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Daniel Ricciardo fala sobre a sua adaptação na McLaren

Não é segredo para ninguém que Daniel Ricciardo era um dos maiores sonhos da McLaren. Foram anos de Zak Brown flertando com a chance de poder contar com o australiano em sua equipe e quando o momento finalmente aconteceu, as expectativas foram levadas às alturas.

Após seis corridas da temporada 2021 terem sido completadas, o cenário é um pouco diferente do que se esperava. O piloto australiano está encontrando dificuldades para se adaptar ao novo carro.

Com um total de 26 pontos conquistados e estando em 10º lugar no campeonato de pilotos, a sua melhor posição até o momento foi o sexto lugar, resultado que conseguiu duas vezes, nos GPs da Emilia Romagna e Espanha. Não tem sido fácil, mas não é como se ele já não estivesse passado por isso antes. As dificuldades sempre se fizeram presentes quando Daniel chegou nas equipes pelas quais já passou ao longo desses 10 anos desde a sua estreia na Fórmula 1.

“Naturalmente, você sempre tem esses altos e baixos. Eu me desapaixono por esse esporte pelo menos uma vez por ano. Sempre foi assim comigo e provavelmente continuará sendo”, disse ele com seu característico bom humor em uma entrevista para o site da Fórmula 1. “Mas o lado bom é que eu sempre acordo na segunda-feira de manhã, depois de uma corrida difícil como Mônaco, e estou a todo vapor novamente. Se for o caso, ficarei triste no domingo à noite, mas na segunda eu acordo com uma nova motivação.”

Ricciardo na apresentação da equipe McLaren 2021 – Foto: reprodução Mclaren

O piloto de 31 anos tem encontrado dificuldade para se adaptar ao carro da McLaren. Era fato que levaria um tempo para ele se acostumar com o MCLM35, mas foi apenas quando começou a testar o carro, que Ricciardo percebeu o desafio que teria pela frente. 

“Quando eu dirigi o carro pela primeira vez, eu pensei: ‘Ok. Isso é diferente’. Mas eu não desanimei com isso, eu apenas disse a mim mesmo que iria descobrir. Quanto mais voltas eu desse, simplesmente aconteceria (a adaptação). Mas nesse carro você precisa se esforçar um pouco mais, não é algo que vem apenas dando voltas. Tive que adaptar algumas coisas na minha forma de dirigir”, conta. 

Assim como Sebastian Vettel, o australiano não teve a chance de correr com um modelo antigo da McLaren antes de assumir o seu posto na equipe. Sua primeira experiência foi no shakedown, que oferece o mínimo de aprendizado, uma vez que se corre limitado a 100 km/h e os pneus não são os que se usam nas corridas. Soma-se isso ao curto período de tempo da pré-temporada, onde não foi possível que os pilotos pudessem sentir tudo o que os carros tinham para oferecer, afinal, muitas coisas foram sendo melhoradas ao longo das etapas. 

“Obviamente que você quer o resultado hoje, mas não estou deixando isso me abater. E não estamos em uma temporada onde estamos brigando pelo campeonato, então, o que há a perder? Eu prefiro colocar tudo em ordem, para que no próximo ano, se brigarmos por um campeonato, eu possa estar no meu melhor para a equipe”, comenta ele.

Os resultados de Lando Norris, que conseguiu dois pódios na temporada até o momento, tem servido de inspiração para o Honey Badger, que vê as conquistas de seu companheiro de equipe como uma prova de que existe um caminho e que se ele conseguir encontrar um ritmo de corrida que se encaixe com o carro, então, há chances de pódios em algumas etapas. 

Daniel trabalhando com a equipe no GP da Espanha – Foto: reprodução McLaren

“Honestamente, não vejo (o desempenho de Norris) como algo negativo, isso é encorajador. Isso me faz querer ser melhor. Ter um companheiro de equipe forte, me ajuda e também me mostra meus pontos fracos”, revela.

Daniel sabe bem que ir para uma nova equipe significa sair da zona de conforto, mas todos na McLaren tem feito ele se sentir confortável e em casa, por isso, Ricciardo retribui esse carinho mandando presentes para os funcionários e acompanhando de perto o que é feito na fábrica. 

“Eu estou comprometido com a McLaren pelos próximos anos. Requer um pouco mais de trabalho e energia (mudar de equipe), mas eu sinto que com o tempo valerá a pena. Que leve 6 meses ou 12 meses, eu serei um piloto mais completo”, afirma.

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Sonia Cury

Jornalista apaixonada por esportes, principalmente, Formula E, Formula 1 e NBA. Tagarela, amo escrever, ler, jogar videogame e contar piadas de tio do pavê.

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