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Albon vê combinação de energia e aerodinâmica como fator de risco após batida de Bearman

Piloto da Williams aponta diferenças extremas de velocidade causadas por energia e aerodinâmica ativa como fator de perigo no novo regulamento

A batida de Oliver Bearman durante o GP do Japão, enquanto perseguia Franco Colapinto, chamou a atenção dos pilotos no grid. Os carros sob o novo regulamento da Fórmula 1, tem mostrado uma grande diferença de velocidade entre aqueles que estão usando e recuperando energia. Alexander Albon compartilhou as suas preocupações referentes a possibilidade de novos acidentes.

Desde os testes de pré-temporada, os pilotos têm falado abertamente sobre os novos carros e aquilo que foi benéfico ou não para categoria. Com o início das corridas, ficou clara a utilização de todas as novidades que foram implementadas, em busca de tornar as corridas mais dinâmicas e disputadas.

O piloto da Williams destacou que as diferenças de velocidade não se explicam apenas pelo gerenciamento de energia. Segundo ele, nas disputas em pista, há momentos em que alguns pilotos estão focados em recarregar a bateria, enquanto outros conseguem utilizar o boost para atacar e tentar uma ultrapassagem. Além disso, o comportamento dos carros é constantemente influenciado pela aerodinâmica ativa, com variações entre o Modo Curva e o Modo Reta, o que contribui ainda mais para as oscilações de desempenho ao longo da volta.

“Na verdade, conversamos sobre isso no briefing dos pilotos, sobre as velocidades de aproximação, a defesa, as movimentações e todas essas coisas. É uma situação bem estranha agora, porque você quer se defender, mas às vezes fica preocupado com o carro que está atrás – se eles estão no controle do carro deles”, falou o piloto tailandês.

“Talvez precisemos apenas tornar o próprio Modo Reta um pouco mais estável ou menos potente, ou algo do tipo. Mais parecido com um DRS comum que você possa controlar com bastante facilidade. Não sei.”

LEIA MAIS: Sainz vê risco de novos acidentes na F1 e cobra mudanças após batida de Bearman no Japão

O acidente de Oliver Bearman no GP do Japão, abriu espaço para novas discussões sobre essa diferença de velocidade, o piloto da Haas, perdeu o controle do carro a 308 km/h, quando perseguia Franco Colapinto. O piloto da Alpine estava 45 km/h mais lento, quando o britânico precisou desviar da traseira do carro adversário e cruzou a pista até atingir a barreira de contenção.

O campeão mundial da Fórmula 1 Lando Norris, também expressou as suas preocupações quanto ao acidente, admitindo que os pilotos não têm controle total do carro: “Eu nem queria ultrapassar Lewis [Hamilton]. É que a minha bateria descarregava, e eu não queria que descarregasse, mas não consigo controlá-la.

Carlos Sainz também falou sobre o assunto e o quanto ele acha perigoso seguir com os carros dessa maneira.

A Williams, assim como as outras equipes do grid, vão aproveitar essa pausa de cinco semanas do campeonato – sem corridas por conta do cancelamento do GP do Bahrein e Arábia Saudita, para avaliar o carro e tentar corrigir os problemas que eles enfrentaram neste início de campeonato.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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