Cobertura Stock Car etapa de Curitiba 2018 a vida é feita de oportunidades e admiração

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Stock Car é sem dúvida uma das categorias mais fascinante das américas, desde os seus primórdios com os Opalões até os presentes carros com estrutura tubular, o som, o cheiro e as sensações que realizam alterações nos nossos corações é de alterar os batimentos, incontestavelmente merece a nossa atenção, para vivermos essa e outras experiências eu e a nossa colunista Débora Santos Almeida nos deslocamos de São Paulo para cá em uma tarde em que as atenções estavam em um outro possível viajante da terra da garoa para Curitiba.

Nossa saída foi das mais tranquilas, estamos, porém, fazendo com o apoio de amigos, leitores e dos nossos colunistas, mudanças significativas e acima de tudo, aplicando em campo tudo que buscamos nos últimos anos.

Engraçado como a Etapa de Curitiba vem se tornando a nossa casa oficial na Stock Car, conversando com a Debora, tecemos uma tese que somos atraídos para bons ambientes, não só a corrida em si e o autódromo que tem uma estrutura magnifica, mas por sorte e para começo de tudo sempre encontramos os melhores motoristas de Uber que pela prosa nos trajetos aposto que são mineiros disfarçados (porque oh povo bom, guri), os restaurantes são “topzera” como diria minha amiga Ana Elisa Bacon, contudo o importante é como encontramos paulistanos que jamais iriamos encontrar na selva de concreto e durante as nossas conversas encontramos familiaridades que auxilia a fortalecer os laços de amizade, assim está sendo outro final de semana quente em Curitiba um clima agradável que atraía a muitos, não todos.

Tivemos uma manhã neste sábado diferente quando eu e a Débora já realizamos um sonho antigo que ficará marcado em nossa pele por toda vida, porém a pista, o cheiro da borracha, do combustível e outros aromas típicos de pista que foi devidamente preparada para recepcionar os visitantes faz com que tenhamos a certeza que seria um final de semana perfeito.

Após devidamente instalados na sala de imprensa, fomos a convite da Fernanda Gonçalves e da equipe Hot Car, do qual já fica desse já registrado a minha gratidão pela oportunidade, ter contato com a equipe dentro dos boxes em um dos momentos mais tensos que é o treino classificatório, te ajuda a moldar a sua percepção das coisas, que aprendizado meus amigos.

No box da equipe tivemos a oportunidade conhecer os pilotos, os mecânicos, as assessoras de imprensa, a equipe completa, todos são apaixonados pelo esporte, como a vida deles é feita de emoções dos quais poucos mortais podem compreender e assim merecem a nossa atenção e respeito, uma dica, não odeie uma equipe, piloto ou qualquer outro profissional, acredite, o que você odeia é vida deles, no sentido que é uma ofensa as forças naturais um ódio assim é mais impuro que você imagina, tudo isso que você assisti na TV não é só o trabalho deles, não passa nem um terço do que realmente é a vida deles, o que é de cada ser envolvido, o espirito deles esta em paz por trabalharem com o que amam.

Infelizmente uma rodada da pilota Bia Figueiredo no segundo grupo d Q1 traçou o destino do treino, uma pena para ela e para os demais pilotos como o Rafael Suzuki da Hot Car que vinha em voltas boas e constantes que lhe possibilitaria alcançar o Q2.

Agora um relato que mudou e muito o meu modo de ver corridas, pois vejam: a tensão da possibilidade do Guilherme Salas e ou do Rafael Suzuki irem ao Q2 era nítida nos boxes, assim, quando chegamos e foi feita as apresentações, clima de festa na cidade, dali fomos direcionados para a salinha Vip da equipe, chic não? Com os carros já posicionados fora dos boxes saímos da salinha e retornamos ao centro dos boxes, o clima já era outro, esperança e tensão faziam sala na equipe, Guilherme fez um bom tempo, porém aquele tempo que temos que torcer por ele e seu companheiro, Suzuki na pista, bons tempos, clima da equipe de euforia contida, Guilherme Salas ao meu lado concentrado, como a equipe respeita o espaço deles, Bia roda, bandeira vermelha, olhares trocados, os membros da equipe começam a se movimentar para que o carro de Suzuki tenha uma nova oportunidade, box fechado, carros aceleram, equipe em uma tensão de final de copa do mundo, nada acontece, pilotos não ousam, vários motivos, a equipe, clima de velório, você sente a mudança de clima o suor que estava em seu corpo pela tensão do qualy agora gela o seu corpo no calor curitibano no retorno a sala de imprensa, silencio, eu e a Débora com o mesmo sentimento de perda, olha que éramos convidados, após esta oportunidade amigos da equipe e seus membros.

Ano passado éramos turistas, caipiras sem jeito dentro da Nasa, hoje já sabemos como agir, a Débora da um banho de conduta profissional, eu ainda sou o moleque que desmontava o motor do Gol BX do pai, quero por a mão em tudo, cutucar peças, puxar alavancas e girar o que não se deve, ainda vemos conhecidos, trabalhando ou só de boa como convidado de uma equipe ou piloto, porém o clima muda a cada instante, já estamos no Q3, Max Wilson abre com uma volta sensacional digna da sua grandeza, ainda tenho comigo um carinho por ele, a entrevista dele ao BP foi na verdade uma aula, do qual ainda tenho muito a aprender, porém na volta seguinte, um dragão assume, me emociona ver o Rubinho correr, ter o mesmo nome que ele me fez gostar ainda mais de Fórmula 1 e assim de corridas, hoje as piadas que me eram direcionadas me ajudaram a entender melhor como esse mundo devorador de pessoas funciona.

A sala de imprensa fica em silêncio, Rubinho virando centésimos abaixo de Max Wilson, torcida minha dividida, todos ficam espantados, “da onde ele esta tirando este tempo” todos se perguntam, Rubinho é o melhor que podemos esperar de um piloto, jamais deixem que essa afirmação seja contestada.

Pole de Rubinho, os carros retornam nos boxes, imagens de Di Grassi cumprimentando o Rubinho, coisa linda, dos contras e a favores do Lucas uma coisa é certa, ele é um cara de destaque, merece ser respeitado.

Pelos pilotos da equipe Hot Car desejos sorte, que a corrida seja tão boa quanto a recepção que tivemos pela equipe, aos demais pilotos, sorte e que a corrida seja uma recompensa pelo trabalho e esforço de todos, aos profissionais de imprensa aqui presentes, vamos aproveitar e incentivar as categorias que estão em pista neste final semana.

Rubens Gomes Passos Netto

“Netto”, popularmente conhecido entre os imigrantes Guaxupeanos que tocam a zueira no pequeno município de São Paulo, gosta de comprar livros e outras bugigangas que orbitam o universo da Fórmula 1, já semeava a discórdia ao aceitar o rótulo de “nerd”, quando em terras tropicais, tal rotulo era algo, um tanto quanto pejorativo aos descendentes de primatas residentes nas regiões montanhosas produtoras de café, o que julgava ser maravilhoso, ainda mais sendo um apaixonado pela Fórmula 1, fã da McLaren por paixão e pela Ferrari por criação, já que nasceu em uma família descente de italianos produtores de café e não fabricantes de macarrão, na sua pacata opinião a melhor temporada foi a 2008, já que por um infortúnio reprodutivo de seus pais não conseguiu assistir a temporada de 1986, admira e muito o Emerson Fittipaldi, tem como o carro dos sonhos o McLaren MP4/4 e sonha em um dia ou noite pilotar em Spa e provar que as teorias que não levam a humanidade a lugar algum dos quais ele defende são mais úteis que um relógio digital, salvo se for para comer um pastel de camarão acompanhado de um chopp escuro.

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