A McLaren mais uma vez foi o centro de uma polêmica envolvendo os seus dois pilotos durante o GP da Itália. O chefe de equipe, Andrea Stella, falou sobre a tomada de decisão, nesta disputa que não é apenas entre companheiros de equipes, mas vale o título de pilotos da temporada 2025.
Lando Norris e Oscar Piastri fizeram boa parte da prova em Monza na segunda e terceira posições, respectivamente. Porém, antes da realização do pit-stop obrigatório dos pilotos, eles foram promovidos para primeiro e segundo, quando Max Verstappen foi chamado aos boxes.
A equipe decidiu prolongar o tempo deles em pista, esperando a aparição do Safety Car para tentar ganhar uma parada livre nos boxes livre. Como a corrida não foi neutralizada, o jeito foi fazer as trocar de pneus e assumir que os competidores voltariam para a configuração inicial.
A McLaren chamou Piastri na volta 45, essa troca de pneus aconteceu sem nenhuma intercorrência, no entanto, no carro de Norris a pistola usada para a substituição e instalação dos pneus falhou. Toda a diferença que existia entre os companheiros de equipe foi reduzida, com o australiano passando pelo britânico na pista quando o outro deixava os boxes.
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Com essa situação nas mãos, o time de Woking resolveu intervir, pedindo para Piastri abrir caminho para Norris e devolver a posição, assim como aconteceu o GP da Hungria de 2024. Na sequência, Oscar foi informado que eles estavam livres para brigar até o final pela posição em pista.
Verstappen venceu a corrida, enquanto Norris fechou a prova na segunda posição, mas com o melhor tempo do evento. Piastri precisou se contentar com o terceiro lugar. Para o Azerbaijão o australiano chega com uma vantagem de 31 pontos, para o rival ao título.
“Primeiramente preciso dizer que a decisão que tomamos hoje não tem nada a ver com o que aconteceu na Holanda, é completamente independente do abandono que a equipe causou para Lando”, afirmou Stella.
“Esta é uma situação completamente diferente e estamos encarando uma corrida de cada vez. Hoje, quando iniciamos a sequência de pit-stops, começamos colocando Oscar primeiro, mas com a clara intenção de não trocarmos de posição. Infelizmente se agravou pelo fato de termos feito um pit-stop lento”, seguiu.
“Como tivemos a sequência com o Oscar primeiro e depois o pit-stop lento, achamos que o mais justo seria voltar às posições que tínhamos antes dos pit-stops. Tenho certeza de que o Oscar ficará muito confortável com isso; ele já estava confortável durante a corrida. Mostramos mais uma vez os valores e os princípios que temos na McLaren.”
Norris comentou que a situação foi acordada entre a equipe e os pilotos previamente e se o inverso tivesse acontecido, mesmo em clara desvantagem para Piastri no Mundial de Pilotos, ele também teria que devolver a posição.
Desde o ano passado as “Papayas Rules” ou Regras Papaya são amplamente discutidas pelos fãs do esporte, pois alguns não gostam muito das ordens de equipe, nem mesmo esse tipo de acordo. A McLaren estabeleceu essas regras para manter um clima interno favorável e cordialidade entre os competidores.
As regras também são uma forma de dizer que em ordem de prioridade está o time e depois as vontades dos pilotos. Neste ano a McLaren ruma para conquistar mais um título de Construtores, enquanto um dos seus pilotos pode se tornar campeão no último ano deste regulamento.
Mesmo com os competidores e suas equipes de boxes podendo disputar um contra os outros, a cordialidade entre os pilotos e conseguir seguir instruções é prioridade.
Norris sabe que para conquistar esse título, não depende apenas dos seus bons resultados, mas de azar de Piastri – algo que o piloto tem conseguido escapar ao longo do ano, minimizando possíveis problemas. O título de 2025 pende muito mais para as mãos do australiano.
Stella também foi convidado para falar sobre essa chamada no rádio que mencionou o GP da Hungria do ano passado e se essa era realmente a melhor estratégia para gerenciar os pilotos, o italiano respondeu:
“É claro que tivemos a Hungria, mas depois da Hungria tivemos muitas conversas, muito alinhamento entre nós sobre como iríamos correr, então, não acho que precisamos voltar tanto no tempo. Acho que devemos nos ater aos princípios e à abordagem que adotamos na forma como corremos. Acho que está tudo bem.”
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