A Fórmula 1 ganha novos contornos no mercado norte-americano. Em um movimento que redesenha o mapa das transmissões esportivas, Apple e Netflix anunciaram um acordo para compartilhar conteúdos ligados à principal categoria do automobilismo mundial.
A parceria estabelece a transmissão simultânea do Grande Prêmio do Canadá para o público dos Estados Unidos, entre os dias 22 e 24 de maio, além da exibição conjunta da oitava temporada da série documental Drive to Survive.
O novo ciclo da produção estreou na Apple TV na sexta-feira (27), mesma data em que ficou disponível aos assinantes da Netflix, simbolizando a convergência inédita entre as duas gigantes do streaming.
Eddy Cue, vice-presidente sênior de serviços da Apple, destacou a relevância do acordo e reconheceu o papel desempenhado pela Netflix na expansão da modalidade. Segundo ele, a plataforma foi fundamental para o crescimento da Fórmula 1 desde o lançamento de Drive to Survive, e a iniciativa atual amplia o acesso do público tanto de novos fãs quanto daqueles já cativos aos conteúdos da categoria.
Estratégia e integração
Para a Apple, o acordo representa mais do que transmissão esportiva: trata-se de integrar corridas e conteúdos relacionados em seu ecossistema digital, conectando-os a aplicativos como Apple News, Apple Maps e Apple Music.
Já para a Netflix, a exibição ao vivo do GP do Canadá nos Estados Unidos reforça sua estratégia de expansão em eventos esportivos transmitidos em tempo real, consolidando um novo posicionamento dentro do mercado de entretenimento.
Expansão do alcance
A iniciativa com a Netflix não é isolada. A Apple também firmou acordos com outras empresas para ampliar a distribuição das corridas. A IMAX exibirá algumas provas de forma simultânea em suas salas, enquanto a Tubi, pertencente à Fox Corporation, oferecerá transmissões alternativas.
O movimento ocorre após a Apple assegurar, no final de 2025, os direitos exclusivos de transmissão da Fórmula 1 nos Estados Unidos, em contrato estimado entre US$ 140 milhões e US$ 150 milhões anuais, válido até 2030.
Antes disso, a ESPN detinha os direitos da categoria e foi apontada como uma das responsáveis pelo crescimento da Fórmula 1 no mercado norte-americano.
Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, reconheceu a importância dos parceiros anteriores: foram eles, segundo o dirigente, que apostaram na categoria em um momento de incerteza quanto ao seu potencial de expansão.
O acordo entre Apple e Netflix, portanto, não é apenas comercial é simbólico. Representa a consolidação definitiva da Fórmula 1 como espetáculo global de entretenimento, capaz de unir tecnologia, narrativa documental e transmissão esportiva em uma mesma engrenagem.
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