07 de novembro – Completamos 7 anos do BP em grande estilo – Dia 170 dos 365 dias mais importantes da história do automobilismo

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O Boletim do Paddock foi ao ar em 7 de novembro de 2010, criado pelo Rubens Passos (30) movido pela necessidade de conhecer outras pessoas que gostassem de automobilismo no geral, mas que também tivessem um amor incondicional pela Fórmula 1.

Diferente de muitos outros sites que tratam sobre a Fórmula 1 e carregam até mesmo o nome na sua concepção, o BP optou por não ter nenhum vínculo direto com a categoria, para não correr os riscos futuros de encontrar algum impedimento com os órgãos detentores dos direitos da imagem e do nome, no entanto a palavra Paddock já remete a todas as outras competições automobilísticas. Fora que o nome dado ao site pode ser falado e compreendido facilmente em outras línguas.

O BP foi crescendo a medida que o Rubens conhecia outras pessoas que também tinham a vontade de conversar sobre o assunto, mas que não encontravam um espaço para expor as suas ideias. O nosso editor chefe sempre teve um faro enorme para reconhecer novos talentos que pudessem agregar ao site, mas acima de tudo acabou criando uma família de amigos, que além de estarem presentes nessa busca pela especialização e aperfeiçoamento desta mídia, são amigos próximos e como dizem ”pau para toda obra”.

Eu conheci o Rubens pelo Twitter e acabou que depois de um tempo começamos a namorar e morar juntos e já fazem 5 anos ou seja eu participei de vários momentos do BP. Seria mais junto a construção de um diário para contar a nossa rotina e como lidamos com o site, mas nesse momento é essencial vocês saberem além das nossas vidas normais de estudo e trabalho comum, este site nunca ficou em segundo plano, nós sempre demos um jeito de conciliar ele com todas as outras coisas importantes que a gente tem no nosso dia-a-dia.

Nosso primeiro evento oficial dentro da Fórmula 1, aconteceu em 2015 no Autódromo de Interlagos, onde eu vivi uma das experiencias mais importantes da minha vida e que acabou contribuindo para a troca de profissão e no começo do ano seguinte, por fim me matriculei na faculdade de jornalismo. Não havia realizado isso antes, já que acabei ficando muito frustrada com a não necessidade de ser formada em jornalismo para exercer a profissão. Aprendi ao longo deste tempo que a formação é importante, mesmo que digam ao contrário. Depois que eu comecei a fazer o curso, melhorei a escrita e a forma de me comunicar, fora as dicas que acabei recebendo tanto de professores quanto de profissionais já consagrados neste mundo e tudo isso acabou moldando a pessoa que eu sou hoje. Encaro a universidade como o processo da entrada de uma pedra bruta que aos poucos vai sendo lapidada.

Os meus textos do começo, são impossíveis de ser comparados com os de hoje em dia e que ainda precisam ser melhorados de várias formas, mas aqueles lá do início condiziam com o meu nível e maturidade da época, mas já mostravam a minha vontade de não desistir dos meus sonhos e ir em busca do que eu queria.

De todos os anos em que eu assisti Fórmula 1, 2017 foi o ano mais intenso da minha vida. Desde a pré-temporada eu já busquei formas de ser melhor do que o ano anterior e acabei mudando pequenas coisas no meu dia-a-dia, para conseguir produzir alguma coisa para o site.

Para resumir este ano em uma palavra, eu usaria ”intenso” como uma boa definição. Eu deixei de marcar algumas coisas durante o final de semana, para assistir os treinos e as corridas, mas também programei as minhas sextas de forma que eu conseguisse conciliar a faculdade e o trabalho. Para mim as melhores corridas, foram as que aconteciam ou de madrugada ou que as atividades na pista eram iniciadas de manhã, já que a tarde no meu trabalho, não era possível fazer muita coisa e eu acabava perdendo as imagens do treino.

Das vezes que eu não pude assistir as transmissões e o aplicativo da Fórmula 1, acabou se tornando o meu melhor amigo e olha que eu aprendi a fazer uma leitura nele incrível e para escrever os textos eu fico mais de olho nele do que na própria televisão. As vezes o Rubens fica louco comigo, porque as coisas no app, são sinalizadas mais rápido do que a imagem que é transmitida pela emissora e eu acabo alertando ele do que vai acontecer, o atraso não é tão grande, mas é o suficiente para deixar ele doido.

Mudei o habito de escrever os textos pós corrida, por medo de dizer algo errado sobre o assunto e esperava textos de especialistas formados para publicar o que eu havia produzido e acabei percebendo que poucas vezes haviam convergências de informação, então agora ao mesmo tempo que estou assistindo os treinos e corrida, já vou aproveitando para fazer o texto e só os ajustes finais como fotos e links, ficam para o final.

Foram finais de semana doidos, onde eu dormi muito pouco e fui levada a exaustão da mente de uma forma que eu achava que não seria possível. Acabei chorando algumas vezes por medo de não dar conta e sobre o peso que eu sentia nas minhas costas, mesmo que não tivesse ninguém me forçando a fazer nada, mas não precisou de ninguém, eu sempre cobrei se algo acabasse ficando fora dos trilhos.

O processo de credenciamento para o Grande Prêmio do Brasil foi até meados de setembro e nós nos aventuramos em mandar o pedido, assim como em 2015 e 2016, mas no ano passado devido a alguns problemas com o servidor do site, não foi possível dar continuidade ao processo. Neste ano trabalhamos duro para aumentar os acessos e também o engajamento do público, fora a série dos 365 Dias mais Importantes do Automobilismo, idealizada pelo Fernando Campos, que foi uma das grandes contribuições para a aproximação dos leitores. O mais legal destes textos foi a oportunidade de várias pessoas escrevendo, com vários estilos e com isso mais leitores foram se aproximando.

boletimdopaddock.com.br/os-365-dias-mais-importantes-do-automobilismo/8376

Exatamente 7 anos depois da sua criação, o Boletim do Paddock recebeu mais uma vez a confirmação de viver a experiência dentro do Paddock do Grande Prêmio do Brasil e não tínhamos como receber notícia e presente tão gratificante como este, acaba sendo um símbolo da luta e contribuição de todos, porque somente desta forma foi possível mais uma vez chegar ao topo.

Este texto é de comemoração aos 7 anos de aniversário do Boletim do Paddock, mas acima de tudo um agradecimento para toda a equipe e leitores, porque somente com a presença de vocês este sonho pode se tornar possível. E assim como o surgimento da Williams, o BP teve um apoio enorme de outras pessoas que acreditaram no seu trabalho e no seu futuro.

Obrigada a todos.

Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele espertou em mim o interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Fiz da RBR minha casa e meu carro favorito é a Kinky Kylie.