Entendendo aquele amigo que odeia o Fernando Alonso – Dia 76 dos 365 dias mais importantes da história do automobilismo – Segunda Temporada

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Esta postagem é totalmente dedicada ao meu amigo Bruno Shinosaki.

Bom, vamos voltar a 2007. Em 2007 eu era uma adolescente emo que usava gravata no uniforme, tinha um Motorola V3 rosa, e o toque dele era “Sweet Scape” da Gwen Stefani.

https:/youtu.be/O0lf_fE3HwA

Eu nem vou contextualizar vocês da Fórmula 1, por que eu acho que todos lembram de alguns textos que falaram sobre essa temporada. MAAAAS caso você não lembre, foi o Kimi que foi campeão, pode fechar a janelinha e ir dormir. Mentira kkkkkk (alguém me deu doces antes de fazer este texto)

Quem conhece mais de McLaren, sabe muito bem que Alonso e Hamilton foi uma rivalidade linda de se ver. Muita treta e jogo psicológico.

Se você chegou na F1 depois de 2010, talvez você ache a McLaren uma equipe pombo, incapaz de ganhar títulos sem Senna, mas a verdade é que não é bem isso. A McLaren vem em declínio de 2015 pra cá, mas nem sempre foi assim.

Hamilton chegou a Hungria 2 pontos à frente de Alonso, e 11 à frente de Felipe Massa, da Ferrari. Nos construtores, McLaren estava na frente da Ferrari.

Este GP foi importante por um pequeno “problema” no classificatório, vamos contar.

No Q1, Hamilton dominou a sessão, fazendo o melhor tempo daquele fim de semana 1:19:570, a única volta abaixo de 1:20. No final desta sessão, Button bateu em Rubinho Barrichello, e acabou pra ele ali a classificação.

Na rodada seguinte (Q2) quem estava dominando era Trulli com sua Toyota, porém como a McLaren ainda era a McLaren, não demorou até Hamilton e Alonso fazerem os melhores tempos. Pra vocês verem como cagada em estratégia na Ferrari não é novidade, a Ferrari não se preparou para o pit stop de Felipe Massa, forçando o brasileiro retornar ao box para reabastecimento, que acabou esfriando seus pneus. Quando Massa se recuperou, já não havia mais tempo, o que causou sua eliminação do tão importante Q3.

Claro, as piores tretas sempre acontecem na terceira e última fase do treino classificatório, no Q3. Hamilton começou dominando a sessão (as vezes me dá a falsa sensação de estar falando do ano passado), sendo superado por Nick Heidfeld, porém, havia tempo. Aos 9 minutos, uma galera começou a entrar no pit para trocar os pneus, inclusive o Espanhol Alonso. Faltando 2:30 para o final do Q3, por algum motivo o espanhol entrou outra vez no pit para trocar novamente os pneus, o problema foi que, depois que instalaram seus pneus, Alonso ficou DEZ SEGUNDOS parado no pit, sendo que Hamilton já estava atrás dele, aguardando para sua troca, o que obviamente, o atrasou, impossibilitando o Inglês de fazer sua última volta rápida daquele treino. Alonso saiu dos pits a tempo de fazer uma volta rápida, pegando a pole de Hamilton que tinha o melhor tempo do Q3, e seguidos por Heidfeld, o que surpreendeu a todos.

Euzinha, Erika, no lugar do Hamilton, tinha saído do carro no final do treino e descido a porrada no Alonso. Porém, como todo malandro acha que só a mãe dele fez filho esperto, Alonso pegou uma punição de cinco posições no grid, devolvendo a pole a Hamilton.

A corrida em si foi tranquila, Hamilton liderou todas as voltas, sendo pressionado apenas por Kimi Raikkonen. O espanhol terminou a corrida em quarto, atrás de Nick Heidfeld, a grande surpresa do final de semana.

Erika Prado

Erika Prado, Ericoke, São Paulo - SP Nascida e criada na zona Lost, tornou-se podcaster devido a Bruno Shinosaki, e colunista devido a Rubens GP Netto. Estudante de engenharia mecânica, e apaixonada por qualquer máquina que precise de um coração (motor). Além de fã de automobilismo, é cinéfila e ama música de quase todos os gêneros (principalmente as que dão pra fazer coreografia), gosta de escrever textos como se estivesse contando algo pra alguém ou defendendo alguém em uma conversa, com memes, desenhos e até gráficos. Também ama auto-conhecimento, saúde mental e principalmente: a causa feminista. E não sabe ser breve...