Após a primeira fase de testes no Bahrein, Lando Norris, responsável por conduzir o MCL40 ao longo de toda a quinta-feira, destacou o “bom aprendizado” proporcionado pela sessão e a quilometragem acumulada como fatores essenciais no trabalho de coleta de dados da McLaren.
A equipe britânica optou por dividir o primeiro dia de atividades entre Norris e Oscar Piastri, reservando, nos dias seguintes, um programa integral de testes para cada um dos pilotos, a fim de aprofundar a análise técnica e acelerar o desenvolvimento do carro.
Esse formato de cronograma costuma se mostrar mais eficiente, pois reduz o tempo desperdiçado nas trocas de pilotos e nos ajustes necessários — tanto visuais quanto técnicos — para adaptar o equipamento ao companheiro que assumirá o volante. Vale lembrar que, na pré-temporada, as equipes dispõem de apenas um carro no circuito, o que torna cada minuto de pista ainda mais valioso.
“Foram muitas voltas”, explicou ele. “Acho que provavelmente foi o maior número de voltas que já dei em um dia, provavelmente em toda a minha carreira na Fórmula 1, então isso é bom. Não é uma pista muito curta, mas também não é uma pista muito longa.”
Norris encerrou o seu programa ao completar 149 voltas no Circuito do Bahrein, um dia antes de Oscar Piastri fechar sua participação na sexta-feira com 161 giros.
“Foi bom – bom aprendizado, combustível alto, combustível baixo, tudo entre esses extremos. Também foi um dia em que a temperatura variou bastante, o que contribuiu muito para isso. O vento mudou incrivelmente e isso também foi um fator importante.”
“A cada corrida, mesmo que você faça a mesma coisa, há mudanças, e obviamente a bateria também muda a cada corrida, e há muita coisa que você precisa dominar, entender e se adaptar. Então, certamente foi um dia complicado e desafiador, como tenho certeza de que foi para todos, mas foi bom.”
Os pilotos e suas equipes estão precisando lidar com novos processos em 2026, isso envolve a recuperação de energia e o trabalho dos pilotos em pista. A categoria foi totalmente reformulada com os novos regulamentos de motor e aerodinâmicos.
Tanto Norris, como Piastri foram observados andando no circuito com os carros mais pesados ao carregar mais combustível, os pilotos fizeram simulação de corrida, além de perseguirem alguns adversários em pista, para compreender melhor o funcionamento desses carros em uma batalha na pista.
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“Foi um bom aprendizado para toda a equipe. Depois disso, teremos três bons-dias – não é muito tempo – para jogar golfe! Mas também para entender tudo sobre este carro e já saber o que podemos melhorar e fazer mudanças para a próxima sessão.”
“Hoje, com certeza, entendi melhor tudo. Ainda precisamos garantir que tudo funcione como deveria, conforme planejado.”
“Ainda há coisas que precisamos corrigir, entender melhor e maximizar, mas, no geral, sinto que se eu fosse para uma corrida agora, teria uma compreensão bastante boa de tudo o que preciso fazer ao longo do caminho, de toda a gestão que é necessária.”
“Mas, ao mesmo tempo, cada vez que você entra em pista, sempre há algo um pouco diferente e algo a que você precisa se adaptar. Então, foi um bom aprendizado, uma boa quantidade de condições para aprender e jogar com coisas novas desde Barcelona, então foi um bom dia para a equipe e um bom dia para mim também.”
Ao longo dos três dias de atividades no Bahrein, a comparação mais imediata com Barcelona esteve nas condições climáticas. No Circuito da Catalunha, as equipes enfrentaram temperaturas baixas e um cenário mais frio; já no traçado do Sakhir, embora o calor tenha sido predominante, o grande desafio foi administrar as fortes rajadas de vento, que interferiram diretamente no equilíbrio e na estabilidade dos carros.
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