Crônicas do GP do Brasil de 2006, sim de 2006

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| Rubens Gomes Passos Netto – publicado em 09/11/2016, às 05:13

Primeiramente, bom dia, estamos nos preparando para o Grande Prêmio do Brasil de 2016, fiquei empolgado com isso e decidi escrever sobre o Grande Prêmio do Brasil que criou uma estante a mais na minha biblioteca mental sobre a Fórmula 1, estantes estas que serão tratadas mais adiante em outros posts, estou fechando o post às 05:11, sem correções e segunda leitura, lípido como deve ser!

Há dez anos, Michael Schumacher se despedia da Fórmula 1 no auge da sua carreira e sim, aposto que caso permanecesse ele iria faturar ainda uns dois títulos pela Scuderia Ferrari, porém como relatou tempos depois, deixou a Scuderia Ferrari para curtir o fogo e a paixão que na juventude nutriu pela vida e para não barrar a carreira daquele do qual acreditava ser uma jovem promessa do automobilismo brasileiro, assim seremos eternamente gratos.

O Grande Prêmio do Brasil de 2006 foi à décima oitava e última corrida de 2006 e já devidamente agendada a aposentadoria do alemão Michael Schumacher, heptacampeão da categoria, que ainda possuía chances matemáticas de conquistar o seu oitavo título, algo inédito na categoria, bem como ainda são alguns dos feitos do alemão até hoje.

Esta corrida esta marcada a ferro quente, incandescente, marmorizado em brasa pelas chamas de Orodruin¹ como o Grande Prêmio que me fez ver como Michael Schumacher era tão humano quanto qualquer um detrator dos feitos dele, uma pena só ter percebido isso em sua despedida, porém as vantagens de ter nascido na época certa e assim possuir sanidade mental para usar bem a internet, consegui recolocar o meu caráter em dia e reassistir os Grandes Prêmios que fizeram desse homem o maior vencedor até hoje da Fórmula 1.

Não obstante o brilhantismo do Heptacampeão, este post trataria da primeira vitória de um brasileiro em um Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 do qual eu tive a honra de assistir já assimilando o quão importante seria este feito, assim, temos o Grande Prêmio do Brasil de 2006, Fernando Alonso campeão de 2005 pela equipe Renault, o homem que tem o mérito de ter vencido o Michael Schumacher no auge e com adversários que sim valorizaram as temporadas de 2005 e 2006 e chegava a terra da garoa com uma larga vantagem sobre o alemão, já  Michael Schumacher, buscava o oitava título, necessitava ganhar e Alonso não pontuar, Massa poderia apenas fazer o papel de mero escudeiro, mas a Ferrari esqueceu o fato de ao farda-lo com as cores do nosso pais uma antiga maldição imposta por primitivos italianos comedores de canelones e torcedores do Juventus impediram que tal façanha alemã prosperasse na terra que tão bem recepcionou os antepassados destes italianos, enfim, Felipe Massa foi mais rápido conseguiu a pole, o que com certeza motivou a muitos a reprogramar o volume do molho de tomate da macarrona de domingo!

Mas eu só deveria escrever sobre a vitória do Felipe Massa?

É difícil dizer, basta saber, ou sabemos agora como nos contou a jornalista Juliana Cerasoli em recente entrevista Rob Smedley que neste Grande Prêmio foi solicitado a Felipe Massa que ao abrir larga vantagem sobre Michael Schumacher, Felipe Massa deveria reduzir a velocidade, não obstante, porém, todavia, entretanto quando se pede para um piloto reduzir o ritmo, é mesmo que ordenar para ele “vá cometa erros de uma lerda besta Voraz de Traal²” resumindo, após pedirem para o Felipe Massa reduzir a velocidade, esqueceram de pedir para Michael Schumacher não permitir que o seu pneu furasse, algo inaceitável para um pneu evangelizado do século XXI e que os demais pilotos a sua frente dessem passagem ao alemão, bem como, que Thor lançasse um raio sobre Alonso, o impedindo de vencer, como vemos, a Ferrari só analisou o quadro sem desacostar o nariz da tela, um feito muito comum entre os fãs da Fórmula 1, depois de verem que não adiantaria a lerdeza imposta ao Felipe Massa, bem como, isso poderia comprometer a corrida de Felipe Massa, decidiram autorizar algo novo na Fórmula 1, que Felipe acelerasse como se não houvesse amanhã, e houve, o que foi muito bom para os padrões jornalísticos esportivos brasileiro.

Como vimos e veremos, este Grande Prêmio, foi inesquecível, Felipe Massa venceu fácil, sem maiores dificuldades, sem deméritos, uma vez que Ayrton Senna, Emmerson Fitipaldi, José Carlos Pace Nelson Piquet e Rubens Barrichello já fizeram isso também ao vencer pelo Brasil na Fórmula 1 sem muito esforço, fazendo aquilo do qual nasceram para fazer, correr, acelerar, enfiar o pé…

Agora já Michael Schumacher, fez mais, foi jovem, foi experiente, foi humano, vai foi emocionante ver a sua despedida em nossa casa em uma corrida que ele deu de presente aos fãs aquilo que mais buscamos em uma corrida: ultrapassagens!

Ver Michael Schumacher insano, ultrapassando e buscando uma vitória que sabemos, seria impossível, foi lindo!

Largando apenas na décima posição, o que forçou um baita exercício mental, pois a referida posição e o nome de Michael Schumacher não eram comuns de serem pronunciada juntas, este saltou para quinto lugar em poucas voltas, mas acabou furando o pneu ateu quando ultrapassou o italiano Giancarlo Fisichella companheiro de Alonso e por favor não me venham como conspirações, pois estas tem prazo de validade de cinco anos, depois deste inesperado furo no pneu veio uma inesperada parada nos boxes o que colocou na última posição.

Assim, para o deleite dos fãs do automobilismo arte, o alemão teve que fazer uma corrida de recuperação, o que agradou e muito os tifosi, pois a frente uma Ferrari vencia, e lá atrás uma outra Ferrari dava sentido a toda paixão a Fórmula 1, uma vez que o Michael Schumacher “parecia brincar na pista usando o máximo da capacidade de sua Ferrari, após mais uma série de ultrapassagens, inclusive sobre Kimi Raikkonen nas voltas finais, ele terminou a prova numa surpreendente quarta colocação, ainda marcou a melhor volta da corrida e se despediu da Fórmula 1com mais um show de pilotagem.

Na terceira posição ficou o inglês Jenson (Deus) Button que largando no meio do grid também fez uma excelente prova, superando inclusive seu companheiro de equipe Rubens Barrichello que largou em quinto mas terminou apenas na sétima posição.

O resultado garantiu também o título de construtores para a escuderia Renault e a despedida de Alonso que na próxima temporada vai correr pela McLaren. ”³

Assim, post confuso, mais não é, separar a vitória de Felipe Massa, a conquista do bicampeonato por Fernando Alonso, a corrida de Michael Schumacher e por fim, uma lembrança de um Grande Prêmio que deu folego a presença e esperança do Brasil na Fórmula 1, causa reboliços em minha mente.

Como disse, este Grande Prêmio, acredito, apimentou ainda mais a minha paixão pela Fórmula 1, um vez que como dito acima, me fez pesquisar por corridas passadas, pois buscava nelas o mesmo Michael Schumacher que eu vi em Interlagos em 2006 e encontrei…

1 – No obra de J. R. R. Tolkien, Orodruin é um vulcão em Mordor, que é a região ocupada e controlada por Sauron, no sudeste do noroeste da Terra Média e ao leste do Anduin, o grande rio, era o destino da Sociedade do Anel (e mais tarde Frodo Baggins e Samwise Gamgee) na missão de destruir o Um Anel.

2 – O Guia do Mochileiro da Galaxia, define a Besta Voraz de Traal como: um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você – estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz

3 – Trecho extraído da Wikipedia, não tinha como definir melhor.

Rubens Gomes Passos Netto

“Netto”, popularmente conhecido entre os imigrantes Guaxupeanos que tocam a zueira no pequeno município de São Paulo, gosta de comprar livros e outras bugigangas que orbitam o universo da Fórmula 1, já semeava a discórdia ao aceitar o rótulo de “nerd”, quando em terras tropicais, tal rotulo era algo, um tanto quanto pejorativo aos descendentes de primatas residentes nas regiões montanhosas produtoras de café, o que julgava ser maravilhoso, ainda mais sendo um apaixonado pela Fórmula 1, fã da McLaren por paixão e pela Ferrari por criação, já que nasceu em uma família descente de italianos produtores de café e não fabricantes de macarrão, na sua pacata opinião a melhor temporada foi a 2008, já que por um infortúnio reprodutivo de seus pais não conseguiu assistir a temporada de 1986, admira e muito o Emerson Fittipaldi, tem como o carro dos sonhos o McLaren MP4/4 e sonha em um dia ou noite pilotar em Spa e provar que as teorias que não levam a humanidade a lugar algum dos quais ele defende são mais úteis que um relógio digital, salvo se for para comer um pastel de camarão acompanhado de um chopp escuro.