A Cadillac deu um passo ousado em sua preparação para a Fórmula 1 ao anunciar que Colton Herta, piloto de testes da equipe, fará a transição de carreira deixando a Indy para correr na categoria de acesso à Fórmula 1. A manobra é vista como de “grande risco” pelo CEO da Cadillac, Dan Towriss, mas era necessário apostar tudo nesta ação se ele quer uma vaga na categoria em 2027.
Após vários meses de especulação sobre a dupla de pilotos da Cadillac, o time norte-americano que realizará a sua estreia na Fórmula 1 em 2026 optou por convocar Valtteri Bottas e Sergio Pérez. Por fim, Herta foi confirmado como piloto de testes da Cadillac, enquanto dará um grande passo na carreira ao deixar a Indy Car para voltar ao certame europeu.
Nestes anos correndo na Indy, o competidor conseguiu fazer 116 largadas e faturar 9 vitórias e 16 poles, mas o californiano não conseguir atingir o objetivo de conquistar um título na Indy e somar os pontos necessários para ter a superlicença da Fórmula 1.
O nome de Herta já foi vinculado em outros momentos com a categoria, mas com a falta sem aquilo que é o mais necessário neste processo, o piloto não pode ficar disponível para correr na categoria.
Aproveitando o GP da Itália, onde os chefes da Cadillac fizeram uma nova visita ao paddock, Towriss explicou os motivos sobre essa mudança radical nas escolhas para o futuro de Herta. Anteriormente a equipe comentou que gostaria de ter um piloto norte-americano na sua formação.
“Para Colton, correr na F1 sempre foi um sonho, mas para isso, este era o caminho que ele tinha que trilhar”, disse Towriss à Sky Sports F1 . “Ele tem que correr um risco enorme, um risco enorme – nenhuma vaga é garantida. Isso é a F1, então ele quer aprender sobre as pistas e os pneus e mostrar esse respeito pelas corridas europeias de monopostos.”
“O modelo dos EUA não funcionou muito bem no passado, então realmente queremos construir esse conjunto, o conhecimento necessário, para ver se ele tem o que é preciso para pilotar na Fórmula 1.”
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A mudança de Herta para a Fórmula 2, tem relação com a possibilidade de correr em alguns circuitos que a Fórmula 1 utiliza. Além disso, o piloto também terá um contato mais direto com a competição e usar pneus que são mais próximos aos da F1.
O californiano já testou um carro de Fórmula 1 com a McLaren, além de fazer simulador com outras equipes. Embora a carreira de Herta na Indy tenha resultados mistos, Towriss vê que ele se destacou diante das oportunidades que teve.
“Ele realmente tem um talento especial. Acho que muita gente olha para alguns resultados da IndyCar e diz: ‘Bem, ele não ganhou um campeonato, não está como [o multicampeão] Alex Palou’”, acrescentou Towriss.
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Apesar de nunca ter conquistado o título da IndyCar, Towriss defendeu o talento do piloto, afirmando que resultados inconsistentes muitas vezes estiveram ligados a falhas estratégicas da equipe.
“Acho que, como dono de equipe, eu assumiria alguma responsabilidade por isso; houve momentos em que houve problemas no pit-lane ou a estratégia não funcionou, mas Colton tem um talento imenso e ele realmente consegue encontrar velocidade onde outros não conseguem.”
“Acho que sempre que ele teve a chance de fazer um teste, seja com a McLaren, ou quando estava no simulador com a Alpine, Red Bull e Sauber, desse ponto de vista ele realmente se destacou e mostrou alto potencial e promessa para uma vaga na F1.”
“Agora é a chance de fazer isso. Ele teve que escolher esse caminho de correr um grande risco para não ter a garantia da vaga. Ele está deixando para trás o que, neste momento, é muito confortável para ele, para escolher algo que é desconfortável para ele – mas sem risco, sem recompensa, como dizem.”
Não será a primeira experiência do americano na Europa: entre 2015 e 2016, ele disputou categorias de base no continente e chegou a ser companheiro de equipe de Lando Norris na MSA Formula Championship. Agora, terá a oportunidade de provar que pode repetir o caminho de jovens talentos rumo à Fórmula 1.
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