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Bernie Collins alerta Aston Martin contra nova mudança na liderança: “não é a maneira de lidar com os problemas”

Rumores envolvendo Jonathan Wheatley e Adrian Newey acendem alerta sobre futuro da Aston Martin. Ex-chefe de estratégia da equipe alerta sobre novas alterações na equipe no cenário enfrentado pelo time atualmente

A Aston Martin vive um momento delicado na temporada 2026 da Fórmula 1, tanto dentro quanto fora das pistas. Em meio a um início de campeonato abaixo das expectativas, a equipe de Silverstone também enfrenta incertezas em sua estrutura de liderança — um cenário que tem gerado preocupação no paddock.

Após duas etapas consecutivas largando no fim do grid, na China e no Japão, o desempenho do carro evidencia limitações significativas. Além da falta de competitividade, a nova unidade de potência da Honda tem sido alvo de críticas internas devido a vibrações intensas, que chegaram a levantar preocupações até mesmo com a segurança dos pilotos.

Atualmente, Adrian Newey ocupa um papel de liderança na equipe, mas rumores recentes apontam para uma possível reestruturação. O nome de Jonathan Wheatley, que deixou recentemente a Audi, surge como um candidato para assumir uma posição de comando, o que poderia permitir que Newey se concentre exclusivamente no desenvolvimento técnico do carro.

Apesar das especulações, a ex-chefe de estratégia da equipe, Bernie Collins, fez um alerta importante: novas mudanças na liderança podem agravar ainda mais a instabilidade da Aston Martin. Segundo ela, a equipe já passou por diversas trocas recentes no comando, incluindo nomes como Otmar Szafnauer, Mike Krack e Andy Cowell.

“É um nome que tem sido mencionado em relação à equipe Aston Martin, e ele potencialmente se encaixaria bem”, disse Collins à Sky Sports F1.

“Neste momento, todos estão negando os rumores, como sempre farão. Não sabemos o motivo da sua saída da Audi, pelo menos por enquanto, mas isso acontece muito cedo na temporada, numa equipe nova.”

Antes mesmo da Audi confirmar a saída repentina de Wheatley, alguns rumores envolvendo a Aston Martin já apontavam que Adrian Newey deixaria o posto de chefe de equipe, para cuidar dos detalhes técnicos do carro.

A combinação de gerenciar o time, suas atividades diárias e ainda acompanhar a parte técnica de desenvolvimento do carro, são tarefas muito árduas, principalmente para um carro que não nasceu bem, mesmo diante de todos os recursos.

Quando Adrian Newey se ausentou do GP da China, os rumores se intensificaram. No entanto, o time reafirmou o compromisso de Adrian e ainda reiterou afirmando que ele não estaria presente em todas as corridas, por realmente precisar dar atenção para parte técnica, mas isso em nada afetava a sua atuação como chefe de equipe.

Lawrence Stroll também reforçou o vínculo que Newey tem com o time e a confiança depositada no projetista.

No entanto, as trocas constantes de liderança na Aston Martin chamam a atenção, assim como todas aquelas que aconteceram na Alpine e o quanto isso tudo pode comprometer o desenvolvimento de uma equipe.

Para Collins, o momento exige justamente o oposto: continuidade e clareza estratégica. A especialista destacou que a equipe precisa definir prioridades — seja no desenvolvimento do motor ou do chassi — e estabelecer um plano consistente para evoluir ao longo da temporada.

“No caso da Aston Martin, houve muitas mudanças na cúpula nos últimos anos, e essa não é a melhor maneira de lidar com os problemas que eles estão enfrentando com a Honda”, disse ela.

“Eles precisam de um pouco de estabilidade. Precisam de uma direção clara sobre o que vão melhorar e como, onde vão investir o dinheiro para que o carro progrida.”

“Qual será o fator determinante, o desenvolvimento do motor ou o desenvolvimento do chassi? Para onde isso vai nos levar?”

“Portanto, eles precisam de uma orientação clara sobre isso. Independentemente de quem seja, não tenho certeza se mudar as pessoas no topo é bom para a estabilidade neste momento.”

A indefinição sobre os rumos técnicos e administrativos levanta dúvidas sobre a capacidade da Aston Martin de reagir no curto prazo. Em um cenário de mudanças regulatórias e forte concorrência, encontrar estabilidade é tão crucial quanto ganhar desempenho na pista, depois de todo o investimento que foi realizado em múltiplas áreas da equipe britânica.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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