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Carlos Sainz conquista primeiro pódio com Williams: “Não consigo descrever o quão feliz estou”

Aproveitando oportunidade que surgiu na classificação em Baku, Sainz garante pódio para Williams depois de período marcado por muita dificuldade desde sua estreia

Carlos Sainz conquistou o seu primeiro pódio com a Williams em Baku neste domingo (21), um resultado que parecia improvável no início do evento.

O espanhol deixou a Ferrari no final do ano passado para defender a Williams, após lidar com muita especulação sobre o seu futuro. Mesmo munido por muita experiência com a Toro Rosso, Renault, McLaren e sua época na equipe italiana, Sainz vem enfrentando dificuldade em decorrência daquela famosa: adaptação.

James Vowles, chefe de equipe da Williams, sempre deixou claro que essa escolha era certeira, mesmo que demorasse um pouco para o espanhol se habituar ao carro e o motor da Mercedes. Depois de muito tempo sendo a casa de pilotos novatos ou pagantes, o time de Grove fez uma ótima escolha ao dar preferência por uma dupla de pilotos experientes.

O espanhol, porém, deu a volta por cima em grande estilo: após garantir o segundo melhor tempo em uma classificação caótica, sustentou-se no top-3 ao longo das 51 voltas da corrida, sendo superado apenas por George Russell, da Mercedes, que assumiu a segunda posição em jogo estratégico.

“Sinceramente, não consigo descrever o quão feliz estou ou o quão bem isso me fez”, disse Sainz após a corrida. “O sabor é ainda melhor do que o meu primeiro pódio. Temos lutado muito o ano todo e, finalmente, hoje, provamos isso quando encontramos velocidade. Tivemos isso o ano todo e, quando tudo se encaixa, podemos fazer coisas incríveis juntos.”

“Nós acertamos na corrida – não cometemos nenhum erro, e conseguimos vencer muitos carros que, ontem, eu não esperava vencer.”

Celebração dos mecânicos da Williams após Sainz cruzar a linha de chegada ocupando a terceira posição – Foto: Williams – divulgação

Sainz estava desde a Áustria sem pontuar por conta de problemas técnicos e colisões na pista; enquanto Albon tem sido mais regular, além de ter conseguido aproveitar o carro quando o rendimento era mais positivo.

Estou extremamente orgulhoso de todos na Williams por superarem um ano muito difícil. Demonstramos a todos o enorme passo que demos em relação ao ano passado. Estamos crescendo, estamos na direção certa.”

“Infelizmente, comigo, tivemos muito azar, muitos incidentes, e foi muito difícil converter todo aquele ritmo em resultados. Mas agora entendo por que tudo aconteceu, porque o primeiro pódio precisava vir assim, e é a vida. A vida às vezes nos traz esses momentos ruins para nos dar um momento muito bom, e isso tem um sabor muito melhor do que qualquer coisa que eu esperava.”

“Uma lição de vida: continuar acreditando, continuar confiando na equipe ao seu redor, nos seus procedimentos e em tudo ao seu redor, porque, mais cedo ou mais tarde, sempre vale a pena.”

Com o resultado a Williams retorna ao pódio, o último aconteceu em 2021, quando George Russell ainda estava na equipe, durante o GP da Bélgica.

Muitos que começaram a acompanhar a Fórmula 1 nos últimos anos podem não se lembrar que a equipe de Grove já foi muito vitoriosa no passado, somando mais de 300 pódios, 114 vitórias e 128 poles. O time tem batalhado muito para ganhar o pelotão e recuperar esse DNA de campeã.

O Azerbaijão marca um retorno da Williams ao pódio, pista que o time também conquistou um terceiro lugar com Lance Stroll em 2017.

“O resultado é fantástico. Tive a sorte de conquistar alguns pódios na minha carreira, mas este é um que lembrarei para sempre”, comentou James Vowles, responsável por uma mudança grandiosa na Williams.

“Conquistamos isso juntos como um time — um time que, nos últimos anos, esteve na retaguarda, lutando apenas para sobreviver, e agora lutou para voltar a essa posição.”

“Carlos fez uma corrida fenomenal — uma pilotagem excepcional do início ao fim, uma alegria de assistir. Dava para ver e ouvir o quanto isso significava para ele. Acredito em momentos positivos, e isso dá ao Carlos uma base real para construir.”

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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