BP BEATS – O Som da Velocidade Alemã

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A Alemanha tem um papel essencial na história do automobilismo mundial. Seja pela sua tecnologia na construção de carros, seja por suas pistas ou até mesmo por seus pilotos de alto gabarito.

Uma das primeiras corridas oficiais que se tem registro, foi no circuito de Avus (Automobil-Verkehrs und Übungs-Strasse, traduzindo, Estrada para Condução de Automóveis e Treinamentos) em 1926. Um circuito estranho para a prática de corridas, pois não passava de duas retas paralelas com dois grampos ao final das mesmas. É uma pista ótima para testes e para campeonatos de arrancada.

Mesmo com poucas curvas, a corrida em questão levou o piloto Adolf Rosenberg a perder o controle saindo da pista e matando 3 comissários. Rosenberg além de piloto, foi um homem de negócios e entre outras artes, ajudou a fundar a Porsche.

Uma pista que dificilmente voltará para grandes disputas hoje em dia, mas Avus voltou depois de ficar fora do circuito de grandes corridas em 1959, já com o estabelecimento da Fórmula 1. Mas isso não quer dizer que a Alemanha freou seu desenvolvimento ou suas corridas. No ano seguinte, Nurburgring estreava com seus 27Km de distância. Nurburgring é o único circuito a sediar três GPs distintos: a casa do GP da Alemanha também já recebeu o GP da Europa algumas vezes e, em 97 e 98, foi a sede do GP de Luxemburgo.

Uma era clássica assim como a arte da música. Um dos caras mais influentes dessa arte foi Wolfgang Amadeus Mozart… Mas pô! Ele não era Austríaco? Há quem diga que a Áustria é uma extensão da Alemanha. Tanto que a história da Áustria se confunde com a cultura alemã, principalmente após a queda do Império Austro-Húngaro em 1918, sendo anexada politicamente ao que foi chamado de Grande Alemanha. Mas isso tudo só tem o objetivo de colocar aqui um link para um alemão que não só homenageou Wolfgang, mas também nos trouxe um som muito lôco em 1985. O nome dele era Falco.

Putz… Falco também era austríaco… bom… tá valendo. Afinal, o pessoal do Kraftwerk também fazia um som loco, e era bem alemão, sente só o nome da canção:

A Alemanha também é a casa da Mercedes. Hoje uma grande potência na Fórmula 1, a Mercedes foi criada em 1871 como Benz & Cia, em 1890 Daimler-Motoren-Gesellschaft e finalmente em 1924 como Mercedes-Benz.

A Mercedes é a montadora mais antiga da Alemanha, com grande expressão não só por lá como no mundo inteiro, sendo objeto de desejo com até mesmo gente famosa pedindo um exemplar para Deus.

Está certo que alguns dirigem Porsches…

A Porsche foi fundada na Áustria, mas hoje tem sede em Stuttgard na Alemanha e foi criada por Ferdinand Porsche e seu filho Ferry em 1931. Um cara bem legal contou a história do seu Ferdinand aqui no BP: 03 de setembro aniversario de Ferdinand Porsche. Ferdinand já havia trabalhado junto com a Volkwagen, outra empresa automotiva alemã de grandes proporções e que dispensa apresentações até por um dos seus modelos mais icônicos que virou tema de filme. Um tal de Herbie.

A Porsche teve grande participação em provas de longa duração, hoje no conhecido WEC. Essas provas duravam tanto que dava para ouvir quase duas músicas dos alemães dos Scorpions.

Essas máquinas maravilhosas rodavam em competições pela Alemanha, Áustria e o Mundo, mas no mundo da Fórmula 1, demorou 5 temporadas para que uma representante alemã vencesse uma corrida em seu território. A Mercedes venceu em Nurburgring em 1954 com o mito argentino Juan Manuel Fangio, que também foi, junto com a Mercedes, campeão da temporada em 1955.

Uma terceira pista surgia para nossa alegria: Hockenheimring estreava na Fórmula 1 em 1970, mas o GP não foi vencido por um alemão e sim por um austríaco chamado Jochen Rindt que, por acaso, venceria aquele campeonato em 1970 e sinistramente faleceria após um acidente na parabólica de Monza no GP da Itália, tendo sido campeão póstumo da temporada. Um texto exclusivo do GP da Alemanha 1970 pode ser conferido aqui no BP escrito por nosso colunista Cristiano Seixas na série 365 Dias 02 de agosto de 1970 na estreia de Hockenheim a ultima vitoria de Jochen-Rind.

O território alemão também foi palco de uma das tragédias mais conhecidas da história da Fórmula 1. Nurburgring viu a vitória do boêmio James Hunt e o acidente que quase levou à morte o austríaco Niki Lauda muito bem relatado no blockbuster Hush com o Barão Zemo fazendo o papel de Lauda e o Deus do Trovão Thor fazendo o papel de Hunt. O asgardiano Rubens GP Neto explicou em detalhes aqui no dia 72 da série 365 Dias 01º de agosto de 1976 James Hunt vence a corrida e Niki Lauda vence a luta pela vida. Mas em 1977 Niki estava lá novamente descendo o cacete no acelerador e levando o GP.

Quem também bebeu da mitologia nórdica foi o Led Zeppelin, e quando Robert Plant canta “We come from the land of the ice and snow /From the midnight sun where the hot springs flow /Hammer of the gods will drive our ships to new land /To fight the hordes and sing, and cry /Valhalla, I am coming“, todos nos tornamos imigrantes num barco no meio do Mar do Norte:

Demorou um grande tempo para um novo representante Alemão/Austríaco vencer por lá. Em Hockenheimring, Gerhard Berger levou a melhor pela Ferrari em 1994. Finalmente um alemão venceria na sua terra natal. Um tal Michael Schumacher repetiu o feito em 1995 em também em 2002, 2004 e 2006. Outro membro do Clã Schummy, possuidor da metade do talento do seu irmão mais velho, levou o GP nessa mesma pista, Ralf Schumacher em 2001 (Entendeu o trocadilho infame? Diga nos comentários quem você acha que soltou essa pérola).

Dessa nossa atual safra com muitos alemães no grid da Fórmula 1, apenas Sebastian Vettel (Nurburgring 2013) e, o agora aposentado, Nico Rosberg (Hockenheimring 2014) venceram em solos alemães. Nico levou a Mercedes ao lugar mais alto em sua terra pela primeira vez desde 1954 como dissemos mais acima. Em 1960 a Porsche venceu com Jo Bonnier e depois disso nada mais, até porque a presença de equipes alemãs foram escassas nessas últimas décadas.

Não só de Fórmula 1 se vive a Alemanha. O DTM (Deutsche Tourenwagen Masters) é o maior campeonato de carros de turismo do mundo em se tratando de tecnologia. É composto por 3 montadoras alemãs: A Mercedes, a Audi e a BMW. A categoria existe desde 2000, mas alguns não-alemães já venceram o campeonato, como o francês Laurent Aiello em 2002 pela Audi, o sueco Mattias Ekstrom também pela Audi em 2004 e 2007, o escocês Paul Di Resta em 2010 pela Mercedes e o canadense Bruno Spengler pela BMW. Augusto Farfus foi o melhor brasileiro no campeonato tendo terminado em terceiro em 2013.

E já que saímos da Fórmula 1, fiquemos com esse clipe automotivo da banda punk alemã Die Toten Hosen:

lll Brasileiros

A Alemanha também foi palco de um grande clássico semi-musical. O pesado filme Christiane F. conta uma história baseada em fatos reais ocorridos no final dos anos 70, após Christiane Vera Felscherinow experimentar haxixe aos 12 anos de idade. Em 1975 frequentava a Sound, considerada a danceteria mais lôca da Europa situada em Berlim. Mas foi em um show de David Bowie, que morou por lá naquela época que experimentou Heroína pela primeira vez.

O primeiro brasileiro a vencer na terra da Cristiane F. foi Nelson Piquet em 1981 Hockenheimring. Ano este que levou seu primeiro título na categoria. Coincidentemente, seu filho Nelsinho Piquet, nasceu na Alemanha em 1985. E agora temos que fazer uma pausa, porque o Shi do 80 Watts não nos perdoaria se não colocássemos um clássico do intercâmbio Brasil-Alemanha nos anos 80.

Na segunda metade dos anos 1980, os pilotos brasileiros dominaram Hockenheimring. 1986 e 1987 Nelson Piquet repetiu a dose e em 1988, 1989 e 1990 Ayrton Senna abiscoitou o GP. O próximo e último brasileiro a vencer o nessa pista foi Rubens Barrichello em 2000.

E fechando esse BPBeats, agradecemos imensamente à Fórmula 1 nos ter dado 3 corridas em sequência no período de Copa do Mundo. E como o lançamento dessa edição se dá no domingo da final da Copa, adequadamente colocamos uma apresentação dos alemães do Rammstein na Rússia.

#BPBeats é uma produção da dupla que não é sertaneja, contudo é a prova que panela velha faz comida boa sim, Carlos Eduardo Valesi do qual já era residente fixo do BP em conjunto com Ricardo Bunnyman peça única da podosfera tupiniquim que foi recentemente adquirido em um leilão beneficente e por uma força do destino do qual nem os búzios, nem os zodíacos e muito menos os físicos teóricos da Magrathea poderiam prever que o encontro desses dois surgiria uma série tão empolgante e digna das melhores revistas do ramo musical tal qual como Rolling Stones e da saudosa MTV, apreciem sem moderação.

BP Beats

Depois de um bate papo no happy hour do BP, entre uma brincadeira e outra surgiu a ideia de uma nova atração no site que é essa que o Amigo Cabeça de Gasolina está pondo os olhos agora: O BP Beats tem como ideia fazer algum tipo de sintonia com o automobilismo e sua provável trilha sonora, sob a batuta de Carlos Eduardo Valesi e Ricardo Bunnyman você irá serpentear pelo universo do automobilismo com rápidas paradas nos mundos colonizados por músicos e suas obras!!!