Especial Ferrari – Quebrando um Galho na Scuderia

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Em algumas circunstâncias as equipes necessitam trocar seus pilotos ao longo da temporada, seja por desentendimentos ou acidentes. Vamos relembrar hoje alguns pilotos que entraram na Ferrari para literalmente quebrar um galho, alguns foram efetivados, outros tiveram passagem curtíssima pela Casa de Maranello.

l Carlos Reutemann

Fonte: Pinterest

O argentino foi contratado pela Scuderia após o acidente de Niki Lauda em Nurburgring 1976, afinal ninguém esperava que Lauda voltasse às pistas. Só que o austríaco voltou em Monza, justamente quando Reutemann estreou pelo time. Talvez o fato de ter terminado a frente de Clay Regazzoni tenha sido decisivo para sua efetivação para a temporada seguinte. Ficou na Scuderia até o final de 1978. Disputou 34 GPs com 5 vitorias e 2 poles.

l Patrick Tambay

Fonte: Auto123

O francês estreou na Ferrari no GP da Holanda de 1982 pilotando o carro de Gilles Villeneuve, que havia sofrido acidente fatal meses antes em Zolder na Bélgica. Em sua primeira chance com um carro vencedor, conquistou sua primeira vitória em seu quarto GP pelo time. As boas performances valeram um contrato para 1983. Disputou 21 GPs com 2 vitorias e 4 poles.

l Mario Andretti

Fonte: Twitter

1982 foi um ano duro para os tiffosi, após a tragédia com Gilles Villeneuve o outro piloto do time, Didier Pironi, também se acidentou gravemente em Hockenheim. A Scuderia tentou trazer Alan Jones e Carlos Reutemann para as etapas finais em Monza e Las Vegas, afinal a equipe disputava o titulo de construtores. No final a missão de guiar o carro de Pironi coube a Mario Andretti. Em Monza marcou a pole e chegou em terceiro. Em Las Vegas abandonou após largar em sétimo.

l Stefan Johansson

Fonte: Stefan Johansson

Com a demissão de Rene Arnoux após o GP Brasil, primeira etapa de 1985, muitos achavam que a Scuderia traria Stefan Bellof para Maranello, mas o Stefan que desembarcou em terras italianos foi o sueco Stefan Johansson, que havia guiado até então para Spirit, Toleman e Tyrrell. Poderia ter vencido em Imola mas ficou sem combustivel e em Montreal obedeceu as ordens de equipe e não ultrapassou o companheiro Michele Alboreto que disputava o titulo. Disputou também a temporada de 1986 pelo time. Em 31 GPs com a Ferrari subiu 6 vezes ao podium.

l Gianni Morbidelli

Fonte: Sportnieuws

O italiano entrou na Scuderia em meio a uma das maiores polêmicas do time. Alain Prost que havia sido contratado a peso de ouro em 1990, infeliz com o desempenho de 1991 passou a criticar a equipe abertamente. Resultado: foi demitido antes da última etapa na Austrália. Para seu lugar, foi escalado Gianni Morbidelli da Minardi, e ele não fez feio, classificou o carro em oitavo e no GP mais curto da historia, conseguiu se manter na pista por 24 minutos e chegar em sexto marcando 0,5 ponto em uma prova encerrada pelas fortes chuvas que castigaram Adelaide naquele domingo.

l Nicola Larini

Fonte: NBC

Larini quebrou o galho na Ferrari 2 vezes. Em 1992 foi escalado para o lugar de Ivan Capelli no Japão e na Austrália. Em Suzuka se classificou em 11º no grid e chegou em 12º. Em Adelaide foi pior, 19º no grid e 11º na prova, mas o carro da Ferrari de 1992 era muito ruim. A outra chance de Larini foi em 1994 no lugar do acidentado Jean Alesi. No GP do Pacífico ficou fora já na primeira curva ao atingir Ayrton Senna. Em Imola conquistou seu melhor resultado com a segunda colocação, mas toda a tragédia daquele final de semana tirou o brilho da festa de Larini.

l Mika Salo

Fonte: Pinterest

O finlandês entrou na equipe para substituir ninguém menos que Michael Schumacher, acidentado em Silverstone. Em 6 GPs com o carro vermelho, Salo poderia ter vencido em Hockenheim, mas teve que dar passagem a Eddie Irvine que brigava pelo campeonato. Subiu ao podium também em Monza com o terceiro lugar. Mas Mika já sabia que não ficaria na Casa de Maranello pois Schumacher voltaria em breve e Rubens Barrichello já estava contratado para o lugar de Irvine.

l Luca Badoer

Fonte: F1 Fanatic

Após o terrível acidente de Felipe Massa na Hungria, Michael Schumacher fora escalado para fazer as corridas restantes de 2009 pelo time vermelho. Só que os tempos ruins nos testes somados as dores no pescoço decorrentes de acidente de moto fizeram com que a cúpula ferrarista desse uma chance ao eterno piloto de testes Luca Badoer. O desempenho do italiano foi pífio, em Valencia largou em 20º lugar, isso mesmo, último. Chegou em uma modorrenta 17ª posição. Em Spa fechou o grid mais uma vez e na prova foi apenas o 14º, o último entre os que viram a bandeira quadriculada. A título de comparação, Kimi Raikkonen foi 3º em Valencia e venceu em Spa. Os péssimos resultados foram suficientes para a Ferrari escolher outro piloto para substituir Massa.

l Giancarlo Fisichella

Fonte: F1 Fanatic

Após o fiasco de Badoer, “Fisico” recebeu da Ferrari a chance de encerrar a carreira em alto estilo, mas aquela Ferrari de 2009 era uma bomba e Fisichella não fez muito mais do que Luca Badoer. Em 5 GPs seu melhor resultado foi o 9º lugar em Monza. Em Interlagos e Abu Dhabi partiu da última fila, sendo que nos Emirados Árabes foi tão último quanto seu antecessor. Foi um final de temporada melancólico para a Ferrari, pois os substitutos de Massa nada fizeram e Raikkonen, que já sabia que não pilotaria para a equipe em 2010, estava bem desmotivado.

Cristiano Seixas

Fã hardcore de Fórmula 1, apreciador da historia, números e estatísticas da categoria, mais conhecido como Mestre Cristiano Seixas, pois é um PHD e MDA em Fórmula 1 ainda é Graduado, Pós-Graduado, Mestrado e Doutorado sobre História da Fórmula 1, Wikipedia erra o Cristiano não.

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