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Cadillac dá o troco e lidera as 6 Horas de São Paulo após punição dramática

Porsche sai na frente, mas norte-americanos recuperam a ponta com Alex Lynn; Barrichello brilha em casa após susto no início com toque entre parceiros e Farfus

O ronco dos motores tomou conta de Interlagos logo no fim da manhã deste domingo (13), mas quem esperava um roteiro previsível no retorno do WEC ao Brasil se surpreendeu desde os primeiros metros. Na largada das Rolex 6 Horas de São Paulo, o Porsche #5 mergulhou com ousadia na Laranjinha e deixou o Cadillac #12 para trás — uma ultrapassagem de respeito sobre o pole position da Hypercar.

Só que, como dizem por aí, a pista cobra. E não demorou. Uma infração técnica na calibragem dos pneus obrigou o Cadillac da equipe JOTA a um doloroso drive-through. Parecia que o dia tinha virado pesadelo — mas bastou o relógio girar um pouco mais para que o trio Alex Lynn, Norman Nato e Will Stevens começasse uma recuperação digna de roteiro hollywoodiano. No terceiro stint, Lynn recuperou a liderança com autoridade, deixando para trás ninguém menos que Jenson Button, no Cadillac #38, e Michael Christensen, do Porsche Penske #5.

A corrida não economizou em emoção nem na LMGT3. Eduardo Barrichello, que cravou a pole no sábado e sonhava alto diante da torcida brasileira, viu o companheiro de Aston Martin, Anthony McIntosh, rodar na Descida do Lago após toque com o BMW de Augusto Farfus. Era o tipo de incidente que frustra até o mais otimista dos fãs. Mas Eduardo não decepcionou: com pilotagem firme e ultrapassagens cirúrgicas, subiu de 12º para um sólido 4º lugar — empurrado, claro, por aplausos de um autódromo que conhece bem seu sobrenome.

Enquanto isso, os Lexus da Akkodis ASP Team mostraram força avassaladora, dominando os dois primeiros postos da LMGT3. Mas o destaque foi mesmo o Porsche 911 #85 das Iron Dames. Celia Martin, Rahel Frey e Michelle Gatting colocaram o trio só de mulheres no pódio provisório da categoria, numa atuação tão veloz quanto simbólica.

Festa na arquibancada — e na pista

Mas não foram só os carros que emocionaram. Antes da largada, Interlagos virou um espetáculo à parte. A cerimônia de abertura teve direito a carnaval fora de época com o bloco Ritaleena, alunos da Escola de Dança do Theatro Municipal representando planetas e estrelas, e até uma trupe de pernaltas, a Baião de Dois, que desfilou pelo asfalto como se fosse a Sapucaí. Luciana Mello cantou o Hino Nacional com emoção à flor da pele, e quem deu a largada foi ninguém menos que Rubens Barrichello — ex-Fórmula 1, ídolo local e pai de Eduardo.

Para quem esteve nas arquibancadas, foi mais que uma corrida. Foi reencontro. O WEC voltou a São Paulo com tudo que o fã brasileiro mais gosta: emoção em alta rotação, clima de festa, e aquela pitada de orgulho ao ver seus nomes brilharem na pista.

Top 5 – Hypercar (após 3 horas):

  1. Cadillac #12 – Alex Lynn / Norman Nato / Will Stevens
  2. Cadillac #38 – Earl Bamber / Sebastien Bourdais / Jenson Button
  3. Porsche #5 – Michael Christensen / Julien Andlauer
  4. Peugeot #94 – Loic Duval / Malthe Jakobsen
  5. Porsche #6 – Kevin Estre / Laurens Vanthoor

Top 5 – LMGT3 (após 3 horas):

  1. Lexus #87 – López / Schmid / Umbrarescu
  2. Lexus #78 – Robin / Nakayama / Gehrsitz
  3. Porsche #85 (Iron Dames) – Martin / Frey / Gatting
  4. Aston Martin #10 – Eduardo Barrichello / McIntosh / Hasse-Clot
  5. Aston Martin #81 – Andrade / Eastwood / Van Rumpuy

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Rubens Gomes Passos Netto

Editor chefe do Boletim do Paddock, me interessei por automobilismo cedo e ao criar este site meu compromisso foi abordar diversas categorias, resgatando a visão nerd que tanto gosto. Como amante de podcasts e audiolivros, passei a comandar o BPCast desde 2017, dando uma visão diferente e não ficando na superfície dos acontecimentos no mundo da velocidade. Nas horas vagas gosto de assistir a filmes e séries de ação, ficção científica e comédia. Atuando como advogado, também gosto de fazer análises e me aprofundar na parte técnica.

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