Como Funcionam as Suspensões Eletrônicas? • BP • Boletim do Paddock

Como Funcionam as Suspensões Eletrônicas?

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A suspensão eletrônica é um componente integrante do sistema de estabilização automotiva de alguns carros, sendo responsável pela firmeza dos amortecedores. Essa “firmeza” é verificada através do seu coeficiente de amortecimento, e também pela altura da carroceria do carro, com a finalidade de mantê-lo nivelado.

Os tipos de suspensões se diferem quanto à forma de regulagem da altura do chassis para manter o nivelamento do automóvel. Essas suspensões podem ser do tipo ativa, semi-ativa/adaptativa entre outras.

Fonte: “FW14B”, mvleonardo’s Bucket.

Na suspensão semi-ativa ou adaptativa ocorre a variação do fator de amortecimento, ou seja, da rigidez da suspensão para que o veículo se adeque às irregularidades do solo ou à variações da dinâmica veicular, como por exemplo, acelerações, frenagens ou curvas. Essa regulagem da suspensão pode ser obtida de duas maneiras diferentes: através de um fluido magnético-reológico também chamado de fluído de viscosidade variável ou através de válvula solenoide.

Nas válvulas solenoides, o amortecimento é realizado através do fluxo hidráulico no interior do amortecedor que possibilita uma modificação do coeficiente de amortecimento. Conforme o impacto recebido, os caminhos do fluido dentro do amortecedor aumentam ou diminuem seu diâmetro, aumentando ou diminuindo a vazão do óleo do amortecedor conforme o pistão sobe ou desce.

Já nos fluídos de viscosidade variável, tem-se um fluído constituído de um óleo sintético com micropartículas (ferro) magnetizáveis em suspensão. Esse fluído apresenta viscosidade semelhante à de um lubrificante em condições normais, porém quando é atingido por um campo magnético se torna mais viscoso (quase sólido) de forma praticamente instantânea causando uma variação na suspensão e mantendo o nivelamento do automóvel.

Amortecedor Öhlins da Ducati Multistrada. Disponível em: Öhlins Mechatronics System

Já na suspensão ativa ocorre o nivelamento do veículo em ambos os eixos, independente da carga que ele suportará, além de compensar irregularidades (lombadas, valetas, etc) no solo ou variações das dinâmicas veiculares. Para esse nivelamento são usados sensores de altura e acelerômetros que tem a função de manter constante a distância entre os eixos e a carroceria e a distância longitudinal e lateral. Ao ocorrer qualquer discrepância dos valores são acionados compressores de ar ou uma bomba hidráulica, que regula o nivelamento adequando a pressão nas molas pneumáticas ou nos cilindros hidráulicos.

Suspensão Ativa da Mercedes Classe-S, com a tecnologia Magic Body Control. Fonte: Mercedes

Um dos comerciais que fez a tecnologia ficar famosa, foi o vídeo abaixo. A Mercedes utilizou galinhas para explicar o conceito de sua nova suspensão. Imagine o chassi do carro sendo a cabeça da penosa e as rodas como o corpo em si.

A Fórmula 1 foi uma das pioneiras a utilizar essa tecnologia. O carro da Williams FW14/FW14B de 1991 e a versão B de 1992 eram equipados com suspensão ativa, fazendo os outros carros do grid tradicional (Ferrari, McLaren, Benetton) parecerem verdadeiras carroças.

Em 1991 o carro só não levou o título por conta da ótima temporada que fazia Ayrton Senna, pilotando um carro visivelmente inferior ao da Williams. Em 1992 entretanto, a Williams-Renault se mostrou muito superior à McLaren-Honda de Senna, dando o título a Mansell. Desde então, devido a mudanças de regras da F1, as suspensões eletrônicas estão proibidas.

Williams FW14. Disponível em: Nigel Mansell Williams Fw14b

Fonte: Como Funcionam as Suspensões Eletrônicas? | Fórmula UFSCar Referência foto de capa: “FW14B”, mvleonardo’s Bucket.

Rubens Gomes Passos Netto

“Netto”, popularmente conhecido entre os imigrantes Guaxupeanos que tocam a zueira no pequeno município de São Paulo, gosta de comprar livros e outras bugigangas que orbitam o universo da Fórmula 1, já semeava a discórdia ao aceitar o rótulo de “nerd”, quando em terras tropicais, tal rotulo era algo, um tanto quanto pejorativo aos descendentes de primatas residentes nas regiões montanhosas produtoras de café, o que julgava ser maravilhoso, ainda mais sendo um apaixonado pela Fórmula 1, fã da McLaren por paixão e pela Ferrari por criação, já que nasceu em uma família descente de italianos produtores de café e não fabricantes de macarrão, na sua pacata opinião a melhor temporada foi a 2008, já que por um infortúnio reprodutivo de seus pais não conseguiu assistir a temporada de 1986, admira e muito o Emerson Fittipaldi, tem como o carro dos sonhos o McLaren MP4/4 e sonha em um dia ou noite pilotar em Spa e provar que as teorias que não levam a humanidade a lugar algum dos quais ele defende são mais úteis que um relógio digital, salvo se for para comer um pastel de camarão acompanhado de um chopp escuro.