A Mercedes apresentou seu carro para a Fórmula E, e agora o que esperar da montadora alemã?

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Na tarde de quarta-feira em Frankfurt, na Alemanha, a Mercedes-Benz EQ Formula E team mostrou ao mundo o carro com o qual disputará a sexta temporada da Fórmula E. A gigante fará sua estreia na categoria com o próprio nome, já que atuou na temporada 5 sob a HWA Racelab – que como o próprio nome já dizia, serviu como o laboratório de corrida da montadora alemã.

Marca super tradicional no mundo automobilístico, a Mercedes – que completou 125 anos de história em julho desse ano – mostra que ainda é capaz de se reinventar e arriscar novos caminhos. Se por um lado a montadora tem seu nome consolidado nas competições de motores a combustão, por outro, a entrada no mundo de corridas de carros elétricos faz com que a marca se modernize demonstrando que quer continuar disputando espaço, nas ruas e nas pistas, com concorrentes diretos como Audi, BMW e Porsche, que também estreará na Fórmula E em 2019/20.

lll Mas será possível fazer algum tipo de previsão sobre a Mercedes na Fórmula E?

Para responder essa pergunta, devemos primeiro olhar para a HWA. A equipe entrou na categoria em momento de mudanças: carro novo, regulamento novo, além de o time em si ser uma novidade. A estreia da HWA não foi muito fácil, com abandonos causados por problemas apresentados nos carros e falhas dos próprios pilotos. Os 44 pontos conquistados por Stoffel Vandoorne e Gary Paffett deram o penúltimo lugar na classificação final do campeonato de construtores. Vandoorne terminou em 16º lugar na tabela geral de pilotos e Paffett em 19º.

Com o peso do nome Mercedes nas costas, e o olhar atento de Toto Wolff, a expectativa é de que a Mercedes consiga andar mais vezes na frente e conquiste vitórias. No entanto, essa não será uma tarefa fácil. Se na Fórmula 1, a equipe é líder absoluta do campeonato, na Fórmula E, ela terá que suar um pouco mais a camisa. Isso porque, apesar da grandiosidade da marca, a Mercedes ainda é inexperiente e, portanto, tende a estar mais suscetível a problemas. A última temporada da Fórmula E foi extremamente equilibrada, com 9 vencedores diferentes nas primeiras 9 corridas e bem provável que esse equilíbrio se mantenha, já que as grandes equipes (Techeetah, Virgin, Nissan e Audi) mantiveram seus principais pilotos. Então é bem possível que a Mercedes comece como uma equipe de meio de grid disputando com BMW, Jaguar e Mahindra.

lll E os pilotos?

A dupla escolhida foi o belga Stoffel Vandoorne e o holandês Nyck de Vries. Vandoorne, aliás, já estava confirmado na Mercedes desde a estreia na HWA, o piloto foi contratado para um trabalho de médio/longo prazo com os alemães na Fórmula E. Na temporada 2018/19, Stoffel conquistou uma pole position e um terceiro lugar, além de largar em 2º por duas vezes. Ele também cometeu erros e chegou a bater o carro sozinho em mais de uma oportunidade, considerando a fase de adaptação, é agora que Vandoorne precisa mostrar serviço fazer jus à confiança depositada pela equipe.

Nyck de Vries é o atual líder do campeonato de Fórmula 2 como 60 pontos de distância para o segundo colocado, Nicolas Latifi. Com cinco vitórias na temporada, incluindo as duas de Spa-Francorchamps, o holandês mostra maturidade e passa a ser mais um que enxerga um caminho no automobilismo fora da Fórmula 1. Se para alguns a escolha pode ter parecido surpresa, para outros foi apenas a confirmação de boatos que o apontavam como o outro piloto da Mercedes há algum tempo.

A sexta temporada da Fórmula E começa com rodada dupla na Arábia Saudita nos dias 22 e 23 de novembro. Antes disso, teremos a pré-temporada de 15 a 18 de outubro em Valência, na Espanha.

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Rubens Gomes Passos Netto

“Netto”, popularmente conhecido entre os imigrantes Guaxupeanos que tocam a zueira no pequeno município de São Paulo, gosta de comprar livros e outras bugigangas que orbitam o universo da Fórmula 1, já semeava a discórdia ao aceitar o rótulo de “nerd”, quando em terras tropicais, tal rotulo era algo, um tanto quanto pejorativo aos descendentes de primatas residentes nas regiões montanhosas produtoras de café, o que julgava ser maravilhoso, ainda mais sendo um apaixonado pela Fórmula 1, fã da McLaren por paixão e pela Ferrari por criação, já que nasceu em uma família descente de italianos produtores de café e não fabricantes de macarrão, na sua pacata opinião a melhor temporada foi a 2008, já que por um infortúnio reprodutivo de seus pais não conseguiu assistir a temporada de 1986, admira e muito o Emerson Fittipaldi, tem como o carro dos sonhos o McLaren MP4/4 e sonha em um dia ou noite pilotar em Spa e provar que as teorias que não levam a humanidade a lugar algum dos quais ele defende são mais úteis que um relógio digital, salvo se for para comer um pastel de camarão acompanhado de um chopp escuro.