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Ayrton Senna: quanto ganhava o tricampeão da Fórmula 1 e qual era sua fortuna

Às vésperas do aniversário de 66 anos do ídolo brasileiro, relembre os salários milionários e os contratos que consolidaram a fortuna do piloto na Fórmula 1

A história do automobilismo mundial guarda poucos nomes capazes de atravessar gerações com a mesma reverência dedicada a Ayrton Senna. Um dos maiores símbolos do esporte brasileiro, o tricampeão mundial completaria 66 anos no próximo dia 21 de março. Mais do que vitórias memoráveis e performances lendárias nas pistas, Senna também construiu, ao longo da carreira, uma trajetória financeira impressionante para os padrões de sua época.

De acordo com o jornalista britânico Tom Rubython, autor da biografia The Life of Senna (“A Vida de Senna”), o piloto possuía um patrimônio superior a US$ 400 milhões no momento de sua morte, em 1994. Atualizado pela inflação, esse valor corresponderia hoje a aproximadamente US$ 870 milhões — cerca de R$ 4,55 bilhões.

A fortuna foi construída a partir de diferentes fontes: salários nas equipes da Formula One, bônus por desempenho, investimentos empresariais e contratos publicitários firmados ao longo de sua carreira meteórica.

Os primeiros contratos milionários

Há cerca de uma década, veio a público o último contrato de Senna com a Lotus, revelando detalhes curiosos de sua remuneração ainda no início da trajetória na elite do automobilismo. Pelo acordo firmado para a temporada de 1987, o brasileiro recebeu um salário de US$ 1,5 milhão.

O documento também previa incentivos por desempenho. A cada ponto conquistado no campeonato, Senna recebia US$ 4 mil adicionais. Como somou 57 pontos naquele ano, o bônus total chegou a US$ 228 mil. Caso conquistasse o título, o contrato ainda estabelecia um prêmio extra de US$ 250 mil.

Um milhão de dólares por corrida

Em 1993, já consagrado como tricampeão mundial, Senna viveu uma situação incomum na carreira. Sem chegar a um acordo definitivo com a McLaren para disputar toda a temporada, o piloto optou por firmar contratos corrida a corrida.

Segundo o então diretor de operações da equipe, Martin Whitmarsh, o brasileiro recebia cerca de US$ 1 milhão por Grand Prix — uma quantia considerada extraordinária para os padrões da época.

O contrato milionário com a Williams

O último acordo da carreira de Senna foi assinado com a Williams para a temporada de 1994. O contrato previa uma remuneração anual de aproximadamente US$ 20 milhões.

Atualizado para valores de 2026, esse montante corresponderia a cerca de US$ 44 milhões, algo em torno de R$ 228 milhões. Na prática, a cifra representaria um ganho próximo de R$ 14 milhões por corrida, ilustrando o valor extraordinário que o talento de Senna já possuía no auge da Fórmula 1.

Mesmo décadas após sua morte, o legado esportivo e financeiro do tricampeão permanece como um dos capítulos mais marcantes da história da categoria.


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Rubens Gomes Passos Netto

Editor chefe do Boletim do Paddock, me interessei por automobilismo cedo e ao criar este site meu compromisso foi abordar diversas categorias, resgatando a visão nerd que tanto gosto. Como amante de podcasts e audiolivros, passei a comandar o BPCast desde 2017, dando uma visão diferente e não ficando na superfície dos acontecimentos no mundo da velocidade. Nas horas vagas gosto de assistir a filmes e séries de ação, ficção científica e comédia. Atuando como advogado, também gosto de fazer análises e me aprofundar na parte técnica.

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