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Cancelamentos reduzem calendário da F1 e equipes passam a operar com mais margem

Equipes mantêm teto orçamentário baseado em 24 corridas, mesmo com redução do calendário e risco de novos cancelamentos

As equipes de Fórmula 1 vão operar “com folga” durante a temporada 2026, por conta o cancelamento de algumas corridas. Inicialmente o calendário era composto por 24 provas, que se tornaram 22 – no entanto, mas mudanças podem acontecer até o final do campeonato.

Em decorrência do conflito que tem se desenvolvido no Oriente Médio, a Fórmula 1 precisou cancelar as corridas do Bahrein e Arábia Saudita. Inicialmente a categoria buscou formas de substituir essas provas, propondo a realização de eventos em Ímola ou em Portugal. A categoria também cogitou substituir alguma das corridas canceladas por uma nova prova no Japão, mas no circuito de Fuji, no entanto, por várias questões logísticas e da viabilidade da realização das etapas, elas não passaram.

A F1 opera em risco de novos cancelamentos, pelo desenvolvimento do que tem acontecido no Oriente Médio. As provas no Azerbaijão, Catar e Abu Dhabi também podem deixar o calendário, dependendo do avançar da guerra. Atualmente os times de Fórmula 1 estão trabalhando com a realização de 22 corridas, da forma mais otimista.

No entanto, por um lado, as equipes vão continuar operando o campeonato sob o valor do teto orçamentário definido para o campeonato – com 24 corridas. O regulamento especificou que o limite é de US$ 215 milhões para as equipes e se aplica para “24 Grandes Prêmios ou menos”.

A única alteração aconteceria caso eventos fossem adicionados, às 24 etapas originalmente programadas. A categoria previa um aumento de US$ 1,8 milhões para cada corrida adicional.

O mesmo também é valido para os fabricantes de unidades de potência que são regidos por um outro teto orçamentário, o fixo permanece em US$ 130 milhões.

Após o cancelamento dessas corridas, as equipes conseguem operar com um pouco mais de folga, assim como os fabricantes de motores. Em teoria, aqueles que estão enfrentando mais dificuldade podem se beneficiar dessa mudança no calendário e no gerenciamento dos seus gastos, com menos corridas no calendário.

Porém, sabemos que apesar do teto orçamentário definido, nem todas as equipes atingem o valor definido para o campeonato, algumas operam bem abaixo dele. Mas não deixa de ser uma economia, pensar em menos provas, produção de peças e até mesmo o gerenciamento de quantos motores usar ao longo do campeonato.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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