GP da Suíça, 1951. O Campeão Argentino e o Brasileiro Chico Landi – Dia 06 de 365 dias dos mais importantes do Automobilismo

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Bern, 27 de Maio, de 1951.

Há praticamente 66 anos atrás, o Bremgarten Circuit, chamado na época, localizado na comuna Suíça, de Argóvia. Iniciou sua participação no Grand Prix, sendo neste momento o segundo Grande Prêmio organizado pela FIA, o primeiro prêmio daquela temporada ocorreu na Inglaterra, no famoso circuito de Silverstone.

O Bremgarten, atuou de forma significativa de 1950 a 1954, onde nos anos de 50 e 51, teve a realização do GP’s com apenas 42 voltas. Já nos anos seguintes, houveram aumentos gradativos chegando a marcar em 1954, o limite de 66 voltas em seus 7.280 metros de extensão.

A temporada de 1951, foi marcada também por outros 7 prêmios, entre eles: Indianópolis, Bélgica, França, Inglaterra, Alemanha, Itália e Espanha.

Outro fato histórico e ao mesmo tempo muito interessante, é que esta pista foi construída em 1931 para sediar o GP Suíço de Motocicletas, o circuito não possuía retas e havia somente muitas curvas perigosas e de altíssima velocidade. Há registros que as primeiras corridas surgiram em 1934. E neste ano de estréia, o acidente fatal de Hugh Hamilton, abriu lacunas para grandes críticas sobre as más condições de iluminação criadas pela floresta, alterações na superfície da estrada e outros fatos que deixavam o circuito muito perigoso principalmente nos períodos de chuva.

Prova disto, em 1955 a corrida foi suspensa, em função da “Tragédia de Le Mans”, onde o Mercedes desgovernado do francês Pierre Levegh matou mais de 80 espectadores. E por causa do ocorrido a Suíça proibiu a prática do automobilismo em seu território e a pista de Bremgarten não recebe corridas desde então.

Contudo, não podemos deixar passar em branco a grande alegria desta temporada. Já que em 1951, o argentino Juan Manuel Fangio, da Alfa Romeu. Tornou-se campeão da temporada, entre 27 de maio à 28 de outubro. Vale ressaltar que naquele período ainda não era disputado o campeonato de construtores.

Juan Manuel Fangio correu 51 grandes prêmios, obteve 24 vitórias, 29 poles positions, 23 recordes de volta, cinco títulos mundiais (1951, 1954, 1955, 1956 e 1957) dos quais 4 foram consecutivos, e dois vice-campeonatos (1950 e 1953) em oito temporadas que disputou. Fangio correu em quatro escuderias: Alfa Romeo (1950-1951), Maserati (1953-1954), Mercedes (1954-1955), Ferrari (1956) e Maserati (1957-1958).

É o único piloto da história da Fórmula 1 que foi campeão em 4 equipes diferentes: Alfa Romeo, Maserati, Ferrari e Mercedes-Benz.

Fangio tinha o apelido “El Chueco” (O Manco), que recebeu em partidas amadoras de futebol, por ter as pernas arqueadas.

Enquanto isso… O Brasil também esteve presente e bem representado, pelas mãos e pés firmes de Chico Landi.

O piloto paulistano, Francisco Sacco Landi, mais conhecido como “Chico Landi”. Nasceu em 14 de julho de 1907 e faleceu em 7 de junho de 1989, filho de Paschoal Landi, italiano e mãe Antonieta Sacco Landi, ítalo-brasileira, iniciou sua carreira de piloto no famoso Circuito da Gávea, no Rio de Janeiro de 1934.

Entre os anos de 1947 até 1957, Chico foi um dos mais famosos pilotos do velho continente, tendo participado de todas as grandes corridas da época, ao lado dos maiores nomes do automobilismo à época, entre eles podemos citar, Fangio, Farina, Ascari, Varzi e Villoresi.

Landi é um dos precursores do automobilismo brasileiro e destacou-se ao vencer o segundo Grande Prêmio de Bari em 1948, a mais importante prova automobilística daquela época, feito repetido em 1952, quando a Fórmula 1 dava ainda seus primeiros passos. O fato foi tão inesperado que os organizadores do Grande Prêmio não possuindo o Hino Nacional Brasileiro para tocar na festa de comemoração, tocaram “O Guarani” de Carlos Gomes.

Na Fórmula 1, o primeiro brasileiro disputou apenas seis GP’s entre 1951 e 1953 e mais uma corrida em 1956, em um total de 1,5 ponto, infelizmente não ganhando nenhuma etapa. Seu melhor resultado surgiu num quarto lugar no GP da Argentina em 1956. Correu pelas equipes Escuderia Bandeirantes, Scuderia Milano e Maserati.

Erik Araújo

Escreve* também lá no Medium. Torce pro MCFC e SEP. Joga palpites sobre #F1. E, está sempre no #Twitter.