com a prova em seu desenvolvimento pleno. Sem a Mercedes arriscar uma segunda parada, Charles Leclerc e Lewis Hamilton precisaram se contentar com a terceira e quarta colocação, respectivamente.
Ao final da corrida, Hamilton conseguiu retomar a disputa particular com Leclerc e ficou bem perto de fechar o evento com o pódio. O heptacampeão mundial cruzou a linha de chegada com uma diferença de 0s625, em um evento muito promissor para o time italiano.
Lando Norris foi o quinto colocado, mas em uma corrida muito apagada do britânico. O piloto teve a responsabilidade de representar o seu time em pista neste domingo, já que Oscar Piastri bateu quando se encaminhava para o grid de largada.
Max Verstappen fechou o evento na sexta colocação, após protagonizar uma corrida de recuperação – pois bateu na classificação. O piloto da Red Bull também necessitou de uma segunda troca de pneus, para lidar com a dinâmica da sua prova.
Os pilotos que concluíram a corrida atrás do neerlandês no top-10, com exceção de Gabriel Bortoleto – fizeram uma corrida com apenas uma parada e utilizaram o VSF de Bottas para suas trocas de pneus.

Os pneus macios foram mais utilizados na classificação, mas alguns competidores arriscaram o seu uso na prova. Carlos Sainz e Fernando Alonso iniciaram o evento com os pneus macios, os competidores aproveitaram o Virtual Safety Car de provocado por Hadjar, para parar na primeira volta que a neutralização aconteceu.
Alexander Albon, Liam Lawson e novamente Carlos Sainz, retomaram o uso desse composto no final da prova; para os dois primeiros foram 24 giros nesse composto, enquanto o espanhol precisou de mais uma troca para concluir a corrida. Franco Colapinto e Sergio Perez também usaram pneus macios no final do evento.
Por conta de todos os problemas que acometeram a Aston Martin nesse início da temporada, Lance Stroll e Fernando Alonso ficaram em pista até onde deu, os pneus macios fizeram parte das suas corridas. O canadense trabalhou com todos os pneus disponíveis no evento, usando três jogos de macios em sua coleta de dados para a equipe.
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