Vitória de Raikkonen, em uma corrida de talento, sem peso nas costas – Dia 141 dos 365 dias dos mais importantes da história do automobilismo

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O campeão antecipado, Fernando Alonso, acabou cumprindo com a sua promessa pós conquista do título, o espanhol pararia de administrar o campeonato, afinal não era mais necessário pois já havia se consagrado campeão e agora podia voltar a correr, sem arriscar mais nada. Largou de décimo sexto e ao concluir a primeira volta, já estava em oitavo. Por fim seguiu conquistando mais algumas posições, até receber a bandeirada final em terceiro. Ficou um pouco nervoso ao termino da prova, pois a atitude de devolver a posição para Chistian Klien da Red Bull, lhe custou 7 segundos, o que na visão do espanhol custou a sua tentativa de ir à luta pela vitória.

Fonte: F1-Pics.com

Não precisava de votação para piloto do dia, Kimi Raikkonen foi considerado o melhor pela sua performance e nesta prova em Suzuka, isto nem tem como ser contestado. Após sofrer com uma quebra de motor e necessitar de uma troca (ou melhor a quarta da temporada), acabou largando de décimo sétimo. Foi conquistando posição por posição em manobras que fazia o coração aparentar estar estagnado no peito com apenas uma batida. Acabou sendo a sua primeira vitória, depois de ser punido pelo regulamento de troca de motores (que infelizmente ficou em pauta por várias semanas e não deu em nada, perdurando da mesma forma em 2018 e pior com apenas 3 motores disponíveis no campeonato, com algumas trocas de peças mais limitadas ainda, mas é assunto para outro texto).

Fonte: F1-Pics.com

Raikkonen teria um desafio mais complicado, quando chegasse nos ponteiros, mesmo tendo o carro mais veloz, teria que disputar com Giancarlo Fisichella, da Renault, pois a classificação realizada debaixo de chuva havia embaralhado o grid de largada e de qualquer forma Kimi não tinha como fugir do comprimento da sua punição.

Para Fisichella seria fácil conquistar os dois primeiros lugares dos pilotos que estavam na sua frente, pois um deles era Ralf Schumacher, que havia conquistado a sua primeira pole pela Toyota e o outro Janson Button da BAR, ambos com essas posições pelas circunstancias em que a classificação fora realizada.

Fonte: F1-Pics.com

No mínimo Giancarlo foi preguiçoso, se esquecendo que uma corrida só acaba depois da bandeirada final. Achando que venceria a prova por conta das estratégias adotadas, o piloto Renault, acabou tendo que lidar com Raikkonen que surgiu no seu cangote a 8 voltas para o final, e aí já era tarde para reagir. No segundo pit-stop do finlandês, o mesmo retornava para pista, com pouco mais de 5 segundos atrás do italiano e foi reduzindo a distância como um touro desembestado. Na última volta Raikkonen acabou assumindo a liderança, depois de botar o carro por fora, em uma manobra histórica na primeira curva da pista japonesa, conquistando a sétima vitória no ano, ”Foi uma das minhas melhores corridas” disse.

Sem pressão da conquista de um título, a prova apenas uma demonstração de talento ou melhor ”corrida, apenas corrida”.

Fonte: F1-Pics.com

Foi a corrida que colocou em decisão a permanência de Antonio Pizzonia que buscava se tornar titular na Williams em 2006. Ainda na décima volta, o amazonense passou por cima de uma zebra e rodou sozinho. O seu companheiro de equipe Mark Webber terminou a prova em quarto, enquanto Pizzonia abandonava a prova, acentuando ainda mais as suas diferenças. Semanas depois a equipe anunciaria a contratação de Nico Rosberg.

Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele despertou em mim o interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Fiz da RBR minha casa e meu carro favorito é a Kinky Kylie.

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